Diário do Amapá - 01/08/2026

| NOTA 10 | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 01 DE AGOSTO DE 2026 14 Jhou Santos leva espetáculo amapaense ao I Festival de Circo da Amazônia EM BELÉM O artista, diretor e produtor cultural amapaense Jhou Santos reestreia o espetáculo ‘Jornada Bufa [Lixo, Pão e Circo]’, sá- bado, 2, às 18h, durante a programação do I Festival de Circo da Amazônia, em Belém (PA). A apresentação marca o retorno do solo cênico após três anos e amplia a circulação da produção amapaense na região Norte. Com criação e direção de Jhou Santos e dramaturgia assinada em parceria comWellington Dias, o espetáculo reúne elementos da bufonaria, do teatro f ísico e da linguagem circense para abordar temas como marginalidade, sobrevivência e crítica social. A trama acompanha Bufa, um garoto em situação de rua que transforma o abandono e os restos da cidade em estratégias de existência. A circulação do espetáculo conta com apoio do Governo do Es- tado do Amapá, por meio do edital Circuito das Artes, da Secretaria de Estado da Cultura (Secult/AP), voltado ao incentivo de artistas e produções culturais amapaenses. Além da apresentação, Jhou Santos integrou a programação for- mativa do festival, ministrando a oficina Direção Cênica, nos dias 27 e 28 de julho, reunindo artistas de diferentes linguagens para discutir processos de criação e composição da cena contemporânea. “É muito importante romper as barreiras geográficas e levar um trabalho criado no Amapá para outros territórios da Amazônia. Reestrear Jornada Bufa em Belém representa um momento muito significativo da minha trajetória artística. Sou grato ao apoio conce- dido pelo edital de credenciamento Circuito das Artes, da Secretaria de Estado da Cultura do Amapá, e à Associação Cultural Circo Nós Tantos pelo convite. Estou muito feliz em compartilhar esse espetá- culo com o público paraense, que possui uma relação intensa com as artes”, destaca Jhou Santos. Bufa é um garoto de rua e catador de lixo, um malabarista da vida que sobrevive entre restos, resíduos e descartes do cotidiano alheio. Tratado pela sociedade ora como homem, ora como bicho, atravessa diariamente uma existência árdua, precária e delirante. O que parecia ser apenas mais um dia comum transforma-se em uma experiência inquietante quando Bufa cai em um buraco de rua que o conduz para além de qualquer realidade possível. Transpor- tado para um outro plano de existência, ele passa a enxergar as pes- soas para além de suas aparências — por dentro e por fora. ■ Agora vamos expandir a nossa balança comercial, não só com a Guiana Francesa, mas com o mundo, antes passando também pela Guiana e Venezuela”. CLÉCIO LUÍS Governador do Amapá STELLA SIMONNE Desembargadora “Eu, como faço parte da turma mais antiga do Tribunal, são 35 anos de carreira, pude fazer o meu planejamento e realizar o sonho. Os últimos anos no Poder Judiciário amapaense foram dedicados à Infância e eu quero me aproximar, se possível e se o Tribunal assim entender, da Coordenação Estadual da Infância, para que essa experiência não se perca e eu possa ainda fazer algo um pouco além para este ramo da Justiça”. “Meu o segundo agradecimento é dirigido à minha extraordinária equipe. Nenhuma unidade judicial alcança excelência apenas pelo trabalho do juiz. Os números que alcançamos, os projetos que desenvolvemos e a produtividade que conquistamos pertencem a cada servidor que vestiu a camisa da nossa unidade”. FRASES DA SEMANA ALAÍDE DE PAULA Desembargadora “Hoje vivemos um momento histórico para o Amapá. Depois de muitos anos de diálogo e trabalho conjunto, estamos vendo cair uma barreira que limitava a integração entre povos que convivem diariamente. Essa conquista aproxima famílias, fortalece o comércio, impulsiona o turismo e abre novas oportunidades para o desenvolvimento da nossa região”. FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa NOTA 1 DAVI ALCOLUMBRE Presidente do Senado ● “Hoje é um dia histórico para o Amapá e para o Brasil. Esta conquista foi construída com muito diálogo, respeito e cooperação entre os governos brasileiro e francês. Quem ganha é a população da nossa fronteira, que agora poderá circular com mais facilidade, fortalecer os laços familiares, movimentar a economia e ampliar o turismo e o intercâmbio cultural. É um novo capítulo na relação entre Brasil e França.” RANDOLFE RODRIGUES Senador pelo Amapá NESTE SÁBADO (01) A madeu Cavalcante, ZéMiguel e Osmar Júnior colocam os pés na estrada e dão início à turnê nacional Cancioneiros do Meio do Mundo no município de Santana, no Amapá, uma cami- nhada até o sudoeste do Brasil. O show é parte de um projeto que proporciona, gratuitamente, ummergulhomusical e de conheci- mento na música, cultura e tradi- ções amazônicas. Na sexta-feira, 31, inicia comum bate-papo entre os artistas e pú- blico, e no sábado, 1, o espetáculo é para emocionar com a sensibilidade e talento dos artistas, uma celebra- ção de mais de 30 anos de música na Amazônia. Em Santana, o artista Cássio Pontes fará uma participação especial, e o trio irá apresentar duas canções inéditas feitas para omuni- cípio e seus moradores. Viabilizado pela Lei Rouanet, o projeto Cancioneiros do Meio do Mundo tem o patrocínio da Petro- brás e é uma realização da Associa- ção de Músicos e Compositores do Amapá (AMCAP). Depois da es- treia do projeto em Santana/AP, Cancioneiros do Meio do Mundo segue em turnê para Belo Hori- zonte/MG (28/08); São Luis /MA (26/09); Belém/PA (16/10); Ma- capá/AP (31/10); Boa Vista/RR (27/11); e Brasília/DF (30/01). Cancioneiros é mais uma página na história do Movimento Costa Norte, que há mais de três décadas vem cantando e poetizando os sa- bores, cheiros, natureza, paixões e cores do Norte do Brasil. Do Movi- mento nasceu o disco Sentinela Nortente, primeiro voo dos artistas após a escola musical, que foram os bares e pequenos palcos, onde já en- cantavam uma juventude embalada por este sentimento regionalista. Composições em parcerias, tra- balhos autorais, participações espe- ciais, registro audiovisual, o Costa Norte foi escrevendo sua história com os artistas juntos ou em car- reira solo. Osmar nunca largou sua primeira paixão, que é a música, à qual se dedica em versos e tons. Amadeu e Zé Miguel se renderam à vida acadêmica mas nunca deixa- ram o lado artística. Zé é professor universitário de música e Douto- rando, e Amadeu, administrador e empresário da arte. Mas o sonho de levar o Amapá em acordes para o Brasil nunca saiu da cabeça destes sessentões. E foi no ambiente acadêmico que surgiu a inspiração de Amadeu Cavalcante para o Cancioneiros, ideia abraçada por Osmar e Zé, que realizamagora, com a maturidade musical, coração de jovens desbravadores e o incen- tivo da Lei Rouanet. ■ TURNÊ NACIONAL DE CANCIONEIROS DO MEIO DO MUNDO INICIA POR SANTANA

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