Diário do Amapá - 20/08/2026
| NOTA 10 | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 20 DE AGOSTO DE 2026 14 ■ Oiapoque recebe seminário para fortalecimento da construção do Plano de Cultura DEMANDAS E PROPOSTAS O município de Oiapoque rece- beu, nessa terça-feira, 18, o 1º Se- minário de Políticas Públicas Culturais de Oiapoque –Construindo o PlanoMuni- cipal de Cultura, reunindo fazedores de cultura, gestores públicos e representan- tes da sociedade civil em um espaço de diálogo, escuta e participação social. A iniciativa foi realizada peloComitê de Cultura no Amapá, em parceria com a Associação Artístico Cultural e Des- portiva do Município de Oiapoque (AACDMO Yakaikani), Secretaria Mu- nicipal de Cultura de Oiapoque, Conse- lho Estadual de Cultura e Museu Kuahí. O encontro aconteceu no Kauhí – Museu dos Povos Indígenas do Oiapo- que. A programação foi marcada por rodas de diálogo, debates emomentos de escuta dos agentes culturais do municí- pio. Aproposta foi identificar demandas, desafios e potencialidades do setor, con- tribuindo para a construção coletiva de diretrizes e propostas para a elaboração do Plano Municipal de Cultura de Oia- poque. Para o coordenador geral do Comitê de Cultura no Amapá, Claudio Silva, a participação dos fazedores de cultura é fundamental para garantir que as políti- cas públicas sejamconstruídas de acordo com a realidade do território. “Construir um Plano Municipal de Cultura é, antes de tudo, ouvir quem faz cultura todos os dias. É a partir dessa es- cuta, do diálogo e da participação da so- ciedade que conseguimos identificar as necessidades, valorizar as potencialida- des e construir políticas públicas que te- nhamsentido para o território. OComitê temo compromisso comesse processo e como fortalecimento da participação so- cial na cultura”, destacou Claudio Silva. O seminário representa um impor- tante movimento para o fortalecimento das políticas culturais deOiapoque, apro- ximando poder público, sociedade civil e fazedores de cultura na definição de prio- ridades para o setor. A construção participativa do Plano Municipal de Cultura também contribui para ampliar o planejamento das ações culturais, fortalecer a gestão pública e re- conhecer a diversidade demanifestações, saberes e expressões culturais presentes no município. ■ “Hoje as crianças, os pais, os responsáveis e todos que compõem a comunidade escolar estão recebendo um equipamento de educação digno e adequado. É uma escola que, por muitos anos, vai poder atender essa comunidade sem nenhum problema”. PEDRO DALUA Prefeito de Macapá CARLOS EDUARDO Diretor do Creci/AP “Explicou que o Creci atua na fiscalização e disciplina da atividade profissional e destacou que o exercício legal da profissão exige formação específica e registro no Conselho. O preço de um imóvel deve considerar fatores como localização, estrutura e valores efetivamente praticados pelo mercado, e não apenas uma expectativa de valorização”. “O Amapá precisa estar preparado para este novo momento. A discussão sobre petróleo não pode ser dissociada da responsabilidade ambiental, da transição energética e, principalmente, da necessidade de que o desenvolvimento gere oportunidades para a população, para as empresas e para os profissionais do próprio Estado. A OAB/AP quer participar desse processo de forma institucional, técnica e responsável”. FRASES DA SEMANA ISRAEL DA GRAÇA Presidente da OAB/AP “Não é comum na indústria de petróleo uma primeira perfuração já identificar hidrocarbonetos. Isso mostra que o litoral do Amapá contempla uma riqueza que todos estão estimando em grandes proporções”. ANTÔNIO BATISTA Diretor da Agência Amapá ● “Essa parceria é importante sobretudo para a interlocução com povos indígenas e comunidades quilombolas. Não é possível avançar em um programa de REDD+ sem escuta, participação e interação com os povos originários. A oficina permite retomar o que já foi construído, identificar o que ainda precisa avançar e definir onde queremos chegar”. MARCOS ALMEIDA Diretor de Desenvolvimento Ambiental da Sema EM SALVADOR A literatura amapaense ganhou espaço e visibilidade na 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), realizada de 5 a 9 de agosto, no Centro Histórico de Salvador (BA). Entre os partici- pantes esteve a escritora, pedagoga e pesquisadora Laura Cristina da Silva, conhecida como Laura doMa- rabaixo, que levou à Bahia histórias, memórias e referências da cultura afro-amapaense e da Amazônia. Para Laura, a participação no fes- tival foi muito mais do que uma oportunidade profissional. Foi uma experiência de encontro, troca e re- conhecimento de uma trajetória construída a partir da educação, da literatura, da ancestralidade e do marabaixo. “Foi uma alegria imensa estar na Flipelô, viver aquele espaço, encon- trar pessoas, ouvir outras histórias e também poder contar um pouco da nossa. Levar o Amapá para um evento dessa dimensão foi muito sig- nificativo para mim. Eu me senti re- presentando nossas crianças, nossa cultura, nossa ancestralidade e todas as pessoas que acreditamna força da nossa história”, relata a escritora. Durante a programação, Laura participou de rodas de conversa sobre literatura e práticas antirracis- tas e apresentou ao público as obras Yana, a Menina de Tranças e A Tur- minha do Laguinho. Os livros, vol- tados ao público infantojuvenil, trabalham identidade, pertenci- mento, ancestralidade e valorização da cultura negra. A presença da escritora também possibilitou ampliar o diálogo sobre o marabaixo e a produção cultural do Amapá em um dos mais impor- tantes encontros literários do país. A edição deste ano da Flipelô celebrou a poeta baiana Myriam Fraga, o ar- tista plástico Calasans Neto e os 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado. ■ LAURA DO MARABAIXO CELEBRA VIVÊNCIA E ANCESTRALIDADE NA 10ª FLIPELÔ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa NOTA 1
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