Diário do Amapá - 05/09/2026
| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 05 DE SETEMBRO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA N o recorte agregado, as pessoas com 60 anos e + passaram de 32.891.438 em 2022 para 37.457.537 em 2026, crescimento de 4.566.099 eleitores. A participação desse grupo no eleitorado subiu de 21,02% para 23,60%. Já a faixa de 34 anos caiu de 43.819.788 para 41.037.601 pessoas, passando de 28,01% para 25,85% do total. Omovimento aponta para uma composição etária mais envelhecida do eleitorado no período recente. No Amapá, de acordo com os dados do TSE, o eleitorado para as Eleições Gerais de 2026 é de 577.806 eleitores aptos a votar. Em relação a 2022, quando eram 549.950, houve acréscimo de 27.856 eleitores, equivalente a 5,07%. O eleitorado apresenta perfil predominantemente feminino, adulto e fortemente concentrado na capital Macapá. Entre 2022 e 2026, o eleitorado do Amapá cresceu 4,87%, ritmo mais de três vezes superior ao registrado no Brasil, que apresentou expansão de 1,46% no mesmo período. Isso evidencia que o Amapá apresentou uma di- nâmica de crescimento do eleitorado significati- vamente mais intensa que a média nacional. O eleitorado do Amapá segue a mesma ten- dência do país, é majoritariamente feminino. São 296.729 eleitoras aptas a votar em 2026, o que re- presenta 51%; já do sexo masculino são 280.804 eleitores representando 49%. As estatísticas do TSE também apontam que o eleitorado do Amapá nas faixas etárias de 16 a 39 anos são 412.997, o que representa 52,03% do eleitorado que é de 577.534 eleitores. Com isso fica demonstrado que a maioria do eleitorado do Amapá apto a votar nas Eleições Gerais de 2026, possui menos de 40 anos de idade. Porém, existem 466 eleitores aptos a votar nessas eleições na faixa etária de 95 a 99 anos. O Amapá, que possui 16 municípios, fica con- centrado em Macapá e Santana 70,62% do eleito- rado apto a votar nas Eleições de 2026. Os dados analisados evidenciam que as Eleições Gerais de 2026 ocorrerão em um contexto de crescimento e diversificação do eleitorado brasileiro. Embora o aumento nacional tenha sido moderado, de 1,46%, observa-se uma transformação importante na sua composição, com maior participação das mulheres e crescimento proporcional das faixas etárias mais elevadas, reforçando a tendência de envelhecimento do eleitorado. No Amapá, o crescimento foi mais acelerado que a média nacional, alcançando 4,87% entre 2022 e 2026. O eleitorado amapaense é predominantemente feminino, jovem-adulto e concentrado territorialmente em Macapá e Santana, que reúnem mais de 70% dos eleitores do estado. Destaca-se ainda a forte presença de eleitores com menos de 40 anos, demonstrando que as demandas das novas gerações terão papel relevante na disputa eleitoral. Assim, o perfil do eleitorado de 2026 revela um cenário marcado pela diversidade, pela presença majoritária das mulheres, pelas mudanças na estrutura etária e pelas particularidades regionais. No caso do Amapá, compreender essas características será fundamental para analisar as estratégias eleitorais, as prioridades dos eleitores e as tendências que poderão influenciar o resultado das Eleições Gerais de 2026. ■ Perfil do eleitorado nas Eleições Gerais de 2026 O eleitorado amapaense é predominantemente feminino, jovem- adulto e concentrado territorialmente em Macapá e Santana, que reúnem mais de 70% dos eleitores do estado. Destaca-se ainda a forte presença de eleitores com menos de 40 anos, demonstrando que as demandas das novas gerações terão papel relevante na disputa eleitoral. E-mail: diario-ap@uol.com.br Administrador, consultor e articulista ADRIMAURO GEMAQUE “ Ensina-me a contar osmeus dias, de tal maneira que alcance umcoração sábio”. Essa frase repleta de significados e ensinamentos, foi proferida por umsábio das escrituras sagradas, em uma de suas poesias eternizada no livro dos Salmos. Nesse poema, o velho sábio que viveu cerca de cento e vinte anos, no ápice da sua existência, diante das reflexões que a idademadura insiste emproporcionar, faz uma oração ao criador,quando constata a fragilidade da vida humana, em contraste com a eternidade divina. Nessa constatação, o poeta afirma que os seus dias se passam e acabam-se os seus anos como um conto ligeiro. Que a duração da vida, por mais longeva que seja, só chega aos setenta anos, e quando muito, pela robustez de alguns, aos oitenta. A reflexão do poetadescortina a realidade, daquilo queesse último trajeto reserva aos que o percorrem, somente canseira e enfado, pois, os limites da caminhada parecem apontar para o fim. Alguém pode até mesmo refutar essa constatação, uma vez que na atualidade, em razão dos avanços da medicina, ou ainda, da popularização da prática de esportes e exercícios f ísicos, a expectativa de vida dos seres humanos vem aumentando considera- velmente. No entanto, o sábio, ao propor essa reflexão, tem o propósito de chamar a atenção de seus ouvintes e leitores para a brevidade da vida, e como os viventes, muitas vezes dispersos dessa realidade, utilizam seu tempo com futilidades e banalidades, com disputas sem sentido e rivalidades inúteis, quando deveriamutilizá-lo compessoas, rela- cionamentos e propósitos. Essa reflexão é recorrente no universo dos sábios. O grande Rei Davi emuma de suas poesias salmódicas clama ao Senhor: “dá-me a conhecero meu fime qual é a soma dos meus dias,para que eu reconheça aminha fragilidade. Deste aos meus dias o comprimentode alguns palmos;à tua pre- sença,o prazo da minha vida é nada.Na verdade, todo ser humano, por mais firme que esteja,é pura vaidade. De fato, o ser humano passacomo uma sombra.Em vão se inquieta;amontoa tesouros e não sabequemficará comeles”. Em outro salmo ele diz “que a vida humana é como um sopro;seus dias são como sombra passageira”. OapostoloTiago questiona seus leitores ao dizer: “Digo- vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. O que é a vossa vida? É umvapor que aparece por umpouco, e depois se desvanece”.O grande poeta Mário Quintana ao falar sobre a vida, diz que ela“é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são 6 horas: há tempo […]. Quando se vê, passaram 60 anos! E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas”. De fato, o tempo é impiedoso, pois, traz consigo as marcas das lutas travadas na caminhada. Evidencia as derrotas sofridas na trajetória. Mas, tambémé democrático, pois, chega para todos, não importando o gênero, a classe social, o poder econômico. Otempo tem o seu próprio rumo e ritmo; é como um rio que sempre flui, hora com águas tranquilas, hora com águas turbulentas, carregando lembranças, sonhos e experiências. É um caminho sem volta; é uma via de mão única, que sempre segue para frente. Omesmo tempo que desafia é o tempo que acalma, traz e leva embora a dor. Ensina a crescer, superar e amar. Diante desse cenário, como contar os dias, de maneira que se alcance umcoração cheiode sabedoria? Primeiramente é indispensável compreender, que o poeta em questão, chama a atenção dos seus leitores, quanto ao significado de uma vida plena. Ele demonstra que não se pode viver ple- namente, a não ser que se viva segundo a vontade daquele que os criou. Somente escondidos nEle, se pode desfrutar da sua graça, sendo confirmados como obras de suas mãos. Outrossim, é necessário entender que contar os dias é o mesmo que refletir sobre o tempo já utilizado, como ele foi vivido, quais experiências foram amealhadas, que lições foramaprendidas, coma finalidade de não repetir os erros, de priorizar o importante em detrimentodourgente, de valorizar pessoas ao invés de coisas, de fortalecer relacionamentos, de viver propósitos, de firmar alianças saudáveis, de lutar por justiça e não por conveniências, de fazer o que é certo e não o que é esperado. Talvez seja por isso, que Verônica Shoffstall diz em sua poesia, que somente o tempo é capaz de nos ensinar a sutil diferença entresegurar uma mão e acorrentar uma alma; que amar não significa apoiar-see companhia não quer sempre dizer segurança; que beijos não são contratose presentes não são promessas. Que o tempo é capaz de nos ensinar a aceitar as derrotascoma cabeça erguida e os olhos adiante, coma graça de uma mulher, e não coma tristeza de uma criança. Que depois de um tempo se aprendeque até mesmo a luz do sol queimase você a tiver demais, por isso, é necessário plantar seu próprio jardim, e enfeitar a sua própria alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. A vida é passageira, por isso, viva-a plenamente. Reflita sobre seus dias, realinhe suas prioridades, aproveite as oportunidades para investir em pessoas e relacionamentos, ame incondicionalmente, tenha um propósito, para que o final dessa trajetória não seja de solidão e arrependimentos. ■ Ensina-me a contar os meus dias Talvez seja por isso, que Verônica Shoffstall diz em sua poesia, que somente o tempo é capaz de nos ensinar a sutil diferença entresegurar uma mão e acorrentar uma alma; que amar não significa apoiar- see companhia não quer sempre dizer segurança; que beijos não são contratose presentes não são promessas. E-mail: drrodrigolimajunior@gmail.com . Teólogo, pedagogo e advogado RODRIGO LIMA JUNIOR
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