Diário do Amapá - 26 e 27/07/2026
CIDADES 12 |CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa P ara o psicólogo André Ro- mero, a tecnologia pode gerar uma falsa sensação de conexão. Ele afirma que as redes so- ciais afastam as pessoas do contato humano e que o problema, antes de tudo, surge na forma como nos re- lacionamos com nós mesmos. Durante entrevista ao programa Togas e Becas (Diário FM 90,9) deste sábado, 25, o psicólogo co- mentou que as plataformas virtuais despertam a necessidade de reco- nhecimento, medida através de cur- tidas e comentários, o que ele aponta como uma ilusão. “Isso nos traz a sensação de preenchimento de um vazio; atra- vés da psicanálise sabemos que isso não é possível. A rede social traz o oposto, essa insatisfação constante, a falta de algo”, pontuou Romero. Entre outros malef ícios das co- munidades digitais, André lamen- tou a falta de espaços de escuta sem julgamentos e interrupções. Esse cenário afeta a saúde mental da po- pulação, que deixa de se sentir à vontade para falar sobre seus senti- mentos. “Tudo isso afeta as pessoas em suas vidas privadas, abrindo bre- chas para vícios em apostas, álcool e drogas. Hoje, propaga-se que de- vemos estar sempre fazendo algo, tanto que até o descanso virou um peso. Depois, vêm a comparação e a ilusão do que é a felicidade ”, aler- tou o especialista. Por fim, o psicólogo destacou que o excesso de telas atinge todas as classes sociais e faixas etárias, de crianças a idosos. Como contra- ponto, André aconselhou um uso mais responsável do celular, limi- tando o tempo de tela a poucas horas por dia, além da prática de exercícios f ísicos. “Precisamos entender que a fe- licidade não é constante, são mo- mentos. Devemos conviver com esse sentimento e respeitar o tempo das coisas. Usar a energia para nos fazer bem”, concluiu o es- pecialista. ■ MODA COUNTRY C omo parte do protocolo obrigatório de segurança sanitária, os rebanhos que participarão da Expo- feira 2026 já começaram a entrar em isolamento sanitário antes do transporte para o Parque de Exposições da Fazendinha. A medida visa garantir o controle epidemiológico, prevenir doenças e assegurar a saúde dos animais que es- tarão em exposição e comercialização durante a feira. O veterinário Carlos Napoleão destacou que antes da entrada, é exigida a comprovação de requisitos sanitários que são os exames laboratoriais via Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Estado do Amapá (Diagro). Durante o evento, uma comissão técnica monitora a saúde dos animais, realizando tratamentos em parceria com os veterinários particulares dos proprietários. Após o término da quarentena e a liberação laudada pelos veterinários, os animais começarão a ser desembar- cados 48 antes do início da Expofeira 2026. Inovação, cultura e oportunidades de negócios se en- contram no Parque da Fazendinha para a Expofeira 2026. Conhecida como a Feira do Desenvolvimento, o evento promete movimentar a economia do estado reunindo so- luções em tecnologia, agronegócio, bioeconomia e entre- tenimento para toda a população. ■ EXPOFEIRA 2026 A Expofeira 2026movimenta a economia do estado e con- solida um cenário de grande expectativa para o comér- cio local. O evento impulsiona as vendas de diversos setores produtivos, com destaque expressivo para o agrone- gócio e os artigos de estilo country. Para os empreendedores amapaenses, os dias de programação representam a maior oportunidade do ano para alavancar o faturamento, prospectar novos mercados e garantir a fidelização do público. Um reflexo direto desse aquecimento econômico é a Agro Empreendimentos Casa Rural, que atua há 40 anos no mer- cado local. Oproprietário, Edmilson Souza, de 62 anos, geren- cia a loja situada no bairro Pacoval e a fábrica, que fica estrategicamente localizada no bairro Vale Verde, no bairro Fazendinha – bem em frente ao Parque de Exposições, palco da Expofeira. O estabelecimento é especializado na produção de selas, cintos, bainhas de faca e diversos artefatos em couro e borracha, alémde fornecer produtos agropecuários emgeral. A preparação para a vitrine de negócios exige planeja- mento prévio e abastecimento de estoque para atender à alta procura, principalmente por itens de montaria e vestuário. O público busca, tradicionalmente, se “tralhar” para a feira com chapéus, botas e cintos. ■ Rebanhos entram em isolamento sanitário antes de serem levados ao Parque de Exposições Expofeira 2026 impulsiona economia local e aquece vendas de artigos REDES SOCIAIS GERAM FALSA SENSAÇÃO DE CONEXÃO, ALERTA PSICÓLOGO ENTREVISTA A comunidade portuguesa em solo amapaense conta atualmente com cerca de trezentos membros. Se- gundo o presidente da Associação de Portugueses no Estado do Amapá, Lucas Adelino, esses cidadãos encontram na entidade uma rede de apoio voltada especialmente para a superação de barreiras burocráticas. Fundada oficialmente em 2018, a instituição possui hoje 73 associados efetivos. Em entrevista ao programa Togas e Becas (Diário FM 90,9) deste sábado, 25, Adelino destacou que a entidade atua como ponte direta com o consulado de Belém (PA). Esse canal facilita a emissão de passaportes, carteiras de identi- dade portuguesa e outros documentos essenciais para patrí- cios e descendentes. No que diz respeito aos um processos de dupla cidadania, o grupo também agiliza os trâmites junto às autoridades em Portugal. O vice-presidente da organização, Américo Diniz, celebrou a cooperação consular: quando a demanda local aumenta, um cônsul se desloca do Pará para atender o público no Amapá. “É o serviço mais procurado na Asso- ciação, embora não seja nossa atribuição direta”, pontuou. A atuação portuguesa no estado também se estende aos negócios e à educação. Antônio Maria Brito, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Portugal, explicou que o órgão busca facilitar as trocas comerciais entre as duas nações. A meta é apoiar empresários amapaenses que desejam exportar e, ao mesmo tempo, orientar investidores lusitanos interessados no mercado local por meio de uma ampla rede de contatos. ■ CONEXÕES COMERCIAIS Associação de Portugueses no Amapá oferece rede de apoio à comunidade lusitana no estado DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 26 E 27 DE JULHO DE 2026
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