Diário do Amapá - 22/08/2026

CIDADES SÁBADO | 22 DE AGOSTO DE 2026 10 |CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa A confirmação de petróleo na Margem Equatorial do Rio Amazonas acendeu a expec- tativa de um forte crescimento eco- nômico e populacional no Amapá. Diante desse cenário, a presidente da Comissão de Direito Marítimo e Portuário da OAB/AP, Telma Mi- randa, destaca a urgência de quali- ficação profissional para quem deseja ingressar no promissor setor de óleo e gás. “Sempre foi nossa vocação. Nossos rios são ruas, temos o acesso marítimo e a navegação in- teriorana de carga e de passageiros. Quando saiu a notícia de que havia petróleo, me emocionei muito”, re- latou Telma em entrevista ao pro- grama Ponto de Encontro (Diário FM 90,9) desta quinta-feira, 20. A advogada também apontou o domínio de idiomas estrangeiros como um diferencial obrigatório. O inglês é a língua oficial das plata- formas e dos contratos internacio- nais, enquanto o francês ganha relevância estratégica devido à pro- ximidade geográfica do Amapá com a Guiana Francesa. “Temos que nos preparar. O presidente da OAB/AP, Israel da Graça, tem focado firmemente nes- sas capacitações através da Escola Superior da Advocacia (ESA). Te- remos três pós-graduações aprova- das para as áreas de Direito Marí- timo, Portuário e de Petróleo e Gás, além de um MBA em Petróleo e Gás com ênfase jurídica”, anunciou. A preocupação já vinha movi- mentando a Ordem, que realizou anteriormente o I Simpósio de Pe- tróleo e Gás do Estado. Ao relem- brar o evento, ocorrido em março, a presidente revelou que diversos palestrantes de órgãos ligados ao setor entraram em contato para ce- lebrar a descoberta dos hidrocar- bonetos na Margem Equatorial. “Chegou a nossa hora. Mas ainda há a discussão dos royalties, pois querem que haja distribuição igualitária entre estados produto- res e não produtores”, alertou Mi- randa. Além do mercado técnico, Telma enfatizou que a advocacia tradicional e os novos profissionais precisam se atualizar para o im- pacto social que está por vir. O crescimento populacional vai inflar a demanda por serviços jurídicos em diversas áreas cotidianas. “Haverá a gestão portuária e novos fluxos logísticos. Novas pes- soas vão chegar, casamentos vão se desfazer, mais alunos vão se matri- cular nas escolas. E todos eles vão precisar de advogados”, concluiu a presidente. ■ CIDADE EMPREENDEDORA A Profissionais da saúde bucal da rede estadual do Go- verno do Amapá estão em São Paulo para uma capa- citação voltada ao aperfeiçoamento da odontologia digital. A formação, realizada na “Dentsply Sirona”, segue até sexta-feira, 21, comparticipação de dois dentistas e dois técnicos em prótese dentária do Estado. A representante da Coordenação de Saúde Bucal da Se- cretaria de Estado da Saúde (Sesa), a cirurgiã-dentista Jo- hanne Martins, destaca a importância da qualificação para o aprimoramento dos serviços oferecidos à população. “A capacitação busca ampliar nossos conhecimentos e preparar cada vez mais os profissionais da rede estadual para o uso das novas tecnologias, que já estão disponíveis nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs). A proposta também é aperfeiçoar os fluxos de trabalho, tor- nando o atendimentomais ágil e qualificado. Todo esse co- nhecimento será aplicado na rotina dos serviços, contribuindo para ampliar o acesso da população a trata- mentos odontológicos especializados”, destaca Johanne. Durante a formação, os servidores estão aprimorando conhecimentos sobre o fluxo digital, tecnologia que integra diferentes etapas do tratamento odontológico, do planeja- mento à produção das peças. A ferramenta permite confec- cionar coroas, pontes fixas, dentes provisórios e placas para bruxismo commais rapidez, precisão e previsibilidade. ■ APERFEIÇOAMENTO N a quarta-feira, 19, a Prefeitura de Macapá e o Sebrae Amapá formalizaram a assinatura do termo de adesão ao Programa Cidade Empreendedora e do termo de parceria para o fortalecimento da Sala do Empreendedor. A iniciativa representa um importante passo para ampliar as ações de incentivo ao empreendedorismo, melhorar o am- biente de negócios e contribuir para o desenvolvimento eco- nômico sustentável do município. O prefeito de Macapá, Pedro DaLua, destacou a impor- tância da parceria com o Sebrae para ampliar as oportunida- des de geração de emprego e renda e fortalecer a capacidade técnica dos empreendedores do município. “Esse é um mecanismo importante de geração de expe- riências. Ninguém tem a expertise que o Sebrae Amapá tem, quero que a Prefeitura, junto com o Sebrae, seja uma referência. A partir de agora, deixamos o passado para trás e inauguramos um presente para construirmos um futuro verdadeiramente transformador para o povo do Amapá, principalmente para os nossos jovens empreendedores”, afirmou o prefeito. ■ Profissionais de odontologia do Amapá participam de capacitação em São Paulo CORRIDA PELO PETRÓLEO NA MARGEM EQUATORIAL EXIGE ADVOCACIA QUALIFICADA NO AMAPÁ NOVOS NEGÓCIOS O avanço das relações comerciais e institucionais do Amapá com países vizinhos, como Guiana Francesa e Suriname, tem criado novas demandas para profissionais que do- minamoutros idiomas. O cenário foi destacado nesta sexta-feira, 21, pelo tradutor e intérprete Wank do Carmo, durante entre- vista no programa LuizMeloEntrevista (Diário FM 90.9). Com atuação desde 1991, Wank acompanhou diferentes mo- mentos da aproximação do Amapá comoutros países e hoje tra- balha principalmente com inglês, francês e espanhol. Segundo ele, o crescimento de eventos internacionais e de novas atividades econômicas no estado gera demanda por serviços de tradução e interpretação. “Eu estive fazendo tradução de palestra com o trade do petróleo”, relatou Wank, ao citar a participação de representantes do Suriname e, principalmente, da Guiana Francesa. Em even- tos voltados aos países vizinhos, o francês aparece comdestaque, enquanto o inglês predomina em áreas como o setor de petróleo. Tradução e interpretação Wank explicou que tradução e interpretação são atividades distintas. O tradutor trabalha com conteúdos escritos, como documentos oficiais, livros, revistas e sites. Já o intérprete atua na comunicação oral, em pales- tras, conferências, entrevistas e encontros internacionais. Entre os trabalhos realizados pelo profissional estão traduções de documentos provenientes da Guiana Francesa, principalmente de brasileiros e guianenses en- volvidos em relações familiares e processos que exigemdocumentação emportuguês. Ele também já participou de encontros transfronteiriços promovidos pelo Governo do Amapá. ■ ENTREVISTA Domínio de idiomas ganha espaço no Amapá com novas oportunidades na fronteira DOUGLAS LIMA EDITOR Prefeitura de Macapá e Sebrae Amapá firmam parceria para fortalecer o empreendedorismo

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