Diário do Amapá - 26/08/2026
Apex, Buaiz e o Genro Em nota à Coluna, Américo Buaiz Filho informou que “participa da Apex Partners, por meio de uma de suas empresas, com participação societária minoritária, sem jamais ter exercido função executiva ou praticado qualquer ato de gestão na companhia. Américo não possui qualquer relação societária ou profissional com a Carbyne”, administrada por Filipe Caldas, a quem cita que “não é genro”. Mas namora sua filha. Portanto, Genro. Ponto Final Nestes tempos de fuga de presidenciáveis do debate da Band TV, o povo tem saudade do mais histórico de todos, em 1989, quando faltava espaço e os candidatos ficaram quase “ombro a ombro” no estúdio, onde só faltou faca na mesa e arma no coldre. A conselheira Cristiane Schmidt, presidente da concessionária de gás do Mato Grosso do Sul (MSGÁS), aceitou convite para ser porta-voz econômica do presidenciável Ronaldo Caiado (PSD). Ex-conselheira do CADE no Governo Dilma, ela não tem discrição. Cristiane acompanha Caiado em agenda e fora do Estado, o que, para opositores, caracteriza conflito de interesse. Voltas do mundo… O mundo gira…gira.. o tempo passa… e os personagens voltam ao noticiário como um círculo vicioso. Roberta Luchsinger, a agora revelada lobista do Palácio e ponte com Lulinha (filho do presidente), foi casada com o ex-delegado federal Protógenes Queiroz, o herói de uma das eras de ouro da PF. Protógenes já disse que foi guilhotinado quando investigava um banqueiro e descobriu suspeitas de tráfico de influência de… Lulinha. Ele vem aí? Um desconhecido (por ora) Jones Manoel (PSOL), de Pernambuco, candidato a deputado federal, segue em 3º no ranking da Quero Apoiar, que monitora arrecadações de doações eleitorais, com R$ 572 mil de 11,6 mil doadores até ontem à noite. Desbanca muita gente importante, como Nikolas Ferreira (PL) e José Dirceu (PT). Jogo sujo Candidato a deputado federal, o ex-secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro Felipe Curi (PP) teve uma conta de rede social bloqueada após uma enxurrada de denúncias falsas, amparadas no mesmo argumento, o de exploração de menor na campanha. Balela. O jogo orquestrado por haters e robôs patrocinado por adversários o retirou da campanha digital por três dias, e ele só retomou a conta porque acionou a direção da bigtech na Justiça – quando descobriram que a denúncia não procedia. Curi foi proibido de postar vídeos curtos e impulsionar postagens, dentro das regras eleitorais. O caso dele é apenas um entre centenas, diariamente, com os quais as bigtechs e o TSE têm de lidar e não estão dando conta, pelo visto. O Brasil apresentou nesta terça-feira (25) as primeiras metas deNeutralidade daDegradação da Terra (LDN, na sigla em inglês). A promessa é restaurar mais de 163mil quilômetros quadrados (km²) até 2030. O anúncio foi feito durante a 17ª Conferência dasNações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), emUlaanbaatar, na Mongólia. Para chegar a esse número, estão previstas iniciativas para recuperar a vegetação nativa, investimento em sistemas agroflorestais, além de ações em unidades de conservação, territórios indígenas, áreas de preservação permanente e bacias hidrográficas. As metas LDN são compromissos voluntários que os países assumem para garantir aumento ou manutenção da quantidade de terras saudáveis e produtivas em seu territó- rio. O Brasil usa como referência o ano de 2020, quando detinha 55,7milhões de hectares com tendência à degradação. Ou seja, para cumprir o compromisso de neutralidade, precisa chegar em 2030 com, pelo menos, o mesmo número. Tambémestão previstas ações de prevenção, conservação e manejo sustentável em outros 3,51 milhões de km². Assim, o número oficial das metas LDN é de 3,67 milhões de km², por incluir tanto a área de restauração quanto à de conserva- ção. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, disse que o Brasil tem sido proativo em favor da convenção, para que o grupo obtenha aindamais capacidade de mobilizar os países. "A cada dia que passa, crescem as áreas sujeitas à seca e à degradação da terra em vários países. Portanto, é uma ação decisiva de cooperação internacional contra a desertificação.” A representante regional da UNCCD na América Latina e Caribe, Laura Meza, disse que a meta voluntária brasileira posiciona a América Latina como uma das regiões com o maior volume territorial de compromisso de sustentabilidade do solo do planeta. Os benef ícios, segundo ela, alcançam di- ferentes dimensões. ■ SUSTENTABILIDADE DO SOLO Brasil promete restaurar 163 mil km² de terras degradadas até 2030 A proteçãodos ecossistemas e a justiça socioambiental são as principais pautas apresentadas pelaArticulação Brasileira pelos Direitos da Natureza, a Mãe Terra, em carta-compromisso dire- cionada aos candidatos às eleições de 2026. SegundoLuiz FelipeLacerda, secretário executivo do Observatório de Justiça So- cioambiental LucianoMendes deAlmeida (Olma), que integra a entidade, o objetivo é reunir aliados para rever a legislação brasileira tornando a natureza sujeito de direitos fundamentais. A entidade é uma rede nacional de organizações sociais que lutam pelo reconhecimento legal da na- tureza como sujeito de direitos no Brasil. “Porque sem os legisladores e sem os executores a gente não consegue aprovar as leis que favorecem a natureza como sujeito de direitos e nem colocar isso em prática”, diz Lacerda. A adesão dos candidatos é voluntária e significa um compromisso público de defender o reconhecimento dos direitos danaturezaduranteoexercíciodomandato, caso seja eleito. “Isso faz com que depois de eleitos, comosmandatos, a gente possa retomar esse contato e fazer alianças ne- cessárias para que as peças legislativas possam avançar.” Um exemplo é a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que já entrou em debate noCongressoNacional, mas ainda aguarda novas assinaturas para começar a tramitar no Legislativo. “A proposta dá uma revisitada no Artigo 225 da Constituição Federal, que garante ummeio ambiente saudável para todos, e emoutros artigos também, tirando um pouco o foco antropocêntrico da le- gislação e ampliando a compreensão de dignidade de direitos para outros seres”, explica Lacerda. De acordo com o coletivo, essa visão mais ampla busca preservar a vida como um todo no planeta diante de grandes de- safios impostos pela crise climática. Segundo Lacerda, por essa razão, o tema está estritamente vinculado aos di- reitos dos territórios dos povos originários, que trazem o olhar sobre o cuidado do bem comum. “Então, a gente não consegue com- preender que a defesa da natureza como sujeito de direito esteja dissociada da defesa dos territórios, do debate do marco tem- poral, damineração em terras indígenas e da extração de petróleo na Amazônia.” Para aderir à carta-compromisso é ne- cessário acessar o formulário na página da articulação. Histórico Criado em 2020, o coletivo de organi- zações da sociedade civil Articulação Bra- sileira pelos Direitos da Natureza - a Mãe Terra já atua na incidência política em defesadanatureza como "sujeitodedireitos" há quatro eleições. Segundo Lacerda, o engajamento de candidatos eleitos é sig- nificativo. “Temos umamétrica bem importante, de mais ou menos uns 35 a 40 mandatos que geralmente assinam a carta. Existem algumas figuras políticas que já acompa- nham esse tema há bastante tempo e outras que a gente vai cativando e anga- riando ao longo do caminho”, conclui. ■ CARTA-COMPROMISSO ENTIDADE COBRA COMPROMISSO DE CANDIDATOS COM DIREITOS DA NATUREZA V Foto/ Tânia Rêgo/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUARTA-FEIRA | 26 DE AGOSTO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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