Diário do Amapá - 22/08/2026
| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 22 DE AGOSTO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA A revista Lancet, edição 10526, publicou o artigo "Mortes Potencialmente Evitadas Por Pequenas Mudanças Na Atividade Física E No Tempo Sedentário", de autoria de vinte cientistas liderados por Ulf Ekelund do Oslo Research Centre. Estima-se que a inatividade f ísica cause até 9% da mortalidade global. No entanto, essas estimativas são baseadas em atividade f ísica autorrelatada, que é conhecida por ser imprecisa e subestimar a magnitude da associação entre atividade f ísica e mortalidade em comparação com a atividade f ísica medida por dispositivos. Os benef ícios da atividade f ísica na mortalidade populacional podem, portanto, também ser subestimados. Dados de dispositivos ampliaram a compreensão dos benef ícios da atividade f ísica para a saúde, passando de focar apenas na atividade f ísica de intensidade moderada a vigorosa para sugerir que o tempo sedentário, a atividade f ísica total, e todas as intensidades de atividade f ísica, estão associados à redução da mortalidade. As estimativas de mortes evitáveis representa o número teórico de mortes evitadas se todos os indivíduos que não cumprem as recomendações de atividade f ísica da OMS começassem a cum- pri-las. A pesquisa calculou a proporção de mortes evitáveis por aumentos incrementais de 5 e 10 mi- nutos na atividade f ísica e reduções de 30 e 60 mi- nutos no tempo sedentário diário. Adicionalmente, estimou-se as proporções de mortes evitáveis as- sociadas a aumentos de 30 e 60 minutos na atividade f ísica total e na atividade f ísica de intensidade leve. A abordagem foi baseada nos níveis de atividade f ísica medidos por dispositivos observados em grandes coortes populacionais. Incluiu-se sete coortes da Noruega, Suécia e EUA (n=40.327; 4.895 mortes). Os dados do United Kingdom Biobank (n=94.719; 3.487 mortes) foram analisados separadamente. Um aumento de 5 min/dia na atividade f ísica nos participantes menos ativos pode prevenir 6,0% de todas as mortes. Um aumento semelhante em todos os participantes, exceto os mais ativos, pode prevenir 10,0% de todas as mortes. Reduzir o tempo sedentário em 30 minutos por dia pode prevenir 3,0% de todas as mortes na abordagem de alto risco e 7,3% na abordagem popu- lacional. Os resultados do UK Biobank foram de menor magnitude, mas ainda substanciais como, por exemplo, reduzir o tempo sedentário em 30 minutos por dia em todos, exceto os participantes mais ativos, foi associado à prevenção de 4,5% do total de mortes. Aumentos pequenos e realistas na atividade f ísica de intensidade de moderada a vigorosa de 5 minutos por dia podem prevenir até 6% de todas as mortes em uma abordagem de alto risco e 10% de todas as mortes em uma abordagem populacional. Reduzir o tempo sedentário em 30 min/dia pode prevenir uma proporção menor, mas ainda significativa, de mortes nos dois cenários de risco. Os estudos foram financiados por Stockholm County Council, Swedish National Centre for Research in Sports e da União Europeia no âmbito do Programa de Saúde Pública. Não se questiona o interesse público, ainda mais nos custos que gera. E que nossos representantes reflitam e ajam. ■ Exercitar por cinco minutos Aumentos pequenos e realistas na atividade física de intensidade de moderada a vigorosa de 5 minutos por dia podem prevenir até 6% de todas as mortes em uma abordagem de alto risco e 10% de todas as mortes em uma abordagem populacional. E-mail: mariosaturno@uol.com.br Tecnologista Sênior MARIO EUGENIO H oje, 22 de agosto é uma data extraordinária, pois, o Templo Bete Seã da Assembleia de Deus no Amapá, completa 67 anos. Conhecida historicamente como a Igrejinha do Trem ela possui uma trajetória de desafios e conquistas. O ano era 1959, o Amapá era um dos maisrecentes Territórios Federais do Brasil, que havia sido desmembrado do Estado do Pará, pelo então Presidente Getúlio Vargas. A Assembleia de Deus, no auge dos seus 42 anos de existência no Amapá, dava os seus primeiros passos em direção a expansão de suas fronteiras eclesiásticas. Foi então, que o pastor Vicente Rêgo Barros, o quinto pastor a fixar residência em Macapá, em 09 de abril de 1954, decidiu fundar uma casa de oração no Bairro do Trem, para atender alguns irmãos que ali moravam. Em 22 de agosto de 1959, o Pr. Vicente Rêgo Barros, a inaugurou, colocando como seu primeiro dirigente o presbítero Manoel Brasil. A estrutura era precária, se comparada com os dias de hoje, não havia equipamento sonoro, os cultos eram iluminados pelas lamparinas e lampiões, os bancos eram de ripa e sem encosto. Contudo, o coração daqueles irmãos queimava de alegria naquele espaço rústico. A igrejinha que iniciou com poucos irmãos, começou a se desenvolver nos anos que se seguiram. Os pastores que chegaram posteriormente, fizeram investimentos importantes, como por exemplo, na construção de uma Escola que recebeu o nome do falecido pastor Vicente Rêgo Barros.Esse espaço do saber, foi paramuitos moradores tradicionais desse bairro, o primeiro contato com a educação, e hoje, lembram com saudades daquelas aulas encantadoras. Emmeados de 1961, foi criado o coral “harmonia an- gelical” pela professora Edna Soares da Cunha, que reunia membros e congregados com a intenção de ensaiá-los para realizar apresentações musicais. Um ano depois, a mesma irmã fundou o grupo infantil “cordeirinhos de Cristo” que desenvolve até os dias atuais, um importante trabalho social e espiritual com os pequeninos. Em 1966 na gestão do Pr, Otoniel Alves de Alencar, foi fundado Círculo de Oração Vidas no Altar, pela irmã Augusta Mi- randa de Alencar, um tradicional grupo de mulheres da Assembleia de Deus, que realiza projetos de oração, ação social e desenvolvimento da mulher. Em 1983,“a igrejinha do trem” começou a desenvolver um notório trabalho com jovens, o que culminou na criaçãodaMissão JovemNova Aliança. Nos anos seguintes, a igrejinha foi se agigantando, e por isso, surgiu a necessidade de um novo espaço. O antigo templo de ma- deira, cujo assoalho muitas vezes fora molhado com as lágrimas de irmãos fervorosos, o espaço apertadomobilhado com aqueles simples bancos de ripa, começou a dar lugar ao segundo templo, que era bem mais amplo que o primeiro. Construído em alvenaria, essa obra se tornou um marco desse avanço, um retrato fiel da unidade e do amor que pavimentou essa linda história. Em 1993 por indicação do presbítero Zequinha, que na ocasião era seu dirigente, a “igrejinha do trem” passou a ser chamada de “Congregação Bete Seã” que significa “lugar de descanso”. A partir de 1994, na gestão do Pr. Oton Miranda de Alencar, um dos mais longevos pastores da Assembleia de Deus no Amapá, foi criadoo grupo de adolescentes Mensageiros de Cristo, grupo de homens Herdeiros da Promessa, além de outros grupos etários. Foi nesse período, que o terceiro templo foi construído, sendo utilizado para congregar os irmãos até 2018. Nesses últimos anos, essa Igreja vemexperimentando umcrescimento extraordinário. As orações dos primeiros irmãos, foram atendidas, o crescimento e o avivamento chegou até nós. Nossa geração, que hora ocupa os espaços e horários de cultos e ce- lebrações, está colhendo o fruto das sementes plantadas pelos pioneiros. Como re- compensa, alguns daqueles bravos irmãos, pelo menos três deles: João Dias, Nazaré Pereira eLaíde Gomes,se tornaram testemunhas oculares dos primeiros fatos, e com suas vozesfazem ecoar o júbilo dos que“levaram a preciosa semente, andando e chorando, e agora voltam, trazendo consigo os seus feixes”. No dia 23 de Novembro de 2024, na gestão do Pr. Iaci Pelaes dos Reis, auxiliado pelo Pr. Rodrigo Lima Júnior,o quarto templo foiinaugurado, e já não pode ser chamado de “igrejinha”, pois, sua pujança, que representa a grande história desses bravos irmãos, o torna um cartão postal desse bairro.Parabéns ao TemploBete-Seã por seus 67 anos, vida longa a esse legado, que essa história de fé e conquista reverbere nas próximas gerações. ■ Nesses últimos anos, essa Igreja vem experimentando um crescimento extraordinário. As orações dos primeiros irmãos, foram atendidas, o crescimento e o avivamento chegou até nós. Nossa geração, que hora ocupa os espaços e horários de cultos e celebrações, está colhendo o fruto das sementes plantadas pelos pioneiros. A igrejinha do trem E-mail: drrodrigolimajunior@gmail.com Teólogo, pedagogo e advogado RODRIGO LIMA JUNIOR
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