Diário do Amapá - 28/08/2026
Água monitorada Um diagnóstico realizado na região do Rio Pardinho, no RS, mapeou mais de 220 km de margens impactadas pelas enchentes de 2024. Com o estudo, a Fundação JTI e a UNISC colocam em prática o programa “MUDA – Rio Pardinho”, com análise da qualidade da água em seis pontos, acompanhamento de 20 propriedades rurais, instalação de três estações de monitoramento e recuperação de 12 trechos, por 3,1 km. Depois do Papel O editor lançou ontem na Praça dos Três Poderes, em Brasília, o livro “Depois do Papel – A reinvenção da imprensa na era da internet” (Ed. Senac-DF, 80 pág. R$ 47). Na obra, discorre sobre as fortes mudanças no setor e em especial os jornais impressos. E como isso mexeu e ainda causa mudanças no cotidiano do cidadão. Interessados podem comprar online pelo link https://sl1nk.com/ZH96GLz. Dedo na tomada A ANEEL está de má vontade com a Enel. Pouco antes de a Agência indeferir, na segunda (24), o pedido da Enel SP para perícia externa que avaliasse os trabalhos de reparação da distribuidora no “apagão” de dezembro, causado por temporais, a agência aprovou consulta pública para discutir com o setor e a sociedade as medidas adequadas para a atuação das distribuidoras no enfrentamento de eventos climáticos severos. Flávio no Rio A 1ª pesquisa do Instituto Prefab Future após o início da campanha mostra Flávio Bolsonaro (PL) abrindo vantagem sobre Lula (PT) no Rio de Janeiro, berço político do bolsonarismo. O senador aparece com 35,1%, contra 32,3% do presidente. A pesquisa foi encomendada pelo “Diário do Rio” – TSE sob o número RJ- 04605/2026, e ouviu presencialmente 2.000 eleitores entre 20 e 23/8. A margem de erro é de 2,19 pontos. Jato + seguro A Embraer faz história mais uma vez. Além de ter o jatinho de médio alcance mais eficiente e o mais vendido em vários países, o modelo Phenom 300EV avança: tornou-se o 1º jatinho do mundo com tecnologia para aterrissar sozinho, configurado o piloto automático, em qualquer aeroporto homologado do planeta, caso os pilotos fiquem incapacitados. Com aval das agências certificadoras do Brasil e EUA. Taxa de vaga pública A milícia no Rio de Janeiro está superando a ganância das máfias italianas nas extorsões dos anos 80 e 90, no auge de seus poderes. Hoje em dia, no Estado do Rio de Janeiro, onde mais avançam esses grupos, só falta o cidadão pagar para respirar. A Coluna descobriu que agora existe uma taxa de estacionamento – em vaga pública! – em São João do Meriti, na Baixada. A milícia cobra mensalidade de R$ 70 para quem não tem garagem e precisa deixar o carro estacionado na rua, mesmo em frente à sua casa. O argumento é a “segurança”, para que nada aconteça com o veículo a qualquer hora do dia – ou da noite. Há três meses denunciamos que essas facções avançam na malandragem e intimidação contra o cidadão, em especial comerciantes. Depois do gás e do “gatonet”, com serviços controlados por criminosos em várias cidades, em Itaguaí, na região metropolitana, por exemplo, eles exigem até de salões de beleza e barbeiros que comprem suas lâminas de barbear – provavelmente fruto de roubo de carga. O s jovens brasileiros de 16 a 24 anos apresentaram incidência de tabagismo maior que outras faixas etárias em uma pesquisa do Instituto A.C. Camargo Câncer Center em parceria com a empresa Nexus. Nessa faixa etária, 19% dos entrevistados se declaram fumantes ativos, de cigarros comuns ou eletrônicos, número acima da média nacional (17%) e de todas as outras faixas etárias. A pesquisa entrevistou mais de 2 mil pessoas em todo o país. A faixa entre 25 e 40 anos, por outro lado, apresenta o menor índice de tabagismo, com 15% dos entrevistados de- clarando serem fumantes. Em seguida, surge o grupo das pessoas com mais de 60 (16%), e de 41 a 59 anos (17%). Além disso, os dados apontam que grande parte da po- pulação está exposta aos perigos do tabagismo: cerca de um terço da população brasileira (33%) compartilha frequente- mente ambientes domésticos ou de trabalho com fumantes. A inalação passiva da fumaça eleva as chances de desenvol- vimento de câncer pulmonar, inclusive em indivíduos que jamais fumaram. Segundo Helano Freitas, líder do Centro de Referência de Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo, a incidência do tabagismo entre os jovens entre 16 a 24 anos exige atenção prioritária. O médico ressalta que, conforme levantado na pesquisa, o primeiro contato com o cigarro ocorre, em média, aos 16 anos. Por se tratar de um grupo de adolescentes e jovens adultos bastante vulnerável, há um alto risco de iniciação na dependência sem conseguir deixá-la posteriormente, ainda que as demais idades também necessitem de cuidado. Outras Categorias A população com mais de 60 anos lidera o índice de ex- fumantes, com 32% do total. Em segundo lugar, aparecem pessoas de 41 a 59 anos (15%), de 25 a 40 (10%) e de 16 a 24 anos (8%). Entre as regiões do país, o consumo de cigarro é superior no Sul (22%), seguido do Sudeste (19%), Nordeste (13%) e Norte/Centro-Oeste (13%). ■ HÁBITOS PREJUDICIAIS Tabagismo é maior entre jovens de 16 a 24 anos, alerta pesquisa O senador Omar Aziz (PSD-AM) apresentou, nesta quinta-feira (27), o relatório da PEC 221/2019, que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada máxima de trabalhopara 40horas semanais no Brasil. Como o próprio parlamentar já havia anunciado anteriormente, elemanteve in- tegralmente o texto aprovado pelaCâmara dos Deputados e rejeitou as 12 emendas apresentadas naComissão deConstituição e Justiça (CCJ) do Senado. O texto será apreciado pelo colegiado na próxima semana, durante o último es- forço concentrado doCongressoNacional para a votação de matérias legislativas antes das eleições, no dia 4 de outubro. Veja o que prevê o texto da PEC: Dois dias de repouso semanal remu- nerado, sendo umdeles preferencialmente aos domingos Salário não poderá ser reduzido por causa diminuição da jornada Dois meses após a promulgação da PEC, a jornada máxima passa das atuais 44 para 42 horas semanais. Um ano depois do fim desse primeiro período, cai definitivamente para 40 ho- ras. Amanutenção do texto como veio da Câmara evita que eventuais alterações da proposta pelos senadores obrigassem o retorno damatéria para uma última análise dos deputados. A tramitação damatéria, aprovada no fim de maio na Câmara, só foi destravada há pouco mais de 10 dias, após uma rea- proximação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Já nesta última quarta-feira (26), um almoço entre Lula, Alcolumbre e o presi- dente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), selou a pauta de votação para o esforço concentrado da próxima semana. Apesar de garantir a votação da PEC do fim da escala na CCJ, o presidente do Senado foi cauteloso e não prometeu que o texto possa ser votado em Plenário. Na Câmara, a PEC do fim da escala, que tem forte apelo popular, foi aprovada em dois turnos por amplas margens de votação: 472 a 22 no primeiro turno e 461 a 19 no segundo. A previsão é que a CCJ do Senado vote o texto na próxima quarta-feira (2). Se a comissão aprovar o parecer, a PEC ainda precisará passar pelo Plenário do Senado emdois turnos, comomínimo de 49 votos favoráveis em cada votação. Argumentos do relator Um dos principais argumentos apre- sentados por Omar Aziz para manter o parecer favorável à PEC é o de que as jor- nadas superiores a 40 horas atingemprin- cipalmente trabalhadores demenor renda e escolaridade. O parlamentar usou estatísticas de uma nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), baseada em informações da Relação Anual de Infor- mações Sociais (RAIS) de 2023, que apon- tam que 80% dos vínculos com jornada superior a 40 horas têm salário contratual de até dois salários mínimos, enquanto 90% recebematé três saláriosmínimos. ■ PEC RELATOR DA CCJ DO SENADO VOTA A FAVOR DA PEC DO FIM DA ESCALA 6X1 V Foto/ Lula Marques/ Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 28 DE AGOSTO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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