Diário do Amapá - 09 e 10/08/2026
O Pix respondeu por 20,5% das vendas presenciais em bares e restaurantes do país, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Embora o cartão de crédito permaneça como principal meio de pagamento, o sistema de transferência instantânea ganhou es- paço principalmente entre pequenos es- tabelecimentos, redes de alimentação rá- pida e empresas das regiões Norte e Nordeste. O levantamento foi realizado com 2.109 pontos comerciais. Embora a pes- quisa de conjuntura seja mensal, esta é apenas a segunda vez que a Abrasel inclui uma sondagem sobre meios de paga- mento. Na primeira edição, em 2024, foram ouvidos 1.466 comerciantes. Na edição de 2024, o Pix respondia por 16,5% das transações. O crescimento ocorreu principalmente à custa do di- nheiro em espécie, que hoje representa apenas 8,3% das vendas presenciais. O cartão de crédito continua liderando em todas as regiões, com participação de 41,5% das vendas, seguido pelo cartão de débito, com 25,1%. O dinheiro em es- pécie aparece na sequência, com 8,3%, à frente do voucher, com 4,6%. O cheque, que já foi o principal meio de pagamento no país, responde por menos de 1% das transações. A pesquisa também mostrou que a adesão ao Pix é mais intensa entre as empresas de menor porte. Nos estabele- cimentos com faturamento anual de até R$ 130 mil, o meio de pagamento res- ponde por 30,4% das vendas de salão e balcão. Entre as empresas com fatura- mento de R$ 130 mil a R$ 360 mil, a par- ticipação é de 22,6%, enquanto nas que faturam entre R$ 360 mil e R$ 1 milhão o índice chega a 24%. O avanço é mais lento entre as em- presas com faturamento anual superior a R$ 1 milhão, nas quais a participação do Pix varia entre 14,9% e 17,5% das vendas. O tipo de estabelecimento também influencia o uso do meio de pagamento. Nos estabelecimentos de alimentação rápida, o Pix já representa 24,6% das vendas. Nos restaurantes especializados, a participação chega a 21%. Em bares e casas noturnas, responde por 19,9% das transações, enquanto nos restaurantes que servem refeições completas alcança 17%. “O cliente quer rapidez, praticidade e segurança nomomento do pagamento. Ao mesmo tempo, o empresário busca soluções que reduzam custos e tragam mais previsibilidade ao fluxo de caixa. O Pix conseguiu atender a essas duas ne- cessidades e, por isso, se tornou uma ferramenta essencial para os bares e res- taurantes”, afirmou, emnota, o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci. O uso dos meios de pagamento tam- bém varia conforme a região do país. O Norte continua liderando o uso do Pix embares e restaurantes, comparticipação média de 29,8% nas vendas de salão e balcão, acima dos 25,5% registrados no levantamento anterior da Abrasel e tam- bém superior à participação do cartão de débito, de 24,5%. ONordeste aparece em seguida, com 24,2%, enquanto o cartão de débito responde por 23,4%. Nas demais regiões, o Pix ocupa a terceira posição entre os meios de paga- mento. No Sudeste, representa 18,1% das transações; no Centro-Oeste, 17,9%; e, no Sul, 16,5%. Ainda assim, a Abrasel considera o sistema um meio de paga- mento consolidado em todo o país. O dinheiro em espécie, por sua vez, continua perdendo espaço. Em todas as regiões, sua participação permanece abai- xo de 11% das vendas. Para a Abrasel, os números evidenciam o avanço da digi- talização do consumo no país. ■ PIX AMPLIA PARTICIPAÇÃO NOS PAGAMENTOS EM BARES E RESTAURANTES Comexportações deUS$ 34,1 bilhões e importações de US$ 27,1 bilhões, o Brasil registrou pouco mais de US$ 7 bilhões de superávit na balança comercial ao longodomês de julhodeste ano.Os dados foramatualizados nesta quinta-feira (6) peloMinistério doDesenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A corrente de comércio (soma de exportações e im- portações) totalizou US$ 61,17 bilhões no período, o que representa um crescimento de 6,8% na comparação com julho de 2025. Tanto as exportações (6,2%) quanto as im- portações (7,6%) registraram aumento em relação ao mesmo período do ano passado. Produtos mais comercializados Das exportações, segundo oMdic, houve crescimento 9,3%emagropecuária, impulsionado principalmente pelas vendas de soja, que avançaram cerca de US$ 870milhões; na indústria extrativa, com ampliação nas negociações de óleo bruto de petróleo (+US$ 960milhões); e na indústria de transformação, especialmente venda de óleos com- bustíveis (+US$ 960 milhões). No caso dos combustíveis, o aumento percentual nas exportações superou 63%. Já as importações de julho foram puxadas principal- mente pelo aumento nas compras de óleos combustíveis de petróleo (+US$ 500 milhões); máquinas de processa- mento automático de dados e suas unidades (+US$ 320 milhões); medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários (+US$ 320milhões); válvulas e tubos termiô- nicos, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (+US$ 290 milhões); e polímeros de etileno, em formas primárias (+US$ 150 milhões). Parceiros comerciais De acordo com os resultados da balança de julho, o principal parceiro comercial do Brasil segue sendo a China, que concentrou quase um terço das exportações brasileiras no mês passado, somando mais de US$ 10,7 bilhões, um aumento de 8,6% em relação a julho de 2025. Em seguida, aparecem os Estados Unidos (EUA), destino de 10,7% das exportações brasileiras no mês passado, oque representouumaquedade 5%na comparação com julho de 2025. O recuo nas exportações aos EUA em julho ainda não abrange os efeitos do novo tarifaço do go- verno norte-americano, que só começou a valer no dia 22 de julho e deverá impactar as vendas em agosto, cujos re- sultados serão divulgados no início de setembro. ■ EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES Balança comercial de julho tem superávit de US$ 7 bilhões ● TRANSFERÊNCIA INSTANTÂNEA V Foto/ Bruno Peres/Agência Brasil FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 09 E 10 DE AGOSTO DE 2026
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