Diário do Amapá - 12/08/2026
| NOTA 10 | DIÁRIO DO AMAPÁ QUARTA-FEIRA | 12 DE AGOSTO DE 2026 14 ■ Galeria R. Peixe celebra a diversidade da arte amapaense NA EXPOFEIRA Da floresta às ruas. Das sementes às telas. Do artesanato indígena ao grafite. A arte amapaense ocupa um espaço próprio na Expofeira 2026, do Governo do Amapá, e revela, em cada obra, um pouco da identi- dade e da criatividade de quem produz cul- tura no estado. É a proposta da Galeria de Artes R. Peixe, que nesta edição ganhou uma estrutura maior, mais confortável e preparada para receber diferentes linguagens artísticas. Criada a partir de uma demanda dos pró- prios trabalhadores da cultura, a galeria co- meçou a ganhar forma em 2023. Na época, o espaço era menor. Hoje, a estrutura tem cerca de 8 metros por 10 metros, com divisória in- terna e organização pensada para receber ex- posições distintas ao longo da feira. Para Mapige Gemaque, vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura, a transfor- mação representa uma conquista construída pelo próprio setor cultural. “Hoje nós esta- mos com um espaço de qualidade, mais es- truturado. É uma conquista do setor cultural”, destaca. A proposta conta com o apoio da Secre- taria de Estado da Cultura (Secult), e nasceu do diálogo entre artistas, artesãos, Conselho de Cultura e equipe técnica da pasta. Uma galeria, muitas histórias A experiência de visitar a Galeria R. Peixe muda a cada dois dias. Em vez de uma única exposição durante toda a Expofeira, novos ar- tistas ocupam o espaço em diferentes perío- dos da programação. São quatro montagens, quatro vernissa- ges e quatro desmontagens, o que permite que um número maior de artistas e artesãos apresente seu trabalho ao público. A seleção ocorreu por meio de edital da Secult. Depois da escolha técnica, os conselheiros acompa- nham a organização das exposições e ajudam a construir uma sequência que considere as linguagens e os temas apresentados pelos artistas. A iniciativa também descentra- liza o acesso à galeria. Nesta edição, 60% das cotas são destinadas aos municípios, com representantes dos 16 municípios do Amapá. “Nosso papel é ser o elo dos trabalhadores culturais com a Secult. A gente recebe os se- lecionados, organiza os dias e busca fazer com que as exposições dialoguem entre si”, explica Mapige. Na exposição desta segunda-feira (10) e terça-feira (11), o público encontra trabalhos de Ronaldo Rony, Gabriela Campelo, Vivalda, Arthur Henrique, Werick Claiver CL4, An- dressa Oliveira, Coleção Pop em Biscuit, Eli- sana Artes, Suely Pantoja, Carmita Medeiros, Zizi Artesã, Lourane Santos e Lana Vicência. São telas, quadros, esculturas, peças artesa- nais, moda e outras formas de expressão que dividem o mesmo espaço. ■ “A visita também representa uma oportunidade de descobrir que por trás da produção e do transporte de petróleo e gás existe uma cadeia formada por diferentes empresas, tecnologias e profissionais”. CAROL AUZIER Estudante de veterinária LIDIÃ BARBOSA Diretora da Escola Deusolina “Apesar de termos programação interna, hoje nos proporcionaram esse momento de diversão. As 16 escolas de Macapá inscritas vieram para se divertir, é claro, mas também para competir, então nosso objetivo é ganhar”. “O programa vem para atender as famílias que já existem ou querem começar a existir registradas e reconhecidas pela lei. A família é a base da sociedade e precisa de total proteção do estado, e isso está na nossa Constituição”. FRASES DA SEMANA MACDOWEL PUREZA Servidor do Tjap “Gabriel representa uma geração que quer participar da construção do futuro do Amapá. É jovem, empreendedor, já teve experiência no Legislativo e tem uma atuação muito firme na defesa da geração de emprego e renda e da proteção das nossas crianças e adolescentes. Ao lado da Jessyca, ele ajuda a formar uma chapa que reúne juventude, experiência, participação feminina e compromisso com o nosso estado”. FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa NOTA 1 RANDOLFE RODRIGUES Senador pelo Amapá ● “Esse ano o espaço está mais ampliado e bonito. O nosso principal objetivo é fortalecer o trabalho feminino. Por isso, as empreendedoras que não conseguiram um estande tradicional na feira podem nos procurar aqui no Espaço ‘Elas’ para expor e vender os seus produtos. É uma grande vitrine para mostrar a força e o talento das nossas mulheres”. PRISCILA FLORES Cirurgiã-dentista e Primeira-dama ARTE CIRCENSE N o “Circo do Meio do Mundo”, a professora e con- tadora de histórias, Lene Ca- tivo, apresenta “Odé”, um menino africano que chega ao Brasil com a família e precisa se adaptar a uma nova língua e realidade. A apresentação integra a pro- gramação do Circo do Meio do Mundo na Expofeira 2026, com ati- vidades previstas pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult). A agenda inclui atrações circenses e apresentações de artistas seleciona- dos. A história foi escrita pela autora Niní Kemba Náyo, que Lene co- nheceu há alguns anos. Odé nasceu em Angola, viveu na Guiné-Bissau e emMoçambique antes de chegar ao Brasil. Sem falar português, en- controu na música uma forma de se comunicar. É esse recurso musical que Lene leva para a contação. Durante a apresentação, ela canta com o pú- blico e usa um boneco para repre- sentar o personagem. O boneco de pano foi confeccionado por um ar- tesão amapaense, e a roupa de Odé foi adaptada pela própria conta- dora a partir de uma blusa que tinha em casa. “Ele chega tímido, com medo de como vai ser aceito na sala de aula. É como uma criança que muda de escola e temmedo do que vai encontrar, só que ele está mu- dando de país”, conta Lene. Nascida no Amapá, Lene é pro- fessora, pedagoga e formada em Letras. Além do trabalho com edu- cação e formação de professores, mantém um clube de leitura. A contação de histórias faz parte de sua trajetória e acompanha o traba- lho que desenvolve com a litera- tura. Segundo Mauro Santos, que faz o palhaço Chimbinha, a programa- ção atende públicos de diferentes idades e segue ao longo da semana. “É uma programação para todos os públicos, para papai e mamãe, para pequeno e para grande, para quem está pela Expofeira e quer conhecer as atrações”, afirma. A Expofeira 2026 acontece de 8 a 16 de agosto, no Parque de Expo- sições da Fazendinha. ■ CONTADORA DE HISTÓRIAS APRESENTA ‘ODÉ’, NO CIRCO DO MEIO DO MUNDO, DURANTE A PROGRAMAÇÃO CULTURAL DA EXPOFEIRA
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