Diário do Amapá - 20/08/2026

A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 20 DE AGOSTO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS CRESCIMENTO - Diretor-secretário do Creci-AP, Carlos Eduardo Gomes, revelou na Diário FM, nesta quarta, 19, que por causa das perspectivas sobre petróleo, de 2023 para cá corretores imobiliários no estado subiram de 440 para 992, e que as imobiliárias são 76. ■ RETORNO - “Eu me sinto sempre à vontade de poder contribuir com a Justiça Eleitoral do Amapá”… Afirmação da desembargadora Stella Ramos, empossada como juíza membro do TRE-AP, ela que, como juíza, já foi membro substituta e chegou a ser primeira mulher vice-presidente do Tribunal. ■ RIQUEZAS - Descoberta de petróleo atrai expectativa de bilhões em investimentos no Amapá, enquanto Petrobras consegue licenças para perfurar novos poços e avaliar real potencial das reservas. ■ Eleições Dos 9 candidatos ao Senado, 3 deles - Uzian Pinto, Juíza Jô e Rayssa Furlan - não mandaram representantes para a reunião que definiu ordem de entrevistas na Diário FM… Já a partir dessa segunda, 24, no ‘LuizMeloEntrevista.’ Feliz da vida “Hoje, o futuro do Brasil está no Amapá. É daqui, das águas profundas do Amapá que vamos extrair petróleo para transformar a vida dos amapaenses”… Do presidente Davi Alcolumbre (Senado), em êxtase pelo achado do petróleo na Margem Equatorial, em Oiapoque. Mesmo sem representante em reunião, hoje, Rayssa Furlan é sorteada para abrir rodada de entrevistas… Já a partir dessa segunda, 24, das 8h às 9h, no ‘LuizMeloEntrevista’ - Diário FM. Tema objeto de 4 ações diretas de inconstitucionalidade, Lei Antifacção será objeto de audiência pública do STF, marcada para 24 e 25 próximos no auditório do próprio tribunal, em Brasília. Debate Mesários que atuarão nas eleições deste ano recebem formação por meio do aplicativo Mesário, disponível gratuitamente para celulares e tablets com sistemas Android e iOS. Aplicativo reúne conteúdos, orientações e recursos para preparação das pessoas convocadas para atuar nas seções eleitorais. Aprendizado Desembargadora Stella Ramos assumiu, terça, 19, cargo de juíza-membro substituta, na classe dos desembargadores, do TRE-AP. Posse foi decorrente da vaga aberta com aposentadoria do desembargador Mário Mazurek. Magistrada Carlos Eduardo Gomes (Creci-AP) afirma que mercado imobiliário do Amapá vive momento de aquecimento, impulsionado pelo aumento dos investimentos e pela expectativa em torno da exploração de petróleo na Margem Equatorial Foz do Amazonas. Efervescência “Orgulho é ter uma mulher, Magda Chambriard, na presidência da Petrobras. Uma sobe e puxa a outra”, diz AnaGirlene, em troca de afagos com a presidente da estatal do petróleo, quando em Oiapoque, recentemente. Brio Candidaturas indígenas batem recorde, mas ainda representam menos de 1%. Segundo levantamento, 191 candidatos de 26 estados declararam ao TSE que descendem de povos originários. Eleições 2026… Corrida ao Oiapoque, por causa do petróleo, segundo especialistas, enseja imediato planejamento urbano e regularização fundiária no município, aspectos fundamentais para evitar ocupações desordenadas e problemas decorrentes da expansão econômica. Análise Comissão de advogados liderada pelo presidente da OAB-AP, Israel da Graça, esteve em reunião em BSB, com Advocacia-Geral da Petrobras, para elaboração de agenda mútua diante das perspectivas de exploração de petróleo na costa do estado. Contato Sabatinas no rádio CNMP manda que Ministério Público do Amapá cumpra decisão de demissão do promotor João Paulo Furlan por corrupção eleitoral, transporte ilegal de eleitores e comando de organização criminosa durante eleições municipais de 2020 em Macapá. Acórdão E stamos diante de um Brasil onde o sonho do crescimento parece cada vez mais distante. A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o SPC Brasil trouxeram dados que, se lidos com um olhar crítico, mostram que estamos vivendo uma ressaca econômica das grandes. Em setembro de 2024, a busca por crédito despencou 3,66% emrelação ao mesmo mês do ano passado. Isso mesmo, o em- presário médio, aquele que ainda resiste a abrir o caixa, está retraindo os investimentos, e o consumidor comum evita o que era uma “compra parcelada” agora chamada de “dívida”. O que mais chama a atenção aqui não é só o recuo nas consultas, mas o que isso significa para o cenário econômico comoumtodo. Os juros estão empatamares elevados – a taxa Selic ronda os 10,75% –, e a inflação anda num sobe-e-desce que mais parece montanha- russa. Como dólar disparando, o sinal que se acende é claro: omercado está commedo, os investidores estão receosos, e, sinceramente, é dif ícil imaginar que o cenário vá melhorar a curto prazo. Aqueda na busca por crédito não é só umnúmero, é um reflexo direto de um mercado exaurido, de famílias endividadas e de empresários que olhampara o futuro commais dúvidas do que certezas. E por que tudo isso? Porque o crédito, aquele que impulsionava a economia de consumo, ficou caro demais. Numpaís onde mais de 30% dos consumidores têm restrições no nome, o apetite por novos financiamentos, em- préstimos ou qualquer outra linha de crédito mur- chou. A situação fica ainda mais preocupante quando percebemos que, mesmo entre aqueles que ainda buscam crédito, os resultados são tímidos: só 0,93% realmente conseguiram fechar alguma transação. E veja só, a maioria esmagadora desses fechamentos, 76,53%, foram empréstimos. O brasileiro está com tanta confiança na economia quanto umpescador em alto-mar antes de uma tempestade. E se a confiança não volta, o consumo fica onde está: no mínimo. No meio disso tudo, o alerta do SPC Brasil não é uma mera formalidade: a inadimplência está alta e limita aindamais a capacidade de crédito. As instituições financeiras, já de olho nas possíveis ondas de calote, ficaram criteriosas. E quem pode culpá-las? A pers- pectiva de juros altos continua, o consumidor se retrai e o empresário olha para a política econômica com receio de cada novo anúncio. Estamos assistindo ao fenômeno de um Brasil pa- ralisado. O Sudeste, que normalmente puxa o cresci- mento nacional, teve amaior participação nas consultas de crédito, com 47,20%, mas mesmo lá o otimismo desaparece na mesma velocidade com que o crédito se torna inacessível. Em outras palavras: um gigante com os pés de barro, onde a base econômica já não sustenta o ritmo que o país precisa para crescer. Ninguém precisa de uma bola de cristal para ver que, se algo não mudar, a retração do crédito será só o começo. A economia parada só deixa um cenário de mais dívidas e menos crescimento. Ou, quem sabe, de um "Brasil que não quer saber" – um país onde todos têm opinião sobre tudo, mas onde o debate sério e os investimentos de verdade são cada vez mais raros. ■ O Brasil endividado, o freio na economia e a fuga de crédito E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br GREGÓRIO JOSÉ Jornalista/Radialista/Filósofo

RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=