Diário do Amapá - 07/08/2026

Biogá$ Autoridades e representantes da cadeia do biogás e do biometano se encontram nos dias 11 e 12 de agosto, no São Paulo Expo, para o Fórum do Biogás. O encontro ocorre emmeio à implementação de marcos regulatórios importantes para a expansão do mercado de biometano, além dos debates sobre industrialização verde e soberania energética. O presidente da ANP, Artur Watt, e o diretor Pietro Mendes confirmaram presença. Vice do ataque A escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL- AL) como vice na chapa de Flávio Bolsonaro parte de um plano puramente eleitoral: ele vai passar a campanha inteira atacando o filho zero um do presidente Lula da Silva, investigado por tráfico de influência e suposta ligação com o Careca do INSS. Gaspar foi relator da CPMI do INSS. De resto, é do jogo. Debate nuclear AAssociação Brasileira de Atividades Nucleares promove a Nuclear Communication 2026, que reunirá grandes veículos de comunicação do País e jornalistas, especialistas e lideranças do setor no dia 18 de agosto, na Fecomércio (RJ), para discutir segurança energética, transição energética, IA e inovação. Haverá painel dedicado à cobertura jornalística do setor. ParticipamANSN, ENBPar, Petrobras, Amazul, UFRJ e CREA. Caiu sozinho O vaivém de decisões, com demonstração pública de desequilíbrio emocional, após meses recusando ser candidato ao Governo, derrubaram a candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Rep) em MG. Caiu por conta própria – e assustou todos os aliados com seu comportamento. Mas levou junto um aliado oculto. Eduardo Cunha, que disputa a Câmara e contava com a força de Cleitinho para fazer mais votos de legenda. Forasteiros Isso será tese de mestrado sobre eleições futuramente: a onda de políticos de trocar título eleitoral para outros Estados atrás de votos, em razão de não teremmais ambiente eleitoral em seus antigos redutos. Eis alguns: Vanderley Luxemburgo foi para o Tocantins; Eduardo Cunha também saiu do Rio para Minas; Hélio Negão, outro carioca, aterrissou em Roraima. Carlos Bolsonaro parou em Florianópolis (SC) etc, etc. Aproximação “vermelha” Drone atirador As polícias do Rio de Janeiro e São Paulo estão cada vez mais atentas a crimes digital e com novas tecnologias. A paulista criou núcleo para monitorar redes sociais e evitar ataques cibernéticos contra empresas e pessoas. E a do Rio lançou um departamento especial para combater drones de traficantes e da milícia. Em Brasília, um núcleo cibernético da Polícia Civil descobriu plano de criminosos que se articulavam em cinco Estados com planos de invadirem edifícios públicos na capital do País no período das eleições. Os aparelhos estão cada dia mais munidos de tecnologia, carregando até bombas e granadas – e há informes da inteligência policial de que os criminosos já importaram drones atiradores com alto alcance e poder letal. As polícias dos dois Estados têm sido procuradas por delegados e secretários de segurança estaduais para treinar seus agentes. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (6) a apreensão de remédios que prometem ema- grecimento mas não tinham registro na agência. A decisão foi publicada na Resolução 3.055/2026, no Diário Oficial da União. A agência proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso de todos os lotes dos produtos Ozempic Natural, Slim Turbo Premium e Slim CPS Dourado Gold. De acordo com a decisão, os produtos eram co- mercializados sem registro, e as empresas fabricantes não têm cadastro na agência. Testosterona Na mesma resolução, a agência reguladora tam- bém alerta para um lote falsificado do medicamento Nebido, que contém testosterona, hormônio mas- culino. O produto ─ indicado para casos específicos ─ costuma ser utilizado, mesmo sem indicação médica, para ganho acelerado de massa muscular. O lote apontado como falsificado, segundo alerta da própria fabricante do medicamento, é o KT0S5T4. A empresa afirma não reconhecer o padrão de im- pressão dos dados variáveis da embalagem. Associação Canábica Nordeste Outra restrição da Anvisa é para todos os produtos de cannabis da Associação Canábica Nor- deste (Acanne). O motivo, para a agência, é que a Acanne não tem autorização de funcionamento vá- lida, além de operar em local desconhecido. A re- portagem procurou a associação, mas não obteve retorno o fechamento da reportagem. ■ SAÚDE Anvisa proíbe produtos sem registro que prometiam emagrecimento O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) lançaram nesta quinta- feira (6) uma mobilização nacional con- junta contra o assédio eleitoral de patrões sobre os empregados. Com o slogan No meu voto mando eu, a campanha Aliança pelo Voto Livre e Secreto é voltada a prevenir e combater atos de empregadores, superiores e colegas que busquem influenciar o voto livre e secreto de funcionários. O assédio eleitoral ocorre quando alguém utiliza sua posição de poder no ambiente de trabalho para influenciar, constranger ou pressionar trabalhadores a votar, deixar de votar ou apoiar deter- minado candidato, partido ou posicio- namento político. “É a prática do empregador que gera esse constrangimento e cerceia a liberdade dos empregados quanto à manifestação de pensamento”, explica o procurador Igor Sousa Gonçalves, coordenador na- cional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discri- minação no Trabalho do MPT, em en- trevista à Agência Brasil. Emmuitas situações, patrões ou pes- soas em posição de poder agem para in- duzir o trabalhador a votar em determi- nado político, às vezes com promessas de benef ícios ou mesmo com ameaças à continuidade do emprego. A prática é proibida e pode ter consequências judiciais nas esferas trabalhista, eleitoral e, a de- pender da gravidade, criminal. Para aderir à Aliança pelo Voto Livre e Secreto basta acessar a página da cam- panha, baixar os materiais de divulgação e registrar o compromisso com a inicia- tiva. O conteúdo está disponível para uso gratuito e pode ser personalizado por empresas, órgãos públicos e demais organizações com a inclusão de suas marcas, ampliando o alcance da mobili- zação. Além disso, os participantes poderão compartilhar registros da adesão nas redes sociais, marcando o perfil do Tri- bunal Superior do Trabalho (@tstjus), fortalecendo a mensagem em defesa da democracia e da liberdade de escolha. Como identificar? A campanha traz orientações sobre como identificar o assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Entre as práticas mais comuns estão: - ameaças de demissão ou de prejuízos profissionais em razão da opção eleitoral do empregado; - promessas de benef ícios ou vanta- gens em troca de apoio político; - exigência de participação em atos de campanha; - fiscalização ou cobrança sobre o voto de trabalhadores; - intimidações, constrangimentos ou humilhações relacionadas às preferências políticas. ■ VOTO LIVRE JUSTIÇAS ELEITORAL E DO TRABALHO LANÇAM CAMPANHA CONTRA ASSÉDIO V Foto/ Fernando Frazão/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 07 DE AGOSTO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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