Diário do Amapá - 07/07/2026
POLÍTICA | POLÍTICA | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa 8 TERÇA-FEIRA | 07 DE JULHO DE 2026 Desabafo Candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, propôs aos EUA que participem de transição do governo, caso seja eleito A proposta do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) de convidar o governo dos Es- tados Unidos para um even- tual processo de transição de governo, caso seja eleito, abri- ria a um país estrangeiro in- formações sensíveis a respeito do potencial da Margem Equatorial, que vai do Amapá ao Rio Grande do Norte, pas- sando pelo Pará e parte do Maranhão, segundo o presi- dente do BNDES, Aloizio Mercadante. A informação é da agência Eixos. Informações a respeito dos projetos de minerais críticos em análise pelo BNDES tam- bém poderiam ser acessadas pelos EUA, segundo Merca- dante, que foi coordenador da equipe de transição do governo Lula (PT). “Como é que você abre es- sas informações para uma potência estrangeira? Como é que isso pode ser oferecido? E como é que uma autoridade pode assinar uma carta agra- decendo que está sendo ofe- recido?”, afirmou a jornalistas durante o evento Brasil Mais Verde, na sede do BNDES no Rio. “São informações do Es- tado brasileiro, de estratégia ou de desenvolvimento, ou da defesa, ou de tecnologia, ou da área de energia. Então eu quero alertar que eu acho muito grave, uma violação clara da soberania do Brasil”, acrescentou Mercadante. O convite de Flávio Bol- sonaro para representantes dos EUA integrarem a equipe de transição se tornou pú- blico após a divulgação de uma carta do secretário de estado dos EUA, Marco Ru- bio, agradecendo a propos- ta. A carta foi uma resposta a um pedido do presidenciá- vel para que os EUA revissem as novas tarifas que serão im- postas a produtos brasileiros este mês. ■ ENTREVISTA E PROPOSTA DE GOVERNO DE TRANSIÇÃO COM EUA ABRIRIA SIGILOS DA MARGEM EQUATORIAL E MINERAIS CRÍTICOS, DIZ MERCADANTE pl CMM cumprirá regras eleitorais e proíbe uso da máquina pública em 2026 A Câmara Municipal de Macapá afirma que vai seguir à risca as determinações do Minis- tério Público Eleitoral e da Justiça Eleitoral durante as eleições de 2026. A Casa assegura que a atuação será técnica, transparente e aparti- dária. A ideia é evitar qualquer uso da estrutura da instituição para fa- vorecer candidatos. A orientação se baseia na Lei Eleitoral 9.504/1997, na Lei da Ficha Limpa e nas resoluções do TSE. A Mesa Diretora da Câmara orien- ta vereadores, servidores, assessores e colaboradores a não usarem a es- trutura pública no período eleitoral. Estão vetados: prédio, veículos, equi- pamentos, servidores em horário de trabalho, redes e sites oficiais, além de qualquer recurso público para campanha ou promoção pessoal. A Câmara também vai colaborar com o Ministério Público Eleitoral, com a Justiça Eleitoral e com os órgãos de controle para garantir um processo eleitoral com todos os prin- cípios legais e constitucionais. ■ ORIENTAÇÃO R O voto no Brasil já passou por di- versas restrições, mudanças de regras e até mesmo por períodos de suspensão. Nas primeiras experiências eleitorais, durante os períodos Colonial e Imperial, apenas homens que possuíam determinadonível de rendapodiamexercer esse direito. Após a Proclamação da Re- pública, ainda existiam várias restrições ao direito de votar, pois eram impedidos de participar das eleições os analfabetos, mendigos, menores de 21 anos, mulheres, soldados de baixa patente, indígenas e membros do clero. O país também viveu momentos em que as eleições foram suspensas, como durante o Estado Novo (1937–1945), e períodos emque as eleições diretas para a PresidênciadaRepública foramcanceladas, como ocorreu durante a DitaduraMilitar (1964–1985). Em 1984, o Brasil assistiu ao grande movimento conhecido como Diretas Já, que defendia a volta das eleições diretas para presidente. Em 1988, com a promulgação da Constituição Federal, consolidou-se o sufrágio universal, com eleições diretas, secretas e obrigatórias. O voto não é a única ferramenta para o exercício da democracia, mas talvez seja o instrumento mais importante de parti- cipaçãopopular. Ademocracia é entendida como o governo do povo, ou seja, o governo damaioria. Por isso, não se pode pensar emdemocracia sema participação da sociedade nas decisões políticas. Hoje, o Brasil vive uma democracia representativa, na qual escolhemos re- presentantes e lhes conferimos o direito de atuar em nosso nome nas instituições políticas. Por essa razão, é fundamental compreender os posicionamentos dos candidatos e verificar se eles estão de acordo comos valores e ideias que defen- demos. Infelizmente, existe uma crescente desvalorização do voto no país, resultado de inúmeras insatisfações e da descrença napolítica.Noentanto, podemos contribuir para o fortalecimento da democracia ao compreender a importância desse instru- mento e exercer um voto consciente. ■ DEMOCRACIA Voto, instrumento importante de participação popular
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