Diário do Amapá - 03/09/2026
| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 03 DE SETEMBRO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA A eleição de 2026 está oferecendo ao eleitor um fenômeno quase científico. Quanto mais alguns candidatos prometem, menos aparece a pergunta fundamental. Quem paga a conta? Os pro- gramas registrados no TSE são documentos oficiais, mas oficial não é sinônimo de viável. Há promessa ali que parece ter sido escrita depois de uma feijoada, com o orçamento nacional servindo de guardanapo. A campeã da categoria surreal é a estatização do Uber. A ideia de transformar aplicativo privado em patrimônio estatal vem acompanhada de garantia de emprego público e combate à uberização. É o velho Estado brasileiro, conhecido pela fila, pelo carimbo e pelo sistema fora do ar, sendo convidado a administrar transporte por aplicativo. O cidadão pediria um carro e talvez recebesse uma repartição. Há também quem queira dobrar imediata- mente o salário mínimo. Samara Martins e Hertz Dias defendem aumento de 100%, en- quanto Rui Costa Pimenta chega a defender um mínimo de R$ 7.500. A intenção social pode ser legítima, mas economia não funciona na base do desejo. Se salário dobra sem pro- dutividade, financiamento e capacidade em- presarial para absorver o choque, a conta pode voltar pela inflação e pelo desemprego. O tra- balhador ganha no contracheque e perde no supermercado. É o famoso aumento com des- conto embutido. Rui Pimenta também promete cortar pela metade, imediatamente, o preço dos combus- tíveis, além de cancelar privatizações. A gasolina cairia 50% por decreto político, aparentemente como quem baixa o preço da cerveja no boteco. Só que petróleo tem mercado internacional, combustível tem tributo, logística, distribuição e margem. A União não controla tudo. Fazer promessa sem explicar a conta é fácil. Dif ícil é abastecer sem quebrar a Petrobras ou o Te- souro. Na segurança, acabar com as polícias militares e criar estruturas populares de segurança é outra aposta de alto risco. Trocar uma polícia problemática por uma espécie de condomínio armado não parece evolução institucional. E ainda temos a extinção do Senado, o monopólio estatal das tele- comunicações e a revogação de privatizações. O catálogo é extenso. Falta apenas anunciar que a inflação será proibida por lei e que o dinheiro brotará no caixa eletrônico. O problema não é ser de esquerda ou de direita. É vender fantasia como plano de governo. Presidente governa com orçamento, Congresso, Constituição, competência e responsabilidade. Em 2026, antes de perguntar quem promete mais, o eleitor deveria perguntar quem consegue entregar sem transformar o país num la- boratório. Porque promessa eleitoral aceita tudo. A conta, não. ■ E ainda temos a extinção do Senado, o monopólio estatal das telecomunicações e a revogação de privatizações. O catálogo é extenso. Falta apenas anunciar que a in5ação será proibida por lei e que o dinheiro brotará no caixa eletrônico. O festival das ideias que nem o Brasil merece E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Radialista e estudante de Filosofia GREGÓRIOJ.L. SIMÃO A s Eleições Gerais de 2026 serão marcadas por um eleitorado amplo e diversificado, refletindo as transformações demográficas e sociais da população brasileira. De acordo com dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), serão 158.745.463 eleitoras e eleitores aptos a votar no primeiro turno, em 4 de outubro de 2026, re- presentando crescimento de 1,46% em relação às eleições de 2022. O perfil etário ganha destaque por revelar a participação de diferentes gerações no processo eleitoral, contribuindo para compreender as demandas e possíveis tendências que poderão influenciar as escolhas dos eleitores nas Eleições de 2026. O eleitorado brasileiro cresceu 1,46% entre 2022 e 2026, passando de 156,45 milhões para 158,75 milhões de eleitores, um acréscimo de 2,29 milhões de pessoas aptas a votar. O resultado evidencia a expansão do eleitorado nacional no período e reforça a importância de analisar sua composição demográfica e territorial para com- preender o cenário das Eleições Gerais de 2026. Os estados que apresentam os maiores colégios eleitorais no país são São Paulo com 34.104.226 eleitores e eleitoras, ou seja, 21,48% do total. Em seguida aparecemMinas Gerais, com 16.377.659 pessoas aptas a votar (10,32%); Rio de Janeiro, com 12.857.000 (8,10%); Bahia, com 11.321.005 (7,13%); e Paraná, com 8.609.026 (5,42%). Juntos, os cinco maiores colégios eleitorais reúnem 83.268.916 eleitores e eleitoras, o equivalente a 52,45% do eleitorado brasileiro. No que se refere à diversidade as estatísticas eleitorais do TSE apontam que as Eleições de 2026 terão o cadastro eleitoral mais diverso. Como a autodeclaração de raça e cor passou a compor a base comparável apenas após as Eleições Gerais de 2022, a leitura possível é a comparação com as Eleições Municipais de 2024. Com maior preenchimento de autodeclaração, todas as ca- tegorias informadas cresceram. O eleitorado pardo quase dobrou, passando de 8.503.206 pessoas em 2024 para 16.945.954 em 2026. O eleitorado preto também quase dobrou de 1.808.529 para 3.586.952 pessoas. Entre pessoas amarelas, o total mais que dobrou, de 114.389 para 229.540 eleitores. O eleitorado indígena passou de 155.661 para 287.157, alta de 84.47%. Também houve crescimento expressivo do registro de pessoas brancas autodeclaradas, que passaram de 5.292.130 para 11.691.204, mais que o dobro do total de 2024. Os dados do TSE, revelam que o eleitorado é majoritariamente feminino. Em 2026, as mulheres somam 83.877.126 eleitoras, o equivalente a 52,84% do total nacional. Em 2022, eram 82.373.164 (52,65). No mesmo período o eleitorado masculino passou de 74.044.065 para 74.845.001, crescimento de 800.936 eleitores (1,08%). Analisando os dados por faixa etária, constata-se um eleitorado mais concentrado nas idades adultas e com crescimento do peso das faixas mais velhas. Em 2026, o maior grupo é o de 40 a 44 anos, com 15.994.391 pessoas, ou 10,08% do eleitorado nacional. Em seguida aparecem as faixas de 45 a 49 anos, com 15.271.754 eleitores; 35 a 39 anos, com 15.262.815; 30 a 34 anos, com 15.178.2004; e de 25 a 29 anos, com 14.990.259. (Continua) ■ Perfil do eleitorado nas Eleições Gerais de 2026 Os dados do TSE, revelam que o eleitorado é majoritariamente feminino. Em 2026, as mulheres somam 83.877.126 eleitoras, o equivalente a 52,84% do total nacional. Em 2022, eram 82.373.164 (52,65). No mesmo período o eleitorado masculino passou de 74.044.065 para 74.845.001, crescimento de 800.936 eleitores (1,08%). E-mail: diario-ap@uol.com.br Administrador, consultor e articulista ADRIMAURO GEMAQUE
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