Diário do Amapá - 21/07/2026
| NOTA 10 | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 21 DE JULHO DE 2026 14 Julliany Souza emociona o público na noite gospel do Macapá Verão 2026 NA JACY BARATA A Praça Jacy Barata recebeu, na noite do último sábado, 18, um grande público para a programação gospel do Macapá Verão 2026. Promovido pela Prefeitura deMacapá, pormeio da FundaçãoMu- nicipal de Cultura (Fumcult), o evento reuniu artistas locais e a cantora Julliany Souza, proporcionando uma noite de fé, emoção e louvor que integrou a programação gratuita do maior festival de verão da capital. A diversidade musical segue como uma das marcas do Macapá Verão 2026. Após receber, na mesma semana, atrações como Capital Inicial e Simone Mendes, a programação abriu espaço para a música gospel, reunindo famílias e fiéis em uma celebração marcada pela par- ticipação do público. A principal atração da noite foi a cantora Julliany Souza, que levou a plateia a cantar, do início ao fim, sucessos como Deus de Promessas, Eu SouTeu e Te Exalto. Com forte presença de palco e grande interação como público, a artista agradeceu o carinho dos fãs. “Que lindo ter vocês aqui dessa forma, fazendo parte do showe cantando o nosso repertório”, disse a cantora, que ganhou projeção nacional entre 2012 e 2013. Antes da apresentação principal, artistas locais aqueceram o pú- blico com uma sequência de shows. Subiram ao palco Dion Castro e Banda, Josiel Serrão, Romanos e Banda Gênesis, levando diferentes estilos da música gospel contemporânea e mostrando a força da pro- dução artística amapaense. Além de proporcionar momentos de fé e celebração, a programa- ção tambémmovimentou o comércio de alimentação instalado no es- paço do evento. Os empreendedores comemoraramo grande fluxo de consumidores ao longo da noite. Foi o caso da microempreendedora Geovana Lobato, do ramo da alimentação, que ainda antes da metade do show já havia comerciali- zado boa parte dos produtos. “Esses eventos do Macapá Verão reali- zados na Jacy Barata têm sido muito importantes para complementar nossa renda. A Prefeitura está de parabéns”, destacou. Após o show de Julliany Souza, a programação prosseguiu com apresentações da Banda Palavra Viva e de Adelson Tavares, encer- rando mais uma noite de sucesso do Macapá Verão. A programação na Praça Jacy Barata continua nas próximas semanas com novas atra- ções gratuitas, fortalecendo a cultura, valorizando os artistas locais e oferecendo lazer e entretenimento para a população durante oMacapá Verão 2026. ■ “Ao centralizar a coordenação na Semin, o Estado busca criar uma “porta de entrada única” para o setor mineral, reduzindo a burocracia sem atropelar as competências regulatórias”. MAMEDE BARBOSA Secretário da Samin HÉLIO FURTADO Coordenador do CAO-Eleitoral “Nesse período, é fundamental observar as normas previstas na legislação eleitoral para garantir a igualdade de oportunidades entre os participantes do pleito”. “A comporta tem o momento correto para ser aberta. Ontem, a chuva intensa coincidiu com a preamar. Se ela fosse aberta naquele instante, a água do rio entraria no canal e aumentaria ainda mais o volume. Por isso, aguardamos a vazante, quando os níveis se igualaram, para fazer a abertura com segurança e causar o menor impacto possível”. FRASES DA SEMANA LEONARDO BRUNO Secretário da Semob “Estou feliz por ter chegado a esse resultado; estive em todos os municípios ouvindo planos de governo; vou levar o que deu certo em Macapá para todo o estado”. FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa NOTA 1 ANTÔNIO FURLAN Ex-prefeito de Macapá ● “Levar atendimento especializado às comunidades mais distantes é um compromisso do Governo do Estado. Durante esta semana, o Bailique recebe uma série de serviços que contribuem para melhorar a saúde bucal da população”. AMANDA CABRAL Gerente do Núcleo de Coordenação Estadual de Saúde Bucal HISTÓRIA A Festa de São Tiago, emMaza- gão Velho, tem raízes profun- das na história colonial luso-brasileira e na diáspora dos cristãos portugueses do norte da África. Sua origem está diretamente relacionada à extinção da cidadela de Mazagão, uma possessão portu- guesa localizada na costa atlântica do atual Marrocos. No século XVIII, diante da crescente pressão militar dos mouros e da instabilidade polí- tica, a Coroa portuguesa decidiu abandonar a colônia africana. Em 10 de março de 1769, por ordem de D. José I, rei de Portugal, a cidadela de Mazagão foi oficial- mente desativada. Cerca de 340 fa- mílias cristãs, até então sitiadas por forças islâmicas, foram retiradas da região e transferidas inicialmente para Belémdo Pará. O governo por- tuguês pretendia realocá-las estra- tegicamente para fortalecer sua pre- sença na região amazônica. Com o objetivo de instalar defi- nitivamente os mazaganenses vin- dos da África, o governador do Grão-Pará ordenou a construção de um novo povoado às margens do rio Mutuacá. A fundação oficial da nova loca- lidade — batizada inicialmente de NovaMazagão—ocorreu em 23 de janeiro de 1770, quando o local foi elevado à categoria de vila. A transferência f ísica das famí- lias começou alguns meses depois: em 7 de julho de 1770, 136 famílias foram deslocadas de Belém para sua nova residência na Amazônia, dando origem ao que hoje se co- nhece como Mazagão Velho. Esse contexto de deslocamento forçado, reorganização territorial e enraizamento cultural foi essencial para a manutenção das práticas re- ligiosas e simbólicas dos antigos ha- bitantes da Mazagão africana. A Festa de São Tiago, nesse sen- tido, não apenas foi preservada, mas também ressignificada, tor- nando-se um marco identitário da nova comunidade amazônica. Esse passado reflete-se no pre- sente. A Festa de São Tiago ainda hoje é organizada por descendentes daqueles que permaneceram em Mazagão Velho — majoritaria- mente negros, mestiços e famílias de origem humilde — após a trans- ferência da elite para Mazagão Novo. A celebração tornou-se sím- bolo de resistência cultural e iden- tidade comunitária, atraindo cerca de 50 mil pessoas anualmente e movimentando a economia local por meio da hospedagem, gastro- nomia e comercialização de artesa- nato. ■ FESTA DE SÃO TIAGO É UMA DAS RESSIGNIFICAÇÕES DA IDENTIDADE AMAZÔNICA EVANDROLUÍZ DA REDAÇÃO
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