Diário do Amapá - 02 e 03/08/2026
Brasil na limpeza O mercado brasileiro de produtos de limpeza doméstica movimenta R$ 39 bilhões por ano. O 4º maior do mundo, segundo a ABIPLA. Entretanto, o brasileiro gasta, emmédia, apenas R$ 42,20 por mês (US$ 7,55) com esses produtos, o equivalente a 4% da média mundial. Mauro Silveira, diretor da Klivex, afirma que há espaço para o crescimento deste setor com soluções mais eficientes e tecnológicas. Sua Saúde Dados da Funcional, empresa para programas de acesso e adesão em saúde, mostra que medicamentos modernos para diabetes, como Ozempic, Rybelsus, Jardiance e Forxiga, já representam 62,7% do valor movimentado na categoria nos programas corporativos de saúde. O estudo identificou que 22,4% das pessoas em tratamento também utilizam simultaneamente terapias para hipertensão arterial e dislipidemia (colesterol alto). Da arquibancada Com o fim da Copa do Mundo, levantamento do Melhor Envio, logtech da LWSA, aponta que os jogos da Seleção Brasileira derrubaram em até 40% o volume de pedidos no e-commerce, sem que esse consumo fosse recuperado nos dias seguintes. Os dados mostram ainda que o torneio não expandiu o mercado, mas redistribuiu a demanda entre categorias, com Moda registrando alta de 6,2% durante a competição. Sob hélices Passaram-se os dias de ida a jatinho para o Ribeirão Claro (PR) para o ministro do STF Dias Toffoli. Se quiser visitar o Resort Tayayá, do qual já foi sócio e onde bem frequenta, ele pode agora aterrissar de helicóptero. A Aeronáutica publicou ontem a Portaria que autorizou o heliponto do hotel. É o Plano Básico de Zona de Proteção de Heliponto (PBZPH). O processo é o nº 67613.900857/2025-51. Gestão pública O Centro de Liderança Pública e a Fundação Armando Alvares Penteado abrem, no dia 3 de agosto, inscrições para a 10ª turma do Master em Liderança, Política e Gestão Pública, uma das mais relevantes pós-graduações do País voltadas ao desenvolvimento de servidores, gestores e lideranças comprometidas com a melhoria do serviço público brasileiro. As inscrições serão até dia 25 de setembro. Aproximação “vermelha” Açaí & vinho O Instituto Nacional de Parcerias Públicas (INPP) é uma entidade privada, pelo visto no D.O. da União, muito admirada pelos ministérios da Cultura e Turismo. A ponto de abocanhar dinheiro público sem licitação – sim, como 200 milhões de brasileiros, você nem sabe que ele existia. Tem recebido milhões de reais dos ministérios. Em Brasília, via Turismo, levou R$ 562.850 com “dispensa de chamamento público” para a 1ª edição do Wine Festival. Outro projeto é para o Rio de Janeiro. O MinC resolveu pagar, sem licitação ou chamamento público, R$ 6 milhões ao projeto “Cultura sobre rodas”, de “ações de formação técnica e capacitação em produção audiovisual e cinema” em 14 cidades do Estado. O INPP, que não tem site ou contato de telefone público, é tocado por Hugo Dleon Nunes Batista, que era dono da ME Alquimia Açaí e Vitaminas. Um astro, pelo visto. Não conseguimos contato por ora. A plataforma Pode Falar, que oferece acolhimento, escuta qualificada e orientação em saúde mental para pessoas de 13 a 24 anos, está disponível no aplicativo meu SUS Digital (disponível na App Store e no Google Play). De acordo com o Ministério da Saúde, o serviço realiza uma média de 1,1 mil atendimentos por mês atualmente. Com o acesso direto pelo aplicativo, a expectativa é alcançar cerca de 11 mil atendimentos mensais. “A plataforma oferece um espaço seguro de escuta e orien- tação e contribui para reduzir barreiras de acesso, especialmente entre pessoas que ainda não procuraramatendimento presencial”, destacou a pasta. O projeto é resultado de uma parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef ) para fortalecer o cuidado em saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS). Entenda Para acessar a plataforma, basta entrar no aplicativo Meu SUS Digital e selecionar a opção “Pode Falar”, na área de mi- niaplicativos. O usuário será direcionado para o Pode Falar, que funciona de segunda a sábado, das 8h às 22h (horário de Brasília). O atendimento pode ser anônimo, se assim for desejado. O primeiro contato acontece por meio de um chatbot. Nesse espaço, também são disponibilizados conteúdos simples e acessíveis sobre saúde mental, que ajudam o usuário a com- preender melhor suas emoções. A partir do desejo do usuário ou quando for identificada a necessidade de apoio mais direto, o sistema encaminha a conversa para o atendimento humano. O serviço conta ainda com recursos tecnológicos para identificar e priorizar situações demaior risco – uma ferramenta de inteligência artificial analisa as mensagens dos usuários que aguardam atendimento e, ao detectar indícios de risco elevado, envia um alerta imediato à equipe, para que esses casos tenham prioridade. Os teleatendimentos, segundo o ministério, são realizados por estudantes de graduação e pós-graduação de diferentes áreas, como psicologia, medicina e educação, que atuam sob a supervisão de professores, recebem formação contínua e seguem protocolos específicos para cada situação apresentada. ■ SERVIÇO Plataforma oferece escuta em saúde mental para jovens no SUS Digital A falha em combater o estigma so- cial em torno do HIV pode causar cerca de 440 mil mortes evitáveis nesta década, segundo projeção de uma pesquisa internacional de opinião pública realizada pela iniciativa não governa- mental Tackle HIV. “Esse estigma traz impactos enormes para a sociedade em geral: seja o medo de fazer o teste, o medo de tomar os medicamentos ou o medo criado pelo preconceito de conviver com pessoas que vivem com HIV”, conta o represen- tante e um dos idealizadores do projeto, Gareth omas. Segundo a plataforma, os avanços científicos são históricos, porém, o medo afasta as pessoas da testagem e do início do tratamento. Embora novas infecções por HIV e mortes relacionadas à Aids tenham atingido os menores níveis glo- bais em 2025, para 21 países em três re- giões, entre eles o Brasil, o número de casos aumentou. De acordo com informações do Bo- letim Epidemiológico HIV e Aids 2025, que coleta dados do ano anterior, foram notificados 39.216 casos de infecção pelo HIV no país. A maioria, 38,4%, na região sudeste. O omas acredita que a pesquisa é um trabalho importante para entender como diferentes lugares respondem a uma situação semelhante, e, a partir disso, pensar soluções para demandas locais. “Toda vez que vamos a um novo país ou a uma nova região, fazemos uma pesquisa com os moradores locais para entender o trabalho que precisamos realizar ali, seja focado em uma deter- minada característica ou em um grupo específico”, conta ele, após desembarcar no Rio de Janeiro para a 26ª Conferência Internacional de Aids, maior evento global sobre a doença, sediado pela pri- meira vez no Brasil. Desinformação A pesquisa aponta que, para 36% dos brasileiros entrevistados, homens héteros não correm risco de contrair o HIV, crença que se repete para 37% do grupo em relação a mulheres heteros- sexuais. Responderam a questionários online 2.006 adultos brasileiros. Apenas 48% dos entrevistados, um pouco menos da metade, já haviam feito o teste de HIV. Entre 40% que cogitaram fazer, a maioria rejeitou a ideia alegando que “não se consideram em risco”. Outra constatação foi que19% ainda acreditam que quem vive com HIV não pode manter uma vida sexual ativa, en- quanto apenas 29% sabiam que pessoas sob tratamento eficaz e com carga viral indetectável não transmitem o HIV em relações sexuais. Unaids 2030 Alinhado à Agenda 2030 para o De- senvolvimento Sustentável da Organi- zação das Nações Unidas, o Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids prevê uma série de metas para os países visando a erradicação da Aids como ameaça de saúde pública. ■ COMPORTAMENTO SOCIAL DESINFORMAÇÃO SOBRE HIV DIFICULTA TRATAMENTO E AUMENTA PRECONCEITO V Foto/ Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 02 E 03 DE AGOSTO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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