Diário do Amapá - 30 e 31/08/2026

A bandeira tarifaria de setem- bro será amarela, anunciou a Agência Nacional de Ener- gia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (28). Isso representa um adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh de consumo. A tarifa adicional está sendo aplicada desde maio. A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da gera- ção de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas. "A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de ener- gia no País, com necessidade de uti- lização de fontes de geração com custos mais elevados. [...] Diante desse cenário, a ANEEL reforça a importância do uso consciente da energia elétrica. Pequenas mudanças de hábito podem contribuir para re- duzir o consumo e ajudar no controle dos gastos com a conta de luz". Como funciona o sistema de cores O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidre- létricas gerammenos, é preciso acio- nar usinas termelétricas, que são mais caras. Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Saiba quanto custa cada ban- deira Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: • bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; • bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); • bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); • bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh). ■ CONTA DE LUZ: ANEEL MANTÉM BANDEIRA TARIFÁRIA AMARELA EM SETEMBRO O Brasil tem 4,6 milhões de consumidores que também são micro ou minigeradores de energia. Eles representam cerca de 5% do total de consumidores e produzem energia no próprio local de consumo ou bem próximo a ele. Residências, estabelecimentos comerciais e pro- priedades rurais estão entre os locais que geram a própria energia por meio dos painéis solares. A chamada geração distribuída mudou a cara da matriz energética brasileira, com incentivos à expansão das fontes renováveis de energia. Por outro lado, ela impôs desafios ao sistema elétrico, que precisa manter, a cada instante, o equi- líbrio entre a quantidade de energia produzida e a quantidade de energia consumida. ☀ As energias renováveis, que incluem a solar e também a eólica, são fontes de eletricidade cuja ge- ração depende de condições naturais, que não ne- cessariamente coincidem com a necessidade de con- sumo de energia. Por essa característica, elas são conhecidas como intermitentes. Períodos de elevada geração de energia podem contrastar com períodos de baixa demanda por energia, principalmente aos fins de semana. Em determinados horários, pode haver mais energia sendo produzida do que o sistema consegue absorver naquele momento. Como a energia não pode ser armazenada em larga escala para ser con- sumida depois, o ONS precisa adotar medidas para equilibrar geração e consumo e preservar a segurança da operação. No último domingo (23), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou, pela segunda vez, um mecanismo para reduzir esse descompasso. O operador determinou que as distribuidoras cortassem cerca de 1 gigawatt (GW) de geração entre 11h e 13h30. Situação semelhante já havia ocorrido em junho, quando o instrumento foi acionado pela primeira vez. ■ ENERGIA DE TELHADO Geração distribuída avança e desafia o equilíbrio do sistema elétrico ● TARIFA V Foto/ Divulgação/CEEE Equatorial FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 30 E 31 DE AGOSTO DE 2026

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