Diário do Amapá - 03/07/2026

Mais Milionários O Brasil ganhou 9.215 novos milionários em 2025 e agora tem 386 mil pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão (mais de R$ 5 milhões), segundo o GlobalWealth Report, do UBS. Dados do Banco Central mostram que os investimentos dessa turma e de outros bilionários daqui em carteira no exterior somaramUS$ 58,8 bilhões em 2025. "Preservar patrimônio exige diversificação entre países, moedas e ativos", afirma Cristiano Maschio, especialista em Patrimônio Global. Sebrae & Classe C O Sebrae lançou ontem, em fase piloto, o Potência Empreendedora, no Theatro Municipal de Niterói (RJ), projeto voltado para microempreendedores da Classe C. Foi apresentado ainda o Cartão do Empreendedor, que facilita a capacitação e acesso ao crédito aos MEIs. “A Classe C é um desafio para nós que trabalhamos com o empreendedorismo”, afirmou Rodrigo Soares, presidente do Sebrae. Sem cachorro Parece que além de burburinho nos corredores e nos grupos de Whatsapp da EBC, no Centro do Rio de Janeiro, a nota publicada ontem pela Coluna pode causar também uma mudança de atitude. A tutora que vinha levando seu cachorro para a empresa foi trabalhar sem o animal. Os colegas, por ora, respiram aliviados. A justificativa para levá-lo para o trabalho seria o fato de ele ficar estressado quando está sozinho em casa. Os gêmeos Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis e irmão gêmeo do senador Cleitinho (Rep), é o nome para vice na chapa de Mateus Simões (Novo) ao governo de Minas Gerais, 2º maior colégio do País. A gritaria nervosa do senador contra o ex-governador Romeu Zema (Novo), padrinho de Simões, é para emplacar o seu mano na chapa ao Palácio da Liberdade e sair da pré-disputa ao Governo. A conferir. Batalha da FUNCEF O atual presidente da FUNCEF, Ricardo Pontes, e o diretor Joaquim Cruz, o novo diretor de Investimentos e Participações do Fundo que anda demitindo gente poderosa, são só sorrisos e abraços nos corredores. Mas andam se estranhando entre portas – cada um na sua sala. O nome da discórdia é o genro do presidente da Caixa, Fabiano Alves, Gerente de Investimentos da entidade, na mira de Cruz. Poltrona judicial O presidente Lula da Silva (PT) governa o Rio de Janeiro há meses em consórcio com o Supremo Tribunal Federal, e o desembargador presidente do TJ Ricardo Couto de interventor. O ministro Cristiano Zanin deu liminar e Flávio Dino sentou em cima até ontem e proibiram o direito constitucional da ALERJ em eleger um governador-tampão. O voto de Dino veio na véspera do recesso do STF, que retorna apenas em agosto, se o presidente Fachin liberar. Isso deixaria o caso da eleição do Rio em cima da eleição nacional de outubro, e, com certeza, não haverá eleição suplementar, deixando a decisão para a ALERJ. Essa é a avaliação dos bolsonaristas em Brasília, que consideram que elegeriam um nome alinhado ao grupo. Enquanto isso, no mesmo cenário desenhado, isso ajudaria Eduardo Paes (PSD) aliado de Lula. O que se comenta na Praça é que a coisa anda devagar no Supremo e o Rio só terá governador-tampão após eleição de outubro. O ex-presidente a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União Brasil), recebeu quase R$ 4 milhões em pagamentos do bicheiro AdilsonOliveira Coutinho Filho, oAdilsinho, segundo apurou o blog. O codinome "Barba" aparece em planilhas do grupo cri- minoso e seria usado para identificar os pagamentos ao ex- presidente da Alerj. Como informado pelo blog, o nome do ex-governador Cláudio Castro (PL) aparece na lista de Adil- sinho. Há registros de três pagamentos feitos por depósitos "em espécie", conforme consta nos registros. Foram feitos três pa- gamentos, sem detalhar o ano: R$ 2 milhões, em julho R$ 925 mil, em agosto; e R$ 1 milhão, em setembro. A investigação identificou que o bicheiro chamava os po- líticos corruptos como "clientes" e que detalhava tanto de pa- gamentos em espécie como por transferências ou depósitos bancários em seus registros. O "Barba" teria recebido valores sempre em espécie. Emnota, a defesa de Bacellar nega que o ex-presidente da Alerj "tenha atuado, de qualquer forma, para inibir ou embaraçar qualquer investigação, direta ou indiretamente, ou para proteger e beneficiar organizações criminosas e seus integrantes" Operação da PF A PF deflagrou nesta quinta-feira (2) a 5ª fase da Operação Unha e Carne, em que prendeu o pastor Márcio Poncio. Também há mandados contra Adilsinho Bacellar. Adilsinho e Bacellar já estavam encarcerados, e o ex-deputado será transferido do Complexo Penitenciário de Bangu, em Gericinó, para um presídio federal. Adilsinho está na cadeia desde fevereiro. O contraventor, apontado como “capo da Máfia do Cigarro” no RJ, já tinha escapado de ao menos duas ofensivas da PF. ■ INVESTIGAÇÃO Rodrigo Bacellar aparece com codinome 'Barba' em planilhas de bicheiro e recebeu quase R$ 4 milhões O Brasil encaminhou, nessa quarta- feira (1º), uma resposta aos Estados Unidos sobre a investigação feita pelo governo Donald Trump que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. A reação brasileira tenta evitar que os Estados Unidos coloquememprática a pro- posta de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros, emresposta às supostas práticas de comércio desleal, descritas pelo Escritório de Comércio. No documento, assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o Brasil afirma que as críticas do governo americano ao PIX e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) não têm relação com comércio, mas com diver- gências sobre políticas internas. Com isso, enviou um documento de 29 páginas em que rebateu ponto a ponto as críticas norte-americanas. Comércio digital e serviços de pagamento (PIX) ➡ O que dizem os Estados Unidos: O USTR afirma que o Banco Central favorece o PIX, sistema de pagamentos ins- tantâneos, em detrimento de provedores americanos. Segundo o relatório norte-americano, o BC atua aomesmo tempo como regulador e operador do sistema, impondo seu uso e limitando as taxas cobradas por concorren- tes. ➡ O que diz o Brasil: O governo brasileiro contesta essa afir- mação. Destaca que o PIX é uma infraes- trutura pública de acesso aberto, disponível emcondições não discriminatórias para em- presas que cumpram os requisitos de parti- cipação, independentemente da origem do capital. Ogoverno tambémdestaca que empresas americanas já atuamnormalmente no ecos- sistema do Pix, citando como exemplos o Google Pay Brasil e a Visa, e argumenta que o sistema ampliou a concorrência, reduziu custos e criou novas oportunidades para bancos, fintechs e empresas de tecnologia. Além disso, o documento compara o PIX ao FedNow, sistema de pagamentos instantâneos operado pelo Federal Reserve, o autoridade monetária dos Estados Uni- dos. Segundo a defesa, o fato de um banco central operar uma infraestrutura pública de pagamentos não caracteriza, por si só, uma prática comercial desleal. ■ REAÇÃO BRASILEIRA PIX, STF, REDES SOCIAIS: ENTENDA AS CRÍTICAS DOS EUA PARA PROPOR TARIFA DE 25% E OS ARGUMENTOS DO BRASIL V Foto/ Marcelo Camargo/Agência Brasil V Foto/ Ricardo Stuckert/PR ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 03 DE JULHO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=