Diário do Amapá - 02/09/2026
Autocuidado & Saúde Com 40% da população brasileira convivendo com algum tipo de dor, segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas, a Associação da Indústria para o Autocuidado em Saúde lança o seu 2º fascículo do Guia para o tema, com o slogan “Dor: entender para cuidar”. A publicação reúne especialistas de diferentes áreas para abordar a dor a partir de perspectivas clínicas e de autocuidado. Debate arbitral O Comitê Brasileiro de Arbitragem (CBAr) realiza, no Rio de Janeiro, o 25º Congresso Internacional de Arbitragem. Com o tema “Arbitragem e Poder”, o encontro reúne brasileiros e estrangeiros e marca os 25 anos do CBAr e os 30 anos da Lei de Arbitragem. O ex-ministro do STF Luís Roberto Barroso esteve presente ao evento. IA, arbitragem de emergência, mediação e Dispute Boards estão entre os temas debatidos. Latinha$ em alta Embalagens para energéticos, cervejas sem álcool, sucos e água avançaram no setor de latinhas no Brasil. Segundo a Associação Brasileira da Lata de Alumínio, representaram aumento de 30%, somando 1 bilhão de unidades, no 1º semestre de 2026. Neste mesmo período, o Brasil comercializou 16 bilhões de latinhas. Para a Abralatas, a diversificação das bebidas e das ocasiões de consumo sustenta boas perspectivas para o 2º semestre. Por aí… Roberta Luchsinger vale um filme. Todo dia aparece mais e mais históricos de lobby dela Brasil adentro. A reportagem recebeu fotos de diferentes agendas da amiga de Lulinha no Piauí, junto ao ministro Welligton Dias, do Desenvolvimento Social, e do governador petista Rafael Fontelles. Cadê elas? A eleição começou com dois presidenciáveis citando o empoderamento das esposas, mas elas sumiram. Fernanda Bolsonaro e Rosângela Silva foram estrategicamente preservadas pelos marqueteiros, porém deveriam aparecer e contar sobre seus maridos. As mulheres conhecem como ninguém os homens que querem mandar em todos nós. Futuro ministro A ascensão meteórica de Augusto Cury (Avante) em duas pesquisas nacionais divulgadas ontem, nas quais ele pontua entre 10% e 11% das intenções de votos, já cravaram nos staffs dos presidenciáveis Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) de que, em eventual 2º turno, ele será o noivo da eleição. “O bom velhinho”, conforme a Coluna publicou ontem (cravando a subida dele nas qualitativas), tem conquistado a cada dia o voto de evangélicos, donas de casa, professores (as) – em especial o voto feminino, deixando Ronaldo Caiado (PSD) para trás. Apontado como suposta 3ª via desta eleição, Cury – famoso psicanalista e escritor best-seller – já é chamado de potencial ministro da Educação pelos dois lados da polarização. Mas que não se enganem Lula e Flávio. Uma onda maior pode estar surgindo. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta terça-feira (1°) que as novas conversas atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes sejam analisadas pelo plenário da Corte. A sinalização do ministro ocorreu no despacho no qual Mendonça retirou o sigilo de diálogos inéditos até então. As conversas mostram citações aos nomes de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e foram extraídas a partir da quebra de sigilo do celular do ex-ban- queiro, que é alvo das investigações da Operação Compliance Zero. A apuração investiga fraudes financeiras no Banco Master. Segundo Mendonça, que é relator do caso, o plenário da Corte é a "instância soberana" para analisar o caso. "O caminho inevitável dos presentes autos leva ao ple- nário deste Supremo Tribunal Federal, instância soberana para analisar, de modo técnico estritamente jurídico, os novos elementos trazidos pela autoridade policial", afirmou o ministro. O ministro também defendeu que sessão ocorra de forma "pública e transparente". "A aludida deliberação, pelo plenário da Corte, deverá ocorrer de forma pública e transparente, em sessão presencial do colegiado", completou. A decisão de colocar a questão em pauta cabe ao pre- sidente do STF, ministro Edson Fachin, responsável regi- mentalmente pela organização da pauta. Com a eventual deliberação, a Corte poderá analisar se Moraes pode ser investigado a partir das conversas. No início deste ano, surgiram as primeiras mensagens que teriam sido trocadas entre Vorcaro e Moraes. O escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, mantinha contratos com o Banco Master. Na ocasião, o ministro negou ter mantido conversas com o ex-banqueiro. ■ QUEBRA DE SIGILO Mendonça quer levar ao plenário diálogos atribuídos a Vorcaro e Moraes A Justiça Federal doAmapá condenou a União a pagar R$ 200 mil por da- nos morais à viúva e aos seis filhos de LuísMessiasTavares, perseguidopolítico pela ditadura civil-militar instaurada em 1964. A sentença, do último dia 24, foi ba- seada no relatório final da Comissão Esta- dual da Verdade do Amapá. Alémde reconhecer a prisão arbitrária e a exoneração do cargo público de agente de polícia, a decisão atribui à atuação estatal graves sequelas f ísicas e psicológicas sofridas pela vítima. A sentença, do juiz federal FelipeHan- dro, considerou que as informações que constam no relatório Comissão Estadual daVerdade doAmapá têmforça probatória e demonstrama perseguiçãopolítica sofrida por Luís Messias Tavares. Depoimentos contidos no texto con- firmam a atuação de Luís Messias no mo- vimento estudantil, tendo sido presidente e umdos fundadores doGrêmio Estudantil da União dos Estudantes dos Cursos Se- cundários do Amapá (UECSA). Falta de assistência Os depoimentos trazem ainda infor- mações sobre a prisão por motivação po- lítica, as condições de encarceramento e o impacto psicológico causado pela repressão estatal, incluindoo surtopsicótico associado a acidente vascular cerebral (AVC), que Luís Messias sofreu com 25 anos de ida- de. Não houve assistência psicológica ou neurológica, o que culminou na perda de forma irreversível da memória recente – circunstância que o impedia de reconhecer, no dia seguinte, pessoas com quem havia acabado de conversar. Para o juiz, ficou claro que a reparação deveria compreender não apenas a com- pensação financeira, mas tambémo direito à memória, à verdade e às garantias de não repetição das violações. Além disso, o juiz reconheceu que os efeitos da perseguição se estenderam à esposa e aos filhos de Luís Messias, que sofreram dano moral reflexo. “[A família experimentou], de forma direta e autônoma, a desestruturação da unidade familiar decorrente da privação de liberdade do chefe de família, a perda do sustento emrazãoda demissão arbitrária, o estigma social de serem rotulados como "família de subversivos" (...) e, sobretudo, o sofrimento prolongado de conviver com oquadrode enfermidademental irreversível do ente querido”, diz trecho da sentença. A defensora pública federal da União (DPU) Nayara Ribeiro Schröder Xavier, que atuou no caso, ressaltou que a decisão também reforça o entendimento de que familiares têm direito à reparação pelos danos morais reflexos decorrentes da per- seguição. Ela destacou ainda que a sentença aprofunda o entendimento de que ações indenizatórias relacionadas a graves vio- lações de direitos humanos praticadas du- rante a ditadura são imprescritíveis. Tal reparação civil não deve ser con- fundida como pedido de reconhecimento da condição de anistiado político, previsto na Lei da Anistia, e sob responsabilidade do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. ■ SEQUELAS UNIÃO TERÁ QUE INDENIZAR FAMÍLIA DE PERSEGUIDO PELA DITADURA NO AMAPÁ V Foto/ Paulo Pinto/Agencia Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUARTA-FEIRA | 02 DE SETEMBRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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