Diário do Amapá - 04/07/2026

A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 04 DE JULHO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS COPA DO MUNDO - CBF é informada pela Fifa sobre possível mudança de horário de Brasil vs. Noruega por causa do calor. Seleção já trabalha com a hipótese de partida sair das 16h para as 17h no horário local (de 17h para 18h de Brasília). ■ CANSAÇO - Aliados notaram sinais de esgotamento de Flávio Bolsonaro nos últimos dias. Provavelmente, resultado de tantas crises que está enfrentando dentro de sua própria campanha. ■ Reforço Senador Randolfe e deputado Malafaia articularam juntos liberação de R$ 161,7 mi para contemplar capital amapaense e outros municípios com vários equipamentos e obras para saúde. Benefícios No ver do governador Clécio Luís, fim do visto para a Guiana Francesa, entre inúmeras vantagens uma das principais é a geração de empregos, tanto no lado amapaense como no lado de lá. “As igrejas realizam um trabalho social que alcança onde muitas vezes o Poder Público não consegue chegar. Nunca deveria ter sido cobrado aquilo que a própria Constituição garante como imunidade”, prefeito DaLua ao assinar decreto isentando templos religiosos de impostos. Para Aldo Rebelo, pré-candidato à PR pelo DC (Democracia Cristã), desenvolvimento econômico da Amazônia não deslancha porque obstáculos são impostos por ONGs, órgãos ambientais e instituições federais. Entraves MPF e Receita Federal assinaram cooperação técnica para aprimorar inteligência, análise, investigação e desenvolver ações conjuntas de combate a organizações criminosas, esquemas complexos de lavagem de dinheiro e suas repercussões tributárias. Estratégia Neste sábado, 4, inicia proibição de nomear, contratar ou demitir servidores públicos, fazer transferências voluntárias de recursos entre entes federativos, autorizar publicidade institucional e de participar de inaugurações de obras públicas por candidatos, em virtude das eleições de outubro. Vedações Correção Maternidade da Zona Oeste de Macapá, obra estratégica do Novo PAC, iniciativa do senador Randolfe Rodrigues, com ordem de serviço assinada logo entra em obras. Quando construída, unidade terá capacidade para 150 leitos e será referência no atendimento de média e alta complexidades para gestantes, puérperas e recém- nascidos. Essencial Nilson Chaves faz ‘Um canto amazônico’, à noite desta sexta-feira, 3, na sede do Sinjap, no bairro Santa Rita, a partir das 19h, dividindo palco com convidados Val Milhomem, Joãozinho Gomes, Alan Yared e Andréia Lopes. Turma boa S enhoras e senhores, segurem o chapéu — e o sobrenome! O Brasil acaba de receber um retrato atualizado de si mesmo, e ele não traz surpresas: se você se chama Maria ou José, está em boa companhia — milhões, dezenas de milhões de brasileiros dividem o mesmo crachá da identidade nacional. E se o seu sobrenome é Silva ou Santos, também não precisa se achar original. Você está longe disso. Somos um país de muitos sotaques, climas, ritmos e cores…mas, no cartório, parece que todo mundo resolveu tocar o mesmo samba. Agora, o que esse “ranking do nome popular” revela além de uma piada pronta para festa junina? Mostra que, apesar das diferenças regionais, das lutas sociais e da tão sonhada inovação, boa parte dos brasileiros ainda sofre de uma falta crônica de criatividade no registro civil — ou, quem sabe, de uma fidelidade cega à tradição. “Maria” reúne 12 milhões de pessoas. “Silva” ultrapassa 30 milhões. É como se estivéssemos todos no mesmo trem, usando o mesmo uniforme e repetindo o mesmo bordão: “Olá, eu sou Maria Silva” — no happy hour da vida. E o pior: isso não é só folclore. É dado oficial. Vamos lá, Brasil. Queremos ser um país que mira as estrelas, que aposta em futuro, emmudança — mas cá estamos, repetindo o mesmo nome e o mesmo sobrenome, geração após geração. Parece uma gincana nacional de identificação: vence quem mais conseguir se chamar igual. Diz que somos um país preso a padrões — his- tóricos, culturais e até burocráticos — que custam a se mover. Que a inovação, mesmo quando pro- metida, ainda não chegou ao cartório. Que o so- brenome Silva, presente em cerca de um sexto da população, é mais do que uma coincidência: é uma herança. Uma lembrança viva de séculos de escra- vidão, migração e padronização forçada. E engana-se quempensa que isso é só curiosidade. Um nome conta histórias — revela origens, vínculos e até desigualdades. “Silva” e “Santos” não são apenas sobrenomes populares; são espelhos sociais. Refletem o país real: aquele que ainda carrega as marcas do passado, da repetição e da resistência à mudança. Então, da próxima vez que você ouvir alguém dizer “Fulano Silva”, lembre-se: pode até ser só um nome no papel, mas é também um retrato do Brasil. Um país que se repete nos registros, nas promessas e, às vezes, nas decepções. Batizar de Maria, José, Silva ou Santos nunca foi apenas tradição — é sintoma. E, se a tradição nos diz quem fomos, talvez esteja na hora de escolher nomes que digam quem queremos ser. Obrigado, Brasil — e que venham os Gaels, as Valentinas, os Ravis, as Amoras. Que tragam com eles um pouco do novo, um pouco do inédito. E que não se sintam sozinhos nesse grande trem chamado Brasil, onde os vagões se chamam Maria e os trilhos ainda se chamam Silva. ■ Brasil das Marias, Josés… e Silvas E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Jornalista/Radialista/Filósofo GREGÓRIOJOSÉ

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