Diário do Amapá - 04/09/2026
| NOTA 10 | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 04 DE SETEMBRO DE 2026 14 ■ Suculento e saboroso, camarão no bafo é o prato mais tradicional do Amapá IGUARIA Ocamarão no bafo tema cara doVerão e lidera os pe- didos nos balneários da capital amapaense. O prato feito basicamente com o fruto do mar é tão tradicional e in- dispensável a ser conhecido por turistas que ganhou até con- curso na programação do Macapá Verão. Ocamarão no bafo é cozido no vapor, o que ajuda aman- ter a sua textura suculenta e o sabor natural. Apanela a vapor ou cuscuzeira são ideais, mas uma peneira metálica sobre uma panela comum com água fervente também funciona. O tempo ideal de cozimento é de aproximadamente 10 a 12 minutos, ou até que os camarões fiquem bem averme- lhados e, em algumas receitas tradicionais, até os olhos fica- rem pretos. É importante não cozinhar demais para não enrijecer. Aprenda a fazer o tradicional camarão no bafo: ingre- dientes – 600g de camarão regional, cebola, tomate, chicória, três limões, duas pimentas de cheiro, pimenta amarelinha, alface para decorar. Modo de preparo Lave bem o camarão com casca, tempere com sal, chi- cória, limão e leva ao fogo. Deixe fervendo. Enquanto isso, faça omolho. Ferva o jambu no tucupí, temperado com chi- cória, cheiro verde e acrescenta um pouco de camarão. Co- loque em uma vasilha com tomate, pimenta e limão para servir. Depois tire o camarão do fogo, escorra a água e colo- que emuma vasilha decorada comfolhas de alface. Sirva com farofa. De acordo com os comerciantes que atuam no setor, grande parte do camarão consumido em Macapá vem das ilhas aqui do vizinho estado do Pará. Mas empresários afir- mamque essa realidade devemudar nos próximos anos. Eles estão apostando na criação do crustáceo em cativeiro. Se- gundo eles, esse novo mercado pode gerar mais emprego e renda. Produzir camarão em cativeiro se refere ao cultivo con- trolado desses crustáceos em ambientes específicos, como tanques, viveiros ou sistemas fechados. Essemétodo oferece uma alternativa sustentável à pesca tradicional, ajudando a preservar os ecossistemas marinhos e a atender à crescente demanda por camarões. ■ ● OBRA “ Marabaixo é vida, é a poética negra de improvisação dos ver- sos de cada dia, é o ato ritualís- tico que representa a vida negra a cada batida da caixa de marabaixo entoada nos versos dos ladrões (ver- sos e cantigas poéticas cantados em coro pelos participantes da roda), das cantadeiras negras que histori- cizam a vida; a história afro-ama- paense no cancioneiro negro popular do Amapá. O marabaixo é o ato ritual negro que traz a história de mulheres embebidas da tradição ancestral do lugar”. Na fala do escri- tor paraense Francisco Borges, nota-se a pujança dessa manifesta- ção cultural do estado do Amapá, patrimônio imaterial da cultura bra- sileira. E é tema do livro que Borges lançou neste sábado (29), emBelém, na 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, no Estande do Instituto Federal do Pará (IFPA), no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. A reportagem de Eduardo Rocha foi destaque no jornal paraense O Liberal. O livro recebeu o título de “Memórias de Velhas sobre a ma- nifestação cultural do Marabaixo na Amazônia Amapaense” e traz uma abordagem curiosa sobre essa expressão da cultura popular: a obra reúne relatos de cinco mu- lheres marabaixeiras reconhecidas como guardiãs do patrimônio imaterial amazônico. Francisco Borges atua como escritor, poeta, letrólogo e crítico cultural afro- amazônida. Portanto, os leitores vão ter a oportunidade, por meio do livro, de conhecer mais sobre o marabaixo como um ato ritualís- tico cultural, que traduz o dia a dia de comunidades na região. Francisco Borges é doutorando em Letras pela Universidade Fede- ral do Pará (UFPA), mestre em Le- tras pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) e em Linguagens e Saberes na Amazônia pela UFPA. O livro tem co-autoria com a orientadora acadêmica Raquel Amorim dos Santos, doutora em Educação pela UFPA e pós-dou- tora em Letras pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Histórias de vida “Me- mórias de Velhas” reúne pesquisa acadêmica, memória histórica e poesia para reafirmar o marabaixo como símbolo de resistência, iden- tidade e pertencimento do povo negro no Amapá. “Essa pesquisa foi desenvol- vida com base na Teoria da Me- mória Histórica e na História Oral, reunindo entrevistas, regis- tros fotográficos e relatos produ- zidos durante a pandemia da Covid-19. O livro dialoga com im- portantes estudiosos da memória e da cultura afro-amapaense, re- velando o marabaixo como ex- pressão viva de fé, resistência, tradição e continuidade ancestral”, explica o autor. ■ SAGA DE MULHERES MARABAIXEIRAS, NARRADA EM “MEMÓRIAS DE VELHAS’, CHEGA AO AMAPÁ EM OUTUBRO FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa NOTA 1 “Ao mesmo tempo, a pesquisa de petróleo na costa do Amapá exigirá tecnologias e profissionais especializados, o que demanda a formação desses profissionais também na região norte do Amapá”. PAULO LEMOS Deputado federal RAINIZE MARQUES Sec. municipal da Família “Quem cuida da população também precisa ser cuidado. Essas ações promovem acolhimento, escuta e valorização dos nossos servidores. Teremos outras ações de conscientização durante o mês de setembro, de diálogo e acolhimento. Temos a expectativa de poder fazer a diferença na vida de pessoas que estejam precisando”. “A Unifron é uma conquista histórica para o Amapá. É a universidade federal na nossa fronteira, em Oiapoque, formando profissionais, produzindo conhecimento e ajudando o Amapá a se preparar para o futuro. É uma luta que começou com o nosso projeto e que agora está muito perto de virar realidade”. FRASES DA SEMANA RANDOLFE RODRIGUES Senador pelo Amapá “Mesmo com a redução dos casos, é importante que as famílias continuem atentas. Manter a vacinação em dia, adotar medidas de prevenção e evitar o contato com pessoas que apresentam sintomas são atitudes fundamentais para reduzir a transmissão e prevenir novos ciclos de contágio”. INGRID MARTINS Enfermeira “Nessa ação maravilhosa realizada pela Semfa sobre setembro, ministrei uma palestra sobre saúde emocional, porque saiu uma pesquisa que cerca de 14 mil pessoas acabam se suicidando no Brasil, ou seja, cerca de 38 pessoas morrem dessa forma por dia. Então, a prevenção é muito importante, pois a saúde é nossa maior riqueza” LUAN MEDEIROS Diretor da Semtradi
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