Diário do Amapá - 17/07/2026

CIDADES SEXTA-FEIRA | 17 DE JULHO DE 2026 | CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ Insulina glargina possibilita a aplicação apenas uma vez ao dia, pro- porcionando mais segurança e qualidade de vida aos pacientes. ■ ● Medicamento para diabetes começa a ser ofertado pelo SUS para crianças, adolescentes e idosos O Hospital daMulher Mãe Luzia (HMML), referên- cia emassistência obstétrica no Amapá, registra um ce- nário preocupante: cerca de 85% das gestantes encami- nhadas ao serviço de alto risco chegam sem o pré- natal adequado,muitas vezes já com complicações que poderiam ter sido identifi- cadas e tratadas precoce- mente. Nos últimos dias, amaternidade observou aumento nas internações de gestantes de alto risco, principalmente por infecção urinária, diabetes gestacional descom- pensada e hipertensão arterial. Nesta quarta-feira (15), 42 gestantes estavam em atendimento no setor. Segundo a diretora do HMML, Cristiani Barros, grande parte desses casos poderia ser evitada com o início precoce do acompanhamento. “Gravidez não é doença, mas pode se tornar uma condição grave quando não há acompanhamento adequado. Temos recebido muitas mulheres com in- fecção urinária, diabetes gestacional e pressão alta, si- , 9 Ausência ou acompanhamento inadequado do pré-natal aumenta o risco de complicações e internações ■ Além dos impactos na saúde materna e neonatal, a chegada tardia dessas pacientes contribui para a sobrecarga dos serviços especializados, exigindo internações mais longas e procedimentos de maior complexidade. Cristiani Barros Diretora da Maternidade “Gravidez não é doença, mas pode se tornar uma condição grave quando não há acompanhamento adequado. Temos recebido muitas mulheres com infecção urinária, diabetes gestacional e pressão alta, situações que poderiam ser identificadas no início da gestação. O pré-natal é essencial para prevenir complicações e garantir mais segurança para mãe e bebê” ALERTA tuações que poderiam ser identificadas no início da gestação. O pré-natal é essencial para prevenir com- plicações e garantir mais segurança para mãe e bebê”, afirma. OMinistério da Saúde recomenda que o pré-natal seja iniciado logo após a confirmação da gravidez. Além das consultas periódicas, o acompanhamento inclui exames, avaliações clínicas e orientações sobre alimentação, atividade f ísica e outros cuidados ne- cessários durante a gestação. Nas gestações de alto risco, omonitoramento per- mite identificar precocemente doenças que podem comprometer a saúde da mãe e do bebê. A diabetes gestacional, por exemplo, aumenta o risco de parto prematuro, enquanto a infecção urinária pode evoluir para quadros mais graves se não for tratada. Cristiani destaca que não basta comparecer às consultas. “A gestante precisa realizar os exames soli- citados e retornar para avaliação dos resultados. Esse acompanhamento faz toda a diferença para uma gra- videz mais segura”, ressalta. Além dos impactos na saúde materna e neonatal, a chegada tardia dessas pacientes contribui para a so- brecarga dos serviços especializados, exigindo inter- nações mais longas e procedimentos de maior com- plexidade. ■ 85% DAS GESTANTES DE ALTO RISCO CHEGAM SEM PRÉ-NATAL ADEQUADO À MÃE LUZIA

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