Diário do Amapá - 14/07/2026

V Foto/ Reuters A Califórnia e outros 11 estados americanos estão processando a tentativa de aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount, ava- liada emUS$ 110 bilhões (R$ 565,4 bilhões), para im- pedir que o negócio avance. As autoridades alegam que a operação reduziria a concorrência na distribuição de filmes e na televisão por assinatura, prejudicando cinemas e empresas de TV paga. Segundo o procurador-geral da Califórnia, os Es- tados pediram à Paramount que não conclua a fusão até o término da ação. Ela representa uma ameaça significativa à proposta do CEO da Paramount, David Ellison, de trans- formar a empresa em uma grande concorrente de gigantes comoNetflix e Disney. Segundo os estados, caso a operação seja aprovada, a Paramount passaria a controlar 27% domercado de distribui- ção de filmes exibidos nos cinemas americanos, 30% da distribuição de grandes produções cine- matográficas e 27% do mercado de canais bási- cos de TV a cabo. A decisão sobre as alegações dos estados provavelmente levará meses, provocando um atraso que pode gerar centenas de milhões de dólares em custos adi- cionais para a Paramount. Já a própria Paramount afirma que a ação "distorce a jurisprudência consolidada emmatéria antitruste e baseia-se em uma representação equivocada da con- corrência na indústria do entretenimento atual" Atores e roteiristas também são contra O acordo provocou reação negativa de atores, roteiristas e outros profissionais da indústria, que temem impactos sobre empregos. Donos de cinemas também se posicionaram contra a transação, preo- cupados que a união entre o estúdio Warner Bros. e a Paramount Pictures resulte em uma redução no número de filmes lançados. ■ Califórnia e outros 11 estados processam acordo de US$ 110 bilhões entre Paramount e Warner Bros AÇÃO JUDICIAL A “Com este processo, a Califórnia e nossos estados parceiros estão lutando por mercados livres e justos, e não por mercados manipulados. Os Estados Unidos não têm reis no governo nem na economia”, afirmou Bonta em comunicado. Fusão Trecho Do Texto ♬ Se 13 de julho é o Dia Mundial do Rock, como sentencia o calendário do universo pop, hoje é dia de lembrar de Sérgio Augusto Bus- tamante (8 de novembro de 1933 – 7 de junho de 2019), o roqueiro carioca falecido aos 85 anos em Volta Redonda (RJ), há seis anos, e imortalizado com o nome artístico de Serguei. Artista de aura lendária que entrou em cena há 60 anos, Serguei encarnou o espírito irreverente e alucinado desse tal de rock'n'roll. Deixou discografia esparsa, composta por dois álbuns e alguns singles avulsos lançados entre 1966 e 2009, com destaque para o álbum de 1991. Contudo, se a obra do cantor foi pequena, é grande o folclore em torno da existência de Serguei, o roqueiro que circulava pelo mundo com uma camiseta perso- nalizada onde se lia “Eu comi a Janis Joplin”. Verdade? Serguei jurava que, sim, havia se rela- cionado sexualmente com a cantora norte-americana Janis Joplin (1943 – 1970), com quem ele de fato parece ter tido algum contato – pelo menos social... – em São Francisco (EUA) em 1967, três anos antes de reencontrar Janis no Brasil, precisamente na noite de Copacabana, em fevereiro de 1970 quando dava expediente como cantor em boate do bairro carioca. Serguei viveu o trinômio sexo, drogas (em especial o LSD) e rock'n'roll, sem falar no álcool consumido em doses cavalares. Mais entertainer do que cantor, como ele mesmo admitia com sinceridade, Serguei sorveu a vida louca vida com o ardor de um garoto. Dizia não ter idade e tampouco sexo. Antes de se dedicar ao rock, Serguei foi comissário de bordo, bancário, office-boy e ajudante de cozinha. Tentou em vão até uma carreira política na cidade fluminense de Saquarema (RJ), onde viveu durante décadas, mas nunca se elegeu vereador. Em essência, o que Serguei se tornou foi mesmo uma lenda do rock, insistindo na juventude e vivendo fora da con- venções sociais com a liberdade possível em um mundo cerceador. ■ DIA MUNDIAL DO ROCK É DIA DE SERGUEI, ARTISTA QUE VIVEU A VIDA COM O ESPÍRITO ALUCINADO E IRREVERENTE DO ROCK'N'ROLL SpaceX perdeu força um mês após estreia histórica na bolsa de valores? O s investidores da SpaceX estão oscilando entre dois sentimentos distintos um mês depois que a empresa abriu seu capital na bolsa de valores nos EUA: euforia e preocupação. Quando as ações da empresa, cofundada e liderada por Elon Musk, ficaram disponíveis para compra por pessoas f ísicas nomercado de ações em12 de junho, houve um frenesi entre os investidores. Embora a empresa tivesse decidido precificar suas ações emUS$ 135 cada, o preço subiu imediatamente para US$ 150 no primeiro dia, chegando a US$ 176, antes de fechar emUS$ 160,95. Isso consolidou a SpaceX como a maior oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de todos os tempos. Na semana seguinte, suas ações subiram ainda mais, atingindo uma alta intradiária (cotação máxima num dia) de US$ 225, ultrapassando a Amazon e a Microsoft em valor de mercado total. "No caso de Elon Musk, qualquer empresa na qual ele esteja envolvido gera entusiasmo", disse Keith Snyder, analista da empresa de pesquisa de investimentos CFRA. ■ PREOCUPAÇÃO V Foto/ Reprodução / Capa do livro 'As alucinações de Serguei' V Foto/ BBC News ■ Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros ■ Elon Musk ■ Serguei (1933 – 2019) está imortalizado como a encarnação da rebeldia e irreverência do rock'n'roll GERAL TERÇA-FEIRA | 14 DE JULHO DE 2026 13 | GERAL | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa PERSONALIDADE

RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=