Diário do Amapá - 13/08/2026

A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 13 DE AGOSTO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS PROTEÇÃO - Programa Município Mais Seguro, assinado nesta quarta, 12, pelo prefeito interino Pedro DaLua, torna segurança de Macapá mais forte e também amplia assistência social aos agentes das forças. ■ ECONOMIA - Ministros do STF mandam juízes de 6 estados e do DF devolverem ‘pagamentos exorbitantes’ em penduricalhos. Magistrados ainda intimaram o corregedor nacional de Justiça a apurar eventual responsabilidade administrativa e disciplinar dos presidentes dos Tribunais de Justiça pelos pagamentos indevidos. ■ Dâmocles Elson Belo e Aldilene Souza, pré- candidatos à Alap, ele ex-gestor de Serra do Navio, ela deputada estadual, estão sem poder receber fundos partidários a pedido do MPE que impugnou suas candidaturas na Justiça Eleitoral. Mãos dadas ‘Diálogo restabelecido’, diz Alcolumbre sobre reunião com Lula. No espaço de duas semanas, os dois, rompidos desde a rejeição de Messias para o STF, se reuniram 2 vezes. No encontro desta quarta, que durou cerca de duas horas, Lula e Alcolumbre conversaram sobre pautas consideradas prioritárias pelo governo e que ainda não andaram no Senado - entre elas a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública. Nos bastidores, a avaliação é que o avanço da agenda do Palácio do Planalto no Senado dependia de uma reaproximação entre os dois… “Foi uma reunião institucional muito importante para a democracia porque o presidente do Congresso precisa ter o diálogo aberto com o presidente do Brasil e esse dialogo foi restabelecido tanto que já tivemos duas reuniões muito boas e produtivas pensando no Brasil. Esse é o meu papel e eu creio que é o dele [Lula] também”, declarou Alcolumbre. O rombo financeiro na Macapá Previdência (Macapaprev) atinge centenas de milhões de reais - beirando R$ 1bi -, conforme apontado em auditoria. Em coletiva de imprensa, a atual gestão municipal, apresentou um diagnóstico crítico sobre o passivo do instituto previdenciário, gerando alerta quanto à regularidade das contas públicas e ao pagamento de aposentados. Novo piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas deverá ser implantado gradualmente ao longo de três anos, conforme proposta aprovada terça, 11, pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Piso será de R$ 13.662 para jornada de 20 horas semanais. Em curso Em entrevista na Diário FM, desembargador Carmo Antônio de Souza disse papel da Justiça Eleitoral não é punir, mas impedir o cometimento de crime, como também garantir que o eleitor exerça direito do voto com liberdade plena, sem qualquer tipo de pressão. “A urna tem sido muito atacada, mas ela é um instrumento da democracia”, do presidente do TRE-AP, desembargador Carmo Antônio. Alerta TREs de todo o Brasil só têm agora quatro dias para finalizar processamento dos registros de candidaturas para eleições de outubro de 2026. Iniciado dia 6 passado, prazo para serviço vai até sábado, 15. Conforme o calendário eleitoral, dia 16, domingo, começará campanha com propaganda eleitoral. Procedimento Em visita ao pavilhão Amapá Agro Summit, na Expofeira, pré-candidata ao Senado, Alliny Serrão, foi clara e objetiva: disse que agricultura familiar e agricultura em larga escala, por fazerem agronegócio merecem apoio estatal. Ponto de vista Pioneiro no desenvolvimento do açaí em terra firme irrigada em Capitão Poço (PA), e que veio a Macapá para Expofeira, Cid Ornela fez revelação que para muitos soa inédita: a produção da fruta não está atendendo a demanda global de consumidores, que cresce aceleradamente. Economia Deputado amapaense, Dorinaldo Malafaia foi eleito nesta quarta, 12, presidente de comissão mista com tarefa de analisar proposta que beneficia segmentos da segurança pública dos ex-territórios do AP, RO e RR. Missão Falida “Nossa ideia é fazer o Amapá rodar, fazendo com que produza com segurança e sustentabilidade”, palavras de Fabrício Borges (Sema), comentando desburocratização da gestão ambiental para facilitar instalação de empreendedores no estado. Avanço Por enquanto, PEC 47, aquela que amplia transposição no AP, RR e RO, está na CCJ da Câmara Federal, com relator, deputado Acácio Favacho, em intensos diálogos para texto logo entrar na pauta de votações. Articulação N o Brasil de hoje, a democracia é servida como aquele chope que chega morno: promete frescor, mas deixa gosto de burocracia e de traição no fundo do copo. A gente vê políticos brindando discursos infla- mados, jurando lealdade ao povo, enquanto nos bastidores articulam alianças como quem escolhe marca de cerveja descartável por preço, não por qualidade. Em 2025, Lula cumpre man- dato cercado de expectativas, críticas e incertezas; o governo busca estabilidade, enfrenta oposição aguerrida, resistência no Congresso e no STF; ao mesmo tempo, antigos defensores do “fora tudo” agora pedem abertura de negociações, anistias e impunidade. A elite política acusa “excessos judiciais”, parte da população clama por ordem, outra parte, por justiça. E os donos do bar – partidos, empresários, mídia majoritária – sorriem discretos: quando instabilidades sur- gem, lucros de escândalos, manchetes e polari- zação sobem. Enquanto isso, o povo – que enche as ruas, paga impostos, espera o atendimento no posto de saúde, o ônibus que atrase menos – bebe sua dose diária de frustração. O Auxílio Brasil virou tema de troféu político, não de solução estrutural; campus universitários debatem se a universidade é pra rico ou pra pobre; notícias de corrupção quase entram na rotina como se fossem parte do cardápio oficial. As instituições, em vez de guardiãs da Constituição, parecem peças de um teatro de sombras em que cada ministro, cada deputado, cada voz discordante é vista como inimigo ou mercadoria de cam- panha. E viva o Supremo! O STF – esse balcão de decisões que determina limites, julga tentativas de golpe, prende ou solta reputações como quem escolhe tampinha de cerveja na cervejaria — é ao mesmo tempo vilão e herói, dependendo de quem ergue o copo para filmar o momento. A noção de “ordem jurídica” pesa mais que a noção de justiça social; a polarização radicaliza quem já está radicalizado e deixa quem quer viver simplesmente em paz procurando abrigo nas redes sociais ou em anseios de mudança que parecem sempre prometidas para amanhã. No fim das contas, brindar virou gesto polí- tico: quem brada “Fora Lula”, “Anistia!”, “Im- peachment!”, “Censura!”, “Judiciário”, “Executivo”, tudo isso são goles em taça adulterada. E en- quanto uns lutam pra conservar o copo limpo, outros insistem em derramar a bebida pra ver o efeito no chão. E todo mundo aí se pergunta: valerá à pena limpar depois? ■ O Brasil é um bar de promessas rasas e contas salgadas E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br GREGÓRIOJOSÉ Jornalista/Radialista/Filósofo

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