Diário do Amapá - 14/08/2026
A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 14 DE AGOSTO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS DOENTE - Lúcio Mauro Filho revela diagnóstico de câncer no intestino. “Tive que fazer um longo tratamento pós-Covid, e quando terminou fiz um check-up. Aí descobri o câncer. Mas nunca contei isso pra ninguém”, revelou. ■ RECEITA - Caixa vai pagar mais de R$ 13 bi de lucro do FGTS a trabalhadores… O que equivale a 89% do resultado de 2025 e será depositado até 31 de agosto. ■ Mulher Deputada Alliny Serrão, que em outubro disputará Senado, engrossa apoio ao movimento Pétalas de Rosa, que atua contra violência de gênero. Prioridade Lula e Alcolumbre terão nova reunião para debater pautas prioritárias do governo no Congresso e eleição… Encontro ocorre nesta quinta, 13. Planalto tenta aproveitar reaproximação para destravar propostas antes do esvaziamento do Congresso. Jornalista Luiz Melo recebeu placa da Fieap, nesta quinta, 13, pela conquista do Diário do Amapá como um dos primeiros no recorte de mídia e comunicação entre 30 organizações avaliadas por projeto. Entre 30 empresas avaliadas, Jornal Diário do Amapá conquistou 2º lugar em diagnóstico ambiental, social e de governança analisado em conjunto pela Fieap, CNI e Delphus Consultoria. Destaque Uma vocação do Amapá, assim como que pra já, é ser sede de um Tribunal Regional do Trabalho, deixando dependência histórica do Pará, nesta área do Judiciário. Breve Olhem só como anda a AP 160, a rodovia estadual que liga Laranjal do Jari e Vitória, no Jari… Avanço Tjap determinou que Prefeitura de Oiapoque faça repasse mensal do duodécimo de R$ 506.006,36 à Câmara de Vereadores. Contra lei, repasses desde janeiro têm sido de R$ 400 mil por mês. Decisão Senador Randolfe acrescenta na sua farta coleção de honras, Comenda Grande Oficial da Justiça do Trabalho, recebida nessa quarta, 12, do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Distinção Ao receber Comenda no TST, na quarta, 12, Randolfe, voltando atrás… Lembrou que entrou no mercado de trabalho como estagiário de sindicatos urbanitários… E levado pelo pai Januário Martins, que se destacou como sindicalista fundador. Herança CCJ da Câmara votará em 2 de setembro PEC 47 que amplia ascensão de servidores dos ex-territórios ao quadro da União. Data foi definida em reunião estratégica do deputado relator da proposta, Acácio Favacho, com presidente da própria Câmara, Hugo Motta. Definido Premiação CCJ da Câmara Federal aprovou aumento de pena para feminicídio… E, com isso, tornando mais rigorosa punição para agressão a mulheres com lesões, mutilações ou traumas no rosto, pescoço, cabeça, seios e genitália. Punição E stamos diante de um Brasil onde o sonho do crescimento parece cada vez mais distante. A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o SPC Brasil trouxeram dados que, se lidos com um olhar crítico, mostram que estamos vivendo uma ressaca econômica das grandes. Em setembro de 2024, a busca por crédito despencou 3,66% emrelação ao mesmo mês do ano passado. Isso mesmo, o em- presário médio, aquele que ainda resiste a abrir o caixa, está retraindo os investimentos, e o consumidor comum evita o que era uma “compra parcelada” agora chamada de “dívida”. O que mais chama a atenção aqui não é só o recuo nas consultas, mas o que isso significa para o cenário econômico comoumtodo. Os juros estão empatamares elevados – a taxa Selic ronda os 10,75% –, e a inflação anda num sobe-e-desce que mais parece montanha- russa. Como dólar disparando, o sinal que se acende é claro: omercado está commedo, os investidores estão receosos, e, sinceramente, é dif ícil imaginar que o cenário vá melhorar a curto prazo. Aqueda na busca por crédito não é só umnúmero, é um reflexo direto de um mercado exaurido, de famílias endividadas e de empresários que olhampara o futuro commais dúvidas do que certezas. E por que tudo isso? Porque o crédito, aquele que impulsionava a economia de consumo, ficou caro demais. Numpaís onde mais de 30% dos consumidores têm restrições no nome, o apetite por novos financiamentos, em- préstimos ou qualquer outra linha de crédito mur- chou. A situação fica ainda mais preocupante quando percebemos que, mesmo entre aqueles que ainda buscam crédito, os resultados são tímidos: só 0,93% realmente conseguiram fechar alguma transação. E veja só, a maioria esmagadora desses fechamentos, 76,53%, foram empréstimos. O brasileiro está com tanta confiança na economia quanto umpescador em alto-mar antes de uma tempestade. E se a confiança não volta, o consumo fica onde está: no mínimo. No meio disso tudo, o alerta do SPC Brasil não é uma mera formalidade: a inadimplência está alta e limita aindamais a capacidade de crédito. As instituições financeiras, já de olho nas possíveis ondas de calote, ficaram criteriosas. E quem pode culpá-las? A pers- pectiva de juros altos continua, o consumidor se retrai e o empresário olha para a política econômica com receio de cada novo anúncio. Estamos assistindo ao fenômeno de um Brasil pa- ralisado. O Sudeste, que normalmente puxa o cresci- mento nacional, teve amaior participação nas consultas de crédito, com 47,20%, mas mesmo lá o otimismo desaparece na mesma velocidade com que o crédito se torna inacessível. Em outras palavras: um gigante com os pés de barro, onde a base econômica já não sustenta o ritmo que o país precisa para crescer. Ninguém precisa de uma bola de cristal para ver que, se algo não mudar, a retração do crédito será só o começo. A economia parada só deixa um cenário de mais dívidas e menos crescimento. Ou, quem sabe, de um "Brasil que não quer saber" – um país onde todos têm opinião sobre tudo, mas onde o debate sério e os investimentos de verdade são cada vez mais raros. ■ O Brasil endividado, o freio na economia e a fuga de crédito E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br GREGÓRIO JOSÉ Jornalista/Radialista/Filósofo
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