Diário do Amapá - 27/08/2026
| NOTA 10 | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 27 DE AGOSTO DE 2026 14 ■ Unifap lança livro que transforma em memória escrita o legado dos carpinteiros navais do Elesbão “MESTRES DO SABER” Às margens do rio Amazonas, mãos experientes transformam madeira em embarcações, sustentam famílias e mantêm viva uma tradição essencial à vida ribeirinha. Esse é um breve resumo do livro “Mestres do Saber”, que transforma em memória escrita o legado dos carpinteiros na- vais do Elesbão. O lançamento oficial ocorreu na Comunidade do Elesbão de Baixo, na sede do Projeto Tempo de Preparação em Missão, em San- tana. Em parceria com o Governo do Estado, a Universidade Federal do Amapá (Unifap) lançou a obra, es- crita por três professoras e pesquisa- doras do curso de História da instituição: Ana Cristina Rocha Silva, Elke Daniela Rocha Nunes e Alanna Aquemi Santiago Saito. Durante anos, as pesquisadoras conheceram, visitaram e estudaram a comuni- dade, acompanhando de perto os moradores e o trabalho de constru- ção artesanal de embarcações. “É um momento muito impor- tante. Nós passamos anos vindo para a comunidade do Elesbão para co- nhecer os carpinteiros, escutar suas histórias, seus costumes, suas formas de trabalhar e de construir. O livro é fruto desse projeto, no qual fizemos parte desse cotidiano de criar, saber e fazer, a partir dos saberes tradicio- nais da Amazônia”, disse Elke Rocha, uma das autoras do livro. Mais do que apresentar as técni- cas utilizadas na construção artesa- nal de barcos, a obra reconhece os carpinteiros navais como mestres, educadores do território e guardiões de um patrimônio cultural vivo. Suas trajetórias revelam um complexo sis- tema de conhecimentos desenvol- vido na convivência com os rios, as marés e as madeiras. Cada embarca- ção carrega mais do que sua função prática: transporta histórias, identi- dades, criatividade, ancestralidade e modos próprios de compreender e habitar a Amazônia. Silas Monteiro, de 87 anos, é um dos grandes nomes da carpin- taria naval e um dos pioneiros da atividade na Comunidade do Eles- bão. Desde 1964, ele trabalha no of ício, mas atualmente, devido à idade, constrói apenas protótipos por hobby. ■ ● COLETÂNEA O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) foi palco, na segunda-feira (24), do lança- mento do livro “Vozes Femininas no Sistema de Justiça: Enfrentamento da Violência de Gênero”. O evento aconteceu no Plenário do TJAP e reuniu coautoras da obra, proJssio- nais do Sistema de Justiça do Amapá e convidados para apresentar a co- letânea e promover o debate sobre a prevenção e o combate a todos os tipos de violência contra as mulhe- res. A magistratura amapaense tem participação de destaque na publi- cação. Entre as coautoras estão a magistrada à frente da coordena- dora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid/TJAP), desembargadora Alaíde de Paula, e as juízas Elayne Cantuária (coorde- nadora adjunta da Cevid/TJAP) e Marina Lustosa (ouvidora da mu- lher do Tribunal). Em seu pronunciamento, a de- sembargadora exaltou a obra e a luta em favor das mulheres. “Agradeço ao presidente do TJAP, desembarga- dor Jayme Ferreira, pelo apoio ao evento, manifesto a honra de falar em nome de todas as coautoras desta obra, nascida da união de pro- Jssionais com diferentes trajetórias no combate à violência de gênero. O livro traduz a convergência de diver- sas experiências proJssionais que destacam a urgência de escuta, res- peito, proteção e acolhimento às mulheres dentro das instituições, uma vez que a complexidade do problema exige a atuação articulada de toda a rede de garantia de direi- tos”, comentou Alaíde de Paula. A dimensão transformadora da obra e o papel da produção acadê- mica como ferramenta de combate às estruturas machistas foram res- saltados pela juíza Elayne Cantuária. “Escrever é um ato revolucioná- rio. O fornecimento de dados e a ciência representam formas essen- ciais de ensinamento e de combate à violência contra a mulher, pois ata- cam a raiz do problema, estruturada no patriarcado e nomodo tradicional de pensar o papel feminino no con- texto atual. Este livro representa uma parcela da proJssão de cada uma de nós, mas traduz também a nossa vi- vência e o nosso olhar sobre uma so- ciedade opressora que precisa, em conjunto com os homens, encontrar soluções para essa onda de violência que nos abate”, detalhou a juíza. ■ LIVRO SOBRE VIOLÊNCIA DE GÊNERO É LANÇADO NO TJAP FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa NOTA 1 “A educação não é feita apenas na sala de aula, mas é feita a partir da rotina escolar” CLEIBERTON RIULLEN Secretário adjunto de Políticas da Educação NADSON COSTA Coordenador da Defesa Civil “Estamos reunidos para apresentar nosso plano de contingência para o período de estiagem, que já começou no estado e, especialmente, em nosso município. A Defesa Civil está atenta a esse cenário, considerando que, nesse período, podem ocorrer situações de emergência, como incêndios em residências, áreas de mata e problemas relacionados à seca”. “A Defesa Civil organizou esta reunião para ajustarmos as estratégias para o período de estiagem e criarmos um grupo de trabalho para enfrentar possíveis emergências. Ainda não sabemos qual será a intensidade desse cenário ou quais prejuízos poderá trazer para o município, por isso precisamos estar preparados e alinhar a atuação entre as secretarias”. FRASES DA SEMANA RUI FERRO Secretário municipal de Gabinete Civil “Essa entrega em Tartarugalzinho reafirma o nosso compromisso em levar estrutura de ponta para o interior. Segurança Pública se faz com planejamento, valorização dos profissionais e presença firme do Estado. Entregar um prédio totalmente revitalizado no dia em que o batalhão completa 21 anos reflete a prioridade do Governo em garantir trabalho digno aos policiais e proteção eficiente para a nossa sociedade”. CÉZAR VIEIRA Titular da Sejusp “Celebrar 21 anos do 7º Batalhão recebendo a 4ª Companhia reformada renova o ânimo da nossa tropa. Uma infraestrutura adequada reflete diretamente na motivação do policial e na rapidez da resposta operacional. O batalhão segue firme na missão de proteger as famílias de Tartarugalzinho e de toda a região”. MAJ. CÉZAR BITENCOURT Comandante do 7º Batalhão
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