Diário do Amapá - 04/08/2026
CIDADES TERÇA-FEIRA | 04 DE AGOSTO DE 2026 | CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ A nomeação cumpre decisão judicial e reforça o quadro efetivo da Secretaria Municipal de Saúde ■ ● Prefeitura de Macapá empossa novas servidoras efetivas da Saúde N este mês acontece a Campanha Agosto Li- lás, de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, e o aniversário de 20 anos da Lei Maria Penha, que é ummarco no Brasil, não somente pela questão da ação civil pública, do estado passar a ser titular da ação, mas por também trazer outros aspectos em relação do que é esta vio- lência, como explicou a secre- tária estadual de políticas para mulheres, Simone Palheta, ao programa ‘LuizMeloEn- trevista’ (Diário FM 90,9), desta segunda-feira, 3. “Essa lei nos ensina que não é somente a violência f ísica que é crime, mas a violência patrimonial, psico- lógica. Então, é uma legislação realmente completa, que não fala somente de processo, procedimento, mas também traz essa conceituação teórica, que é muito importante para que venhamos compreender a temática como um todo”, pontuou. Comexperiência como professora e ex-coordenadora do Curso de Direito da Universidade Federal do Amapá (Unifap), Simone explicou que a academia realiza pro- jetos e estudos transversais para análise dessas ques- tões. , 9 Simone Palheta, titular de políticas para mulheres do Amapá, falou sobre Campanha Amapá Lilás ■ A secretária informou que para reforçar ainda mais a política das mulheres no estado, dia 10 de agosto, na Expofeira, mais precisamente no Teatro Caboclo, haverá o lançamento da Campanha Amapá Lilás. “É realmente para fazer com que o estado todo seja iluminado em todos os sentidos, não somente pelas luzes físicas, mas iluminados na mente para essa luta contra a violência doméstica”, explicou. Trecho do texto “Essa lei nos ensina que não é somente a violência física que é crime, mas a violência patrimonial, psicológica. Então, é uma legislação realmente completa, que não fala somente de processo, procedimento, mas também traz essa conceituação teórica, que é muito importante para que venhamos compreender a temática como um todo” ENTREVISTA “Ela é uma análise realmente transversal, psicológica, parte também da análise do crime em si, da ciência política, sociologia, é bem complexa essa análise, mas assim, o que se sabe hoje é que perpassa por uma questão de cultura. Quando falamos de cultura, é uma série de tradições, pensamentos, visões de mundo, fundamentados no patriarcado, nomachismo estrutural”, destacou. Simone disse que as universidades estão muito atentas para a questão feminina e que o Poder Público também executa projetos para que o ciclo de violência seja rompido, como a própria Secretaria de Estado de Políticas paraMulheres, que oferta cursos de capacitação para trabalhar a autonomia econômica da mulher. Alémdisso, umdos avanços no Amapá no combate à violência contra femininas é a Casa da Mulher Bra- sileira, que até o fim de abril havia atendido mais de quinhentas mulheres. “Foi um avanço significativo. O estado do Amapá foi o 12º a inaugurar a Casa da Mulher Brasileira, onde são concentrados todos os serviços que uma mulher vítima de violência precisa no momento em que ela procura a rede de atendimento. Nós estamos na caminhada, comemoramos os cem dias de funcio- namento da Casa da Mulher Brasileira, no fim de maio. Claro que temos muitos desafios, não é fácil inaugurar um serviço desta monta, mas a coisa está acontecendo”, afirmou Simone. ■ VIOLÊNCIA CONTRA MULHER NÃO É SOMENTE FÍSICA, REFORÇA SECRETÁRIA
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