Diário do Amapá - 28/08/2026

A s contas do Governo Central re- gistraram superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Tesouro Nacional. O resultado, que desconsidera os gastos com juros da dí- vida pública, foi o melhor para o mês desde 2022. O Governo Central reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central. Em julho de 2025, as contas haviam registrado déficit primário de R$ 59,1 bilhões. O resultado de julho superou a ex- pectativa das instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, di- vulgada todo mês pelo Ministério da Fazenda, os analistas de mercado esti- mavamdéficit primário de R$ 5,5 bilhões no mês passado. Tradicionalmente, julho é um mês mais favorável para as contas públicas por causa do pagamento trimestral do Imposto de Renda por instituições fi- nanceiras. Apesar do resultado positivo nomês, o acumulado de 2026 ainda é negativo: déficit de R$ 81,3 bilhões, alta de 15,6% em valores nominais e de 12,4% des- contada a inflação. Em 12 meses, o rombo chega a R$ 71,6 bilhões, equiva- lente a 0,55% do Produto Interno Bruto (PIB). Resultado O desempenho de julho foi formado por: Tesouro Nacional: superávit de • R$ 33,3 bilhões; Previdência Social: déficit de • R$ 22,2 bilhões; Banco Central: déficit de R$ • 302 milhões. No acumulado do ano, o Tesouro registra superávit de R$ 177,7 bilhões, a Previdência acumula déficit de R$ 258,4 bilhões, e o Banco Central, déficit de R$ 627 milhões. Receita A receita líquida do Governo Central somou R$ 226,3 bilhões em julho, alta real (acima da inflação) de 7,7% sobre o mesmo mês de 2025. As despesas totais ficaram em R$ 215,5 bilhões, queda real de 20,7% na mesma comparação. Segundo o Tesouro, entre os fatores que contribuíram para o aumento das receitas estão: Maior arrecadação do Imposto • de Renda; Crescimento da receita previ- • denciária, por causa do emprego formal recorde; Aumento das receitas com ex- • ploração de recursos naturais, por causa da alta do petróleo após a guerra no Oriente Médio. A queda das despesas em julho foi influenciada principalmente pelo menor pagamento de precatórios (dívidas com sentença judicial definitiva), já que parte desses valores foi antecipada no primeiro semestre. No acumulado do ano, a receita lí- quida chegou a R$ 1,499 trilhão, enquanto as despesas somaram R$ 1,580 trilhão. Investimentos Mesmo com a redução dos gastos totais em julho, os investimentos acu- mulam crescimento no ano. Julho: R$ 6,7 bilhões, queda real • de 29,9% em um ano; Janeiro a julho: R$ 56,5 bilhões, • alta real de 42,7%. Meta scal Ameta fiscal de 2026 prevê superávit primário de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do PIB. Existe, porém, uma mar- gem de tolerância de 0,25 ponto per- centual, o que permite que o resultado seja considerado dentro da meta mesmo com superávit zero. ■ GOVERNO CENTRAL TEM SUPERÁVIT DE R$ 10,8 BILHÕES EM JULHO O setor de prestação de serviços não financeiros empregou 15,9 milhões de pessoas em 2024. Esses trabalhadores receberam, em média, 2,2 salários mínimos mensais. Há dois anos, o cenário era composto por 1,9 milhão de empresas ativas que pagaram, ao todo, R$ 644,2 bilhões em salários e outras remunerações, como férias e comissões. Os dados fazem parte da Pesquisa Anual de Serviços, divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor de serviços não financeiros abrange áreas como educação, escritórios de advocacia, imobiliárias, restaurantes, salão de beleza, tecnologia da informação, telecomunicação, transportes, turismo e vigilância. Bancos não estão incluídos. As empresas pesquisadas somaram receita opera- cional líquida de R$ 3,5 milhões em 2024 e adicionaram R$ 2,1 trilhões ao Produto Interno Bruto (PIB), o con- junto de todos os bens e serviços produzidos no país. A Pesquisa Anual de Serviços já tinha sido realizada em anos anteriores. Mas por causa de mudança de metodologia e forma de obter os dados, o IBGE inter- rompeu a série histórica, de forma que não é possível fazer comparações com outras edições. Mais empregadores O levantamento mostra que o ramo classificado como atividades de alimentação (restaurantes, bares e bufês, por exemplo) é o maior empregador do setor, absorvendo 1,9 milhão de pessoas, o que representava 11,7% da mão de obra de todas as empresas de serviços não financeiros. Em seguida aparece o contingente de serviços téc- nico-profissionais (1,8 milhão de pessoas e 11,2% dos postos de trabalho). Entram nessa categoria empresas de consultorias em informática, de auditoria, contábeis e escritórios jurídicos, por exemplo. ■ IBGE Serviços ocuparam 15,9 milhões e pagaram média de 2,2 mínimos em 2024 ● CONTAS PÚBLICAS V Foto/ Marcelo Camargo/Agência Brasil FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 SEXTA-FEIRA | 28 DE AGOSTO DE 2026

RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=