Diário do Amapá - 09 e 10/08/2026
| CULTURA | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 09 E 10 DE AGOSTO DE 2026 FALECOMOHERALDO E-mail: heraldocalmeida@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @heraldocalmeida Instagram: @heraldoalmeida65 19 Cultura HERALDOALMEIDA ‘PRIMETIME’ CONTA A HISTÓRIA DE UM DOS QUADROS MAIS POLÊMICOS DA TV AMERICANA O quadro To Catch a Predator (Capturar um Predador, em tradução livre) do programa jornalístico Dateline NBC foi um dos maiores sucessos da TV americana nos anos 2000. A ideia consistia em atrair adultos que buscavamencontros sexuais com menores de idade para confrontá-los em frente às câmeras. O rosto da atração era o jornalista Chris Hansen, homem disposto a ar- riscar tudo para salvar a audiência de sua emissora. A história, que já parece coisa de cinema, chegará enfim às telonas com o selo A24 de qualidade. Robert Pat- tinson (A Odisseia) foi escalado para o papel principal e dará vida a Hansen, uma das personalidades mais famosas da televisão dos Estados Unidos. Vale citar que, além do apelo popular, o programa foi duramente criticado des- de sua estreia, em 2004, por transfor- mar umassunto extremamente sensível em entretenimento midiático. A fotografia adotada pela A24 para a dramatização da história é chamativa e estilosa, carregando a estética que consagrou a produtora. O ritmo apre- sentado no primeiro trailer divulgado alterna entre as tensas cenas de con- fronto, as operações das forças de se- gurança e os dramas dos bastidores. Para o filme, assim como na trama real, o desfecho promete ser trágico. O longa é dirigido por Lance Op- penheim (Some Kind of Heaven) e temem seu elenco nomes como Skyler Gisondo (Superman) na pele de Leo, um hacker que revelará o que havia por trás das câmeras , além de Anna Faris (Todo Mundo em Pânico). Primetime ainda não tem data de estreia oficial no Brasil, mas chega aos cinemas americanos em 25 de se- tembro deste ano. ■ POR WALLACE FONSECA ARTE CINEMATOGRÁFICA N o final dos anos 70, em plena ditadura militar, um grupo de jovens poetas decidiu se reunir em praça pública para declamar suas poesias e desafiar a repressão. Foi assim que surgiu o movimento Poetas na Praça, formado por uma série de estudantes da Bahia que decidiram transformar a poesia em importante marco de resistência política, cultural e social. Uma das dez fundadoras desse movimento foi a poeta Ametista Nunes que, no início, era a única mulher do grupo. “Em 1979, quando a gente começou, era exatamente na época da ditadura, momento em que poesias eram proibidas, músicas eram proibidas e os artistas eram todos proibidos, exilados ou mortos. E a gente também sabe a história de muitos que foram assassinados ou de- saparecidos”, disse ela. Segundo Ametista, o movimento praticava uma espécie “de desafio” às autoridades da época porque acontecia justamente em frente ao prédio onde se encontra a sede da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, na região da Praça da Piedade, uma praça histórica de Salvador “onde os escravos foram enterrados”. Popularização Ao debater a importância do movimento na Festa Li- terária Internacional do Pelourinho (Flipelô), a poeta Se- mírames Sé, uma das principais vozes femininas do Poetas na Praça, ressaltou que a provocação era uma característica constante daquele grupo. “A poesia foi sempre uma batalha, foi sempre nosso grito de utopia, o nosso grito de igualdade, fraternidade e comunhão. Foi assim que cheguei à Praça da Piedade”, contou. Além de gritar pela democracia, esses jovens também ajudaram a popularizar a poesia, destacou Douglas de Almeida, que integrou o movimento. “Antes, a poesia era inatingível. Mas o que é que esses poetas fizeram? Eles popularizaram esse gênero literário com uma linguagem mais coloquial, mais urbana, mais irônica e direta para os transeuntes lá da Praça da Piedade. Essa foi uma grande vitória do movimento”. ■ MOVIMENTO “A GENTE SÓ RECITAVA POESIAS DE SUBVERSÃO”, DIZ POETA BAIANA CULT’ ART Amadeu Cavalcante, Zé Miguel e Osmar Júnior colocam os pés na estrada e dão início à turnê nacional Cancioneiros do Meio do Mundo no município de Santana, no Amapá, uma caminhada até o sudoeste do Brasil. O show é parte de um projeto que proporciona, gratuitamente, um mergulho musical e de conhecimento na música, cultura e tradições amazônicas. Viabilizado pela Lei Rouanet, o projeto Cancioneiros do Meio do Mundo tem o patrocínio da Petrobrás e é uma realização da Associação de Músicos e Compositores do Amapá (AMCAP). Depois da estreia do projeto em Santana/AP, Cancioneiros do Meio do Mundo segue em turnê para Belo Horizonte/MG (28/08); São Luis /MA (26/09); Belém/PA (16/10); Macapá/AP (31/10); Boa Vista/RR (27/11); e Brasília/DF (30/01). Turnê nacional A cantora e compositora, Nany Rodrigues, além de cantar muito, agora está se destacando como uma excelente fotógrafa. Sua sensibilidade com a arte de fotografar é impressionante e com sensibilidade indiscutível. Parabéns. Fotografia Título da música de Enrico Di Miceli e Joãozinho Gomes. A obra faz parte de um novo projeto dos dois artistas, com poemas musicais eróticos. ...E partimos como um raio na direção do infinito para saborear aquele pouco instante que a imaginação do sonho me deu. Foi real, sim, cada momento e cada sorriso dela em minha direção... Língua Intrusa Todos os anos, a Igreja no Brasil mobiliza comunidades e paróquias para viver, durante o período da Quaresma, a Campanha da Fraternidade. Essa iniciativa teve início em 1961, quando três padres que trabalhavam na Cáritas Brasileira — um dos organismos da CNBB — planejaram uma campanha com o objetivo de arrecadar recursos para financiar as atividades assistenciais da instituição. A essa ação deram o nome de Campanha da Fraternidade. Campanha da Fraternidade Não, ninguém faz samba só porque prefere, coisas nenhumno mundo interfere sobre o poder da criação (Paulo Cézar Pinheiro e João Nogueira). Poder da Criação O mundo tá perdido Com o sumiço do cupido Que eu flechei num tiro certo Pro gelo derreter Fernando Canto / Nivito Guedes
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