Diário do Amapá - 11/08/2026
| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 11 DE AGOSTO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA A insanidade humana impede nossa civilização de enxergar o óbvio: estamos destruindo o planeta! O cientista Clair Patterson já derrotou o poderoso cartel do petróleo salvando a humanidade da contaminação do chumbo. Hoje, o cartel convence cidadãos de que não existem mudanças climáticas, semeando em muitos cidadãos, através de políticos que seguem a cartilha nazista, um falso patriotismo e nacionalismo, o ódio aos cientistas do clima, a ignorância, e a devoção ao petróleo... A arrogância será o início de sua destruição! (Provérbios 16,18, tradução livre do grego koiné) Enquanto isso, cientistas do mundo todo procuram alternativas para resfriar o planeta, como imitar o efeito de grandes erupções vulcânicas, que resfriam a Terra, provocando invernos calamitosos eventualmente. É o que nos revela um levantamento da revista MIT Technology Review. A Universidade de Chicago criou a Iniciativa de Engenharia de Sistemas Climáticos (CSEi), em 2024, sob a liderança do proeminente cientista de geoen- genharia David Keith. Jim Franke, cientista da Uni- versidade de Chicago apresenta um esboço de um avião não tripulado que voaria a 20 km de altitude, mais alto do que os jatos comerciais voam, isso é tão alto que é possível ver a curvatura da Terra. Aí na estratosfera o ar é muito mais rarefeito, 5% da densi- dade próximo do solo, o avião liberaria materiais que possam refletir a luz solar de volta ao espaço, reduzindo a temperatura do planeta. Essa é uma das técnicas de geoengenharia solar. Eventualmente, erupções maciças de dióxido de enxofre e outros compostos na estratosfera, conver- tem-se em partículas que espalham a luz solar. Cen- tenas de estudos nas últimas décadas sugeriram que uma tentativa humana de imitar esse mecanismo funcionaria rápida e eficientemente nos limites dos modelos climáticos. Existemalgumas dificuldades enormes, a começar pelas próprias simulações computacionais que são aproximações de como o mundo real funciona. Ainda não temos aeronaves capazes de transportar as cargas necessárias às al- titudes necessárias e não se sabe como liberar material para que a maior parte se transforme em aerossóis refletores minúsculos em vez de se aglomerar e cair do céu. E qual substância usar que traga segurança, baixo custo e eficácia? Uma nova organização sem fins lucrativos de São Francisco, Reflective, trabalhou em um cenário para 2035, pulverizar dióxido de enxofre ou sulfeto de hidrogênio, gases que deveriam se converter em aerossóis refletores na es- tratosfera, perto dos Polos Norte e Sul, esperando reduzir as temperaturas em 0,1° C, reduzindo uma fração dos aproximadamente 1,4° C de aquecimento mundial que ocorreu desde o início da era industrial. Em tese, é possível reduzir as temperaturas em 2° C nas partes mais ao norte e ao sul do planeta até 2040, a um custo de US$ 35 bilhões. Existem ainda outros estudos regionais que podem ter consequências globais. Está na hora do Governo Federal, do Congresso e das Forças Armadas colocarem nas agendas e começarem a estudar seriamente o problema. ■ Geoengenharia para resfriar o planeta Da mesma forma, o apoio familiar foi positivamente associado ao bem- estar nos EUA, mas mostrou efeitos mais fracos e inconsistentes no Japão. O maior contato com a família nem sempre se traduziu em relações emocionalmente mais solidárias. E-mail: mariosaturno@uol.com.br Tecnologista Sênior MARIO EUGENIO É dif ícil não enxergar oportunismo eleitoral no fato de o governo apresentar, em regime de urgência e às vésperas das eleições, um projeto que extingue a escala 6x1 — tida como uma bandeira histórica dos trabalhadores. Após somar mais de 17 anos no poder, por que somente agora essa pauta vem à tona? Parece mais uma cartada de última hora do que um compromisso genuíno. Parlamentares de esquerda que enxergam a chamada “escala desumana” e retratam o empregador como vilão poderiam observar o exemplo da empresa Havan. Seu fundador iniciou a trajetória como trabalhador comum, sem se queixar das jornadas de serviço. Com esforço e dedicação, alcançou crescimento econômico e hoje se consolidou como um grande gerador de empregos, demonstrando que a disciplina e a perseverança podem transformar realidades. Não há registros de que seus funcionários reclamemdas escalas "desumanas" de trabalho; afinal, eles não são parlamentares, mas trabalhadores que precisam sustentar suas famílias. A Havan demonstra que uma relação equilibrada entre capital e trabalho, voltada para o benef ício de todos — empregador e empregado — pode ser bem-sucedida dentro da jornada 6x1. Não há indícios de que a empresa explore seus trabalhadores, nem de que estes se oponham à carga horária. O trabalhador, em essência, busca emprego para sustentar sua família, enquanto sindicalistas e par- lamentares de viés esquerdista preferem fomentar greves e discursos inflamados nas ruas, incitando ressentimento contra os patrões. Se os trabalhadores da Havan têm tempo para estar com a família, os demais das empresas privadas também têm. Portanto, não é verdadeira a lógica de que o fim da escala 6x1 vai proporcionar maior aproximação familiar e lazer. O que desagrega a família é o desemprego. Segundo a Forbes Brasil, micro e pequenos em- presários são os mais pressionados pelo fim da escala 6x1, já que terão de manter salários com menos horas trabalhadas, semmargempara contratar novos funcionários. Estudos estimamque o impacto pode chegar a R$ 158 bilhões por ano, afetando di- retamente setores de comércio, serviços e pequenas indústrias. Num país marcado por sério déficit de emprego, não faz sentido—senão por viés eleitoreiro —o governo propor alteração constitucional, sendo ele um dos signatários da escala consagrada e que vem funcionando bem. É perfeitamente democrático que a jornada de trabalho na iniciativa privada seja uma prerrogativa do empregador e do trabalhador, não do Estado ou dos sindicatos. O resultado desse embate ideológico é preocupante: os micro e pequenos empreendedores não suportarão o aumento da folha de pagamento e fecharão as portas ou reduzirão o quadro. Já os grandes empresários repassarão o ônus ao consumidor por meio do reajuste dos preços, e outros podem optar por transferir suas operações para países vizinhos, como o Paraguai, em busca de um ambiente mais favorável ao de- senvolvimento econômico. " Diante de um país com alto índice de desemprego, soa inoportuno ou eleitoreira a proposta que pode agravar mais a situação. Embora, por exemplo, estudos da Unicamp indicam que jornadas menores podem gerar até 4,5 milhões de empregos e elevar a produtividade em 4%, trata-se apenas de dados hipotéticos, baseados em projeções. Se o cenário não se confirmar, o ônus recai sobre empresários, consumidores e trabalhadores. É por isso que entidades como CNI e a Fiesp classificam a medida como inoportuna: o risco de não se concretizar é alto em meio à crise de emprego. Assim, a prudência recomenda que o Senado desaprove a matéria. ■ É perfeitamente democrático que a jornada de trabalho na iniciativa privada seja uma prerrogativa do empregador e do trabalhador, não do Estado ou dos sindicatos. O resultado desse embate ideológico é preocupante. Trabalhador quer trabalhar: governo, políticos e sindicatos querem regalias E-mail: juliocmcardoso@hotmail.com Servidor federal aposentado JULIO CARDOSO
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