Diário do Amapá - 21/08/2026
POLÍCIA | POLÍCIA | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 21 DE AGOSTO DE 2026 11 FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa DOUGLAS LIMA EDITOR A Polícia Civil do Estado do Ama- pá mobilizou suas equipes e emitiu um apelo público à po- pulação para obter informações que ajudem a desvendar o paradeiro de Leonardo da Silva Oliveira, de 35 anos de idade. O homem desapareceu no dia 31 de julho de 2026, e familiares buscam desesperadamente por res- postas sobre o seu paradeiro. De acordo com o relatório oficial do caso, Leonardo foi visto pela última vez há quase um mês em uma área de ponte no bairro São Lázaro, loca- lizado na zona norte de Macapá. A região possui intenso fluxo de mora- dores. O ponto exato do desapareci- mento fica nas proximidades do es- tabelecimento comercial 2A Impor- tados. Desde então, o homem não fez mais contato com parentes ou conhecidos. Diante do sumiço prolongado, o caso foi repassado para a Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). As buscas e o levantamento de pistas estão sendo coordenados especificamente pelo Núcleo de In- vestigação de Pessoas Desaparecidas (NIPD). Os agentes já estão realizando di- ligências na região onde Leonardo foi avistado pela última vez. Eles bus- campossíveis testemunhas ou imagens de câmeras de segurança que possam apontar o rumo tomado pelo ho- mem. A colaboração dos moradores do bairro São Lázaro e de áreas adjacentes é considerada fundamental para o sucesso das investigações. Qualquer detalhe, por menor que pareça, pode ser a chave para encontrar o paradeiro de Leonardo. As denúncias e informações podem ser repassadas pelo Disque-Denúncia da DHPP: (96) 99170-4302. A Polícia Civil assegura que não é necessário se identificar, e o sigilo absoluto da identidade do informante é totalmente garantido pelas autoridades. ■ A Polícia Civil emitiu um alerta oficial e pede a colaboração da população para tentar localizar a adolescente indígena Tusaira Waiãpi, de 14 anos de idade. A jovemestá desa- parecida desde o dia 10 de março de 2026, e as autoridades intensificaram as buscas por informações que possam esclarecer o seu paradeiro. De acordo comos dados repassados pelos investigadores, Tusaira foi vista pela última vez na aldeia Kwamaraka, localizada na região do rio Ypijjona, no município de Pedra Branca doAmapari — região que abriga terras tradicionais do povoWaiãpi, no interior do Amapá. Devido às características geográficas da localidade, que envolve áreas de mata e rios, o apoio e os relatos de moradores da região são fundamentais para o avanço dos trabalhos. O caso está sob a responsabilidade da Delegacia de Homicídios e de Pro- teção à Pessoa (DHPP), que atua na frente de buscas por meio do seu braço especializado, oNúcleo de Investigação de Pessoas Desaparecidas (NIPD). A equipe policial já iniciou as dili- gências e a coleta de depoimentos para mapear os últimos passos da adolescente e entender a rotina da jovem antes do sumiço. Nenhuma linha de investigação foi descartada até o momento. A Polícia Civil reforça que qualquer detalhe, avistamento recente ou pista sobre oparadeirodeTusaira é de extrema importância para a resolução do caso. Moradores de PedraBranca doAmapari, de municípios vizinhos ou da capital podem repassar informações direta- mente para o setor responsável. Ocanal oficial para o envio de pistas é o Disque-Denúncia da DHPP: (96) 99170-4302. O serviço funciona sob total sigilo. Não é necessário se identificar para colaborar, e o anonimato de quem fornece as informações é rigorosamente preservado pelas forças de segurança do estado. ■ POLÍCIA CIVIL MOBILIZA BUSCA POR ADOLESCENTE INDÍGENA DESAPARECIDA DESDE JULHO PEDRA BRANCA DO AMAPARI POLÍCIA CIVIL PEDE AJUDA PARA LOCALIZAR HOMEM DESAPARECIDO O Corpo de Bombeiros Militar do Amapá de- flagrou uma operação de busca e salvamento para lo- calizar quatro pessoas que de- sapareceram em uma região de floresta densa e isolada no mu- nicípio de Tartarugalzinho – a 230 quilômetros da capital Ma- capá. O grupo, composto por pesquisadores, sumiu após entrar nas matas para avaliar áreas des- tinadas a requerimentos de pes- quisa. De acordo com informações, a equipe partiu de Macapá na terça-feira, 11, com destino ao interior. Eles pernoitaram na sede municipal de Tartarugal- zinho e, na quarta-feira, 12, adentraram área de mata fecha- da. O último sinal emitido pelo grupo ocorreu na sexta-feira, 14, precisamente às 18h12, por meio de uma mensagem de áu- dio enviada através de internet por satélite. Na gravação, os pes- quisadores informaramque ha- viam chegado a um igarapé que serve de acesso ao rio Falsino e que deixaram um veículo de apoio estacionado na margem com parte de seus pertences. Os pesquisadores relataram ainda que entrariam em uma pequena embarcação para co- meçar a subir o curso do rio. As equipes de resgate en- frentamum cenário de extrema complexidade. O rio Falsino é um afluente do rio Araguari, possui cerca de 166 km de ex- tensão e delimita a borda oriental da Floresta Nacional do Amapá (Flona do Amapá) — uma uni- dade de conservação ambiental rica em biodiversidade, mas de tráfego perigoso. OCorpo de Bombeiros des- tacou que os principais obstá- culos da missão estão na nave- gação hostil, haja vista que o leito do rio apresenta fortes cor- redeiras e uma grande quanti- dade de troncos e galhos sub- mersos, que podem virar ou da- nificar barcos. Além disso, o deslocamento terrestre também se torna dif ícil, já que a floresta tropical fechada exige técnicas avançadas de orientação, leitura de vestígios e rastejo. “Existe, ainda, o fator huma- no, pois a área de buscas abriga atividades de garimpo clandes- tino, o que eleva consideravel- mente o nível de risco tanto para os civis perdidos quanto para os militares em operação”, ressaltou o porta voz do Corpo de Bombeiros do Amapá, te- nente-coronel Izídio Júnior. As equipes de resgate foram oficialmente acionadas nessa quarta-feira, 19, e se deslocaram imediatamente para o local. Es- pecialistas em salvamento em selva utilizam coordenadas de satélite do último áudio para tentar interceptar a rota feita pelos pesquisadores. ■ OPERAÇÃO DE BUSCA ELEN COSTA DA REDAÇÃO Bombeiros mobilizam resgate; grupo de quatro perdeu contato sexta-feira, 14, após enviar áudio via satélite; buscas se concentram em área de difícil acesso cercada por garimpos clandestinos no rio Falsino PESQUISADORES DESAPARECEM NAS MATAS DE TARTARUGALZINHO
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