Diário do Amapá - 05/08/2026
| NOTA 10 | DIÁRIO DO AMAPÁ QUARTA-FEIRA | 05 DE AGOSTO DE 2026 14 Laura do Marabaixo participa da 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho FLIPELÔ A escritora, pedagoga e pesquisadora amapaense Laura Cristina da Silva, co- nhecida como Laura do Marabaixo, repre- senta a literatura amazônica na 10ª edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), realizada de 5 a 9 de agosto, no Cen- tro Histórico de Salvador (BA). Considerado um dos mais importantes eventos literários do Brasil, o festival reúne escritores, artistas e leitores de diversas re- giões do país e, nesta edição, celebra a poeta baiana Myriam Fraga, o artista plástico Cala- sans Neto e os 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado. A participação da autora reforça a pre- sença da produção literária do Amapá em um espaço de projeção nacional e amplia o diá- logo sobre cultura afro-amapaense, mara- baixo, identidades amazônicas e educação para as relações étnico-raciais. Durante a programação, Laura do Mara- baixo participa de rodas de conversa sobre li- teratura e práticas antirracistas, além de expor e comercializar as obras Yana, a Me- nina de Tranças e A Turminha do Laguinho, livros que valorizam a identidade, a ancestra- lidade e a cultura negra por meio da literatura infantojuvenil. “Participar da Flipelô é uma oportuni- dade de mostrar ao Brasil a riqueza da lite- ratura produzida no Amapá e de compartilhar narrativas que preservam nossa memória, nossa ancestralidade e o marabaixo como patrimônio cultural. Levar essas histórias para um evento dessa dimen- são fortalece a literatura amazônica e amplia as vozes das mulheres negras escritoras”, destaca Laura do Marabaixo. ■ “É importante, porque vai passar três meses andando pela cidade, pelo interior. Nós vamos fazer essa peregrinação com o manto oficial de Nossa Senhora nas romarias que vão acontecer. E ao final, vamos ter o leilão deste veículo. E isso nós queremos perpetuar com outras concessionárias também, que venham no futuro colaborar conosco”. PE. FÁBIO PEREIRA Coordenador-geral do Círio 2026 DOM ANTONIO Bispo de Macapá “Digamos que este veículo será como se fosse o útero de Santa Ana, que transportou por nove meses no seu ventre Nossa Senhora. Então este veículo vai levar a imagem de Nossa Senhora por todos os cantos do nosso Estado. Então, será um veículo promotor da evangelização”. “Essa lei nos ensina que não é somente a violência física que é crime, mas a violência patrimonial, psicológica. Então, é uma legislação realmente completa, que não fala somente de processo, procedimento, mas também traz essa conceituação teórica, que é muito importante para que venhamos compreender a temática como um todo”. FRASES DA SEMANA SIMONE PALHETA Sec. estadual de políticas para mulheres “Nenhuma disputa eleitoral é para ser fácil. É importante que, no próximo período, possamos apresentar o que fizemos e pedir às pessoas a comparação”. FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa NOTA 1 RANDOLFE RODRIGUES Senador pelo Amapá ● “Digo para o negro, o pardo, o indígena e o quilombola: não se sintam menos por buscar ocupar uma vaga de cotas. Às vezes, as pessoas recusam as cotas por vergonha, o que, infelizmente, faz parte do nosso processo histórico de colonização. Você não é menos, de jeito nenhum”. JOSINEIDE ARAÚJO Advogada ENTREVISTA A vocação sacerdotal exige disposição para servir em qualquer hora do dia e nasce do encontro entre a fé e o desejo de dedicar a vida ao próximo. A fala é do padre Rosielson Vilhena, reitor do Seminário São José e pároco da Paróquia Jesus de Nazaré, durante entrevista concedida nesta terça- feira, 4, ao programa LuizMeloEn- trevista. Natural do município de Amapá, o sacerdote contou que in- gressou no seminário aos 22 anos, após deixar a vida que planejava construir fora da Igreja. Catequista na juventude, ele afirmou que en- controu na evangelização o sentido que não via em outros projetos pessoais. “Quando trabalhava com as crianças e os jovens, eu sentia algo diferente no coração. Um padre me convidou para conhecer o se- minário e aquilo mexeu comigo. Depois de um período de discerni- mento, compreendi que Deus me chamava para essa missão”, relatou. Ordenado há sete anos, Rosiel- son explicou que o sacerdócio vai além de uma profissão, quem esco- lhe essa caminhada assume o com- promisso de oferecer o melhor de si às pessoas, independentemente do horário ou da circunstância. “A profissão pede o necessário. A vo- cação pede sempre o máximo. Quem procura um padre busca acolhimento, orientação e espe- rança. Esse chamado não tem hora para acontecer”, disse. Além de administrar a Paró- quia Jesus de Nazaré, ele coordena a formação dos futuros padres da Diocese de Macapá. O Seminário São José reúne 15 vocacionados entre jovens e adultos que passam pelo processo de discernimento antes da formação filosófica e teo- lógica. Para Rosielson, o interesse pelo sacerdócio permanece, mas os de- safios mudaram. Ele acredita que a velocidade das informações e o ex- cesso de estímulos dificultam o si- lêncio necessário para quem deseja descobrir a própria vocação. O padre também comentou os im- pactos das novas tecnologias na sociedade. Ao citar a atual encí- clica do Papa Leão XIV sobre inte- ligência artificial, defendeu que os avanços tecnológicos tragam bene- f ícios sem substituir aquilo que considera essencial na experiência humana. ■ SEMINÁRIO SÃO JOSÉ MANTÉM FORMAÇÃO DE NOVOS SACERDOTES E INCENTIVA VOCAÇÕES NO AMAPÁ
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