Diário do Amapá - 15/08/2026
| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 15 DE AGOSTO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA V i uma entrevista do Jonathan Haidt, pesquisador da Universidade de Nova York, no Star Talk do Neil deGrasse Tyson, sobre os malef ícios das redes sociais. Uma abordagem baseada principalmente em seu livro "e Anxious Generation". Haidt tornou-se conhecido pelos seus estudos sobre o impacto das redes sociais na saúde mental, no desenvolvimento infantil e na democracia. Sua análise mostra um quadro assustador, as principais plataformas de mídia social agem como um parasita do desenvolvimento normal, especialmente para adolescentes. Sua tese central é que a migração da infância do mundo f ísico para o mundo virtual, acelerada por volta de 2012, é a principal causa do colapso da saúde mental da geração Z. A crítica dele não se concentra em uma única plataforma, mas em características comuns que as tornam tóxicas. Todas as plataformas (Instagram, TikTok, Facebook, X/Twitter, etc.) operam igualmente: a busca por validação social, por likes, comentários, compartilhamentos e visualizações. Haidt identifica o Instagram como a plataforma mais danosa para a saúde mental das meninas, pois promove uma cultura de comparação social intensa. As usuárias não comparam suas vidas reais com as de outras pessoas, mas sim seus piores momentos com os melhores momentos cuidadosamente sele- cionados dos outros. Isso leva à ansiedade corporal, à baixa autoestima e à depressão. Enquanto o Instagram é a "câmara de tortura", o TikTok é o "raio da desorientação cognitiva". Seu algoritmo de recomendação é extremamente eficiente em entregar conteúdo viciante, um atrás do outro, sem um contexto social claro. Haidt preocupa-se com o impacto disso no desenvolvimento da atenção em crianças e adolescentes. A rápida sucessão de estímulos pode prejudicar a capacidade de se con- centrar em tarefas complexas e menos recompen- sadoras, como a leitura de um livro. Já o X (Twitter) é uma plataforma projetada para a dinâmica de mobilização e calúnia. A brevidade dos tweets, a estrutura de retweets e a visibilidade pública criamum ambiente perfeito para a indignação moral, a polarização e os cancelamentos. Isso envenena o debate público, re- compensa o pensamento binário (bom versus mal) e pune a nuance e a com- plexidade. É a plataforma que mais diretamente danifica a saúde cívica e de- mocrática. O YouTube, é uma ferramenta educacional incrível, mas seu algoritmo de recomendação, que visa maximizar o tempo de visualização, pode levar os usuários a conteúdos cada vez mais extremos. Para adolescentes em formação de identidade, isso pode facilitar a radicalização em visões de mundo misóginas, conspiratórias ou políticas extremadas. Assim, ele recomenda aos pais: não dar smartphones antes do ensino médio; nenhuma rede social antes dos 16 anos; dar telefones básicos; e priorizar o contato com a natureza e a socialização presencial. E para os Le- gisladores: idade mínima verificada para ingressar em redes sociais; respon- sabilizar as empresas por eventuais danos; exigir maior transparência algorítmica para pesquisadores e proibir os smartphones nas escolas. ■ O mal das mídias sociais E-mail: mariosaturno@uol.com.br Tecnologista Sênior O YouTube, é uma ferramenta educacional incrível, mas seu algoritmo de recomendação, que visa maximizar o tempo de visualização, pode levar os usuários a conteúdos cada vez mais extremos. Para adolescentes em formação de identidade, isso pode facilitar a radicalização em visões de mundo misóginas, conspiratórias ou políticas extremadas. MARIO EUGENIO A Lei deMoisés, ouTorá, é umdos fundamentos da civilizaçãoocidental, influenciando não apenas a religião, mas também a formação de sistemas jurídicos. Com suas normas que regem a vida social, moral e espiritual, a Torá moldou a identidade do povo hebreu e, por extensão, impactou o Direito emdiversas culturas ao redor domundo. Seus princípios se entrelaçam com as legislações modernas, suas implicações e relevância contemporânea. Revelada emumperíodo de transição social e política para os hebreus, a Lei deMoisés surgiu enquanto o povo buscava estabelecer uma identidade nacional após a escravidão no Egito. Moisés, como líder e legislador, trouxe não apenas diretrizes práticas, mas também uma visão ética que fundamentou a vida comunitária. A Torá é composta por cinco livros e inclui 613 mandamentos, que abrangem desde normas cerimoniais até diretrizes civis. Essa diversidademostra a preocupação com todos os aspectos da vida, co- nectando a espiritualidade à prática cotidiana. A proibição do roubo, por exemplo, não é apenas uma norma legal, mas reflete um princípio moral que visa preservar a integridade e a coesão social. Os princípios da Lei de Moisés, como justiça, igualdade e responsabilidade, têm paralelos claros nas legislações modernas, refletindo a evolução do pensamento jurídico. A famosa regra "olho por olho" é frequentemente mal inter- pretada; em sua essência, ela busca evitar a vingança desmedida e promover a proporcionalidade nas punições. Esse conceito é crucial emmuitas jurisdições contemporâneas que buscam garantir uma justiça equilibrada. Além disso, a Lei de Moisés estabelece a dignidade de todos os indivíduos. Em Deuteronômio 16:19, a proibição de aceitar suborno reflete a ideia de que todos devem ser tratados de forma justa, umconceitoque ressoa emlegislações modernas que promovem igualdade e não discriminação. O conceitode responsabilidade, tanto individual quanto coletiva, é central, e a responsabilidade por ações pessoais e suas con- sequências éumpilardoDireitocontemporâneo, especialmente em áreas como a responsabilidade civil e penal. A influência da Lei de Moisés é visível em diversos sistemas jurídicos ao longo da história. As práticas jurídicas romanas foramprofundamente influenciadas pela éticamo- saica. A preocupação com a justiça e a moralidade nas leis romanas, que se tornaram a base do Direito ocidental, pode ser rastreada até os princípios da Torá. A Igreja Cristã também incorporou elementos da Lei de Moisés em seu DireitoCanônico, refletindo a intersecção entre religião e le- gislação. Isso se manifesta em normas que promovem a justiça social e amoralidade. Emmuitos países, códigos civis e penais são estruturados sobre princípios que, direta ou in- diretamente, podem ser rastreados até as normas mosaicas, como a proteção à propriedade e à dignidade humana. Apesar da sua relevância, a Lei de Moisés enfrenta críticas significativas em um mundo moderno. Muitos discutem a sua aplicação literal de algumas normas emcontextos sociais variados. A diversidade cultural e a pluralidade de valores nas sociedades contemporâneas é um desafio, pois, muitos exigem uma interpretação que respeite as tradições, e se adapte às novas realidades. Algumas normas da Lei de Moisés, que eram adequadas em seu contexto histórico, podem não ser aplicáveis de forma literal na atualidade. Por exemplo, as penalidades severas prescritas para certos crimes não são compatíveis com os princípios de direitos humanos contemporâneos. Nesse contexto, não se pode deixar de falar dos Evangelho, que tambémdesempenharam um papel significativo na formação do Direito ocidental, especialmente em contextos em que o Cristianismo se tornou a religião dominante. Contribuíram para a construção do Direito por meio da promoção de valores éticos, da justiça social e da dignidade humana. Sua influência se estende desde o desenvolvimento de normas jurídicas até a criação de uma consciênciamoral quemolda sociedades contemporâneas. Àmedida que enfrentamos desafios sociais e éticos, os ensinamentos dos Evangelhos continuam a oferecer um guia relevante para a construção de umDireito mais justo e humano. O futuro dessa influência no Direito é um tema de crescente relevância. Movimentos que buscamfortalecer os valores éticos da legislação bíblica nas legislações contemporâneas estão ganhando força, promovendo uma reflexão crítica sobre a legislaçãomoderna, pois, a medida que enfrentamos novos desafios sociais e éticos, os princípios da Escritura oferecem um guia valioso. A reflexão sobre como esses ensinamentos podem ser aplicados ao contexto contem- porâneo é crucial para a construção de um Direito que não apenas regule, mas também promova a justiça e a dignidade humana. ■ A influência da lei de Moisés na construção do direito O futuro dessa influência no Direito é um tema de crescente relevância. Movimentos que buscam fortalecer os valores éticos da legislação bíblica nas legislações contemporâneas estão ganhando força, promovendo uma reflexão crítica sobre a legislação moderna, pois, a medida que enfrentamos novos desafios sociais e éticos, os princípios da Escritura oferecem um guia valioso. E-mail: drrodrigolimajunior@gmail.com . RODRIGO LIMA JUNIOR Juiz de Direito aposentado
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