Diário do Amapá - 06 a 08/09/2026
| NOTA 10 | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO A TERÇA-FEIRA | 06 A 08 DE SETEMBRO DE 2026 17 ■ 9ª Cuia Literária celebra o Dia da Amazônia reunindo vozes da literatura amapaense CULTURA No Amapá, a palavra também corre como rio, cria raízes no território e ganha novas formas nas vozes de quem escreve, conta histórias e faz lite- ratura. É nesse espírito que a 9ª Cuia Literária chega ao Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro, propondo uma grande mobilização em torno da lite- ratura, damemória, do território e dasmúltiplas iden- tidades amazônicas. Promovida pela Setorial do Livro, Leitura, Litera- tura e Bibliotecas do Estado do Amapá, a iniciativa reúne escritores, poetas, artistas, leitores e fazedores de cultura em uma celebração coletiva da palavra. A proposta é ocupar as redes sociais com vídeos de au- toria dos participantes, criando uma corrente literária que valoriza quem produz cultura e amplia a circula- ção da literatura amapaense. A participação contempla diferentes formas de expressão, como poemas, contos, crônicas, haicais, leituras, performances e outras manifestações relacio- nadas à literatura. Para fazer parte da 9ª Cuia Literária, cada participante deve publicar seu vídeo no próprio Instagram e, no momento da postagem, enviar um convite de colaboração para o perfil da Setorial do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, permitindo que os conteúdos sejam reunidos em uma grande construção coletiva. A escolha do Dia da Amazônia como mote desta edição reforça a relação entre a literatura e o lugar onde ela nasce. Mais do que falar sobre a floresta, a proposta é abrir espaço para as pessoas que vivem, imaginam, narram e reinventam a Amazônia a partir de suas experiências, afetos, memórias e diferentes maneiras de enxergar o mundo. Ao longo de suas edições, a Cuia Literária vem se consolidando como uma ação de valorização da lite- ratura e de democratização do acesso à cultura. Criado pela Setorial do Livro, Leitura, Literatura e Bi- bliotecas, o projeto aproxima autores e leitores e esti- mula a presença da produção literária em diferentes territórios e espaços de convivência. ■ ● MEMÓRIA A ções e sentenças que fizeram parte da história nem sempre permanecem em lembranças e gavetas. O Museu Histórico do TJAP, criado em 1992, pelo então presidente, desembargador Dôglas Evangelista, atua como ferramenta de preservação damemória, cidada- nia e democratização do acesso ao conhecimento. Aberto de segunda a sexta, das 7h30 às 13h30, o espaço na sede do TJAP está reformulado e conta comobjetos, documentos da- tados até o século XIX, imagens e prêmios adquiridos ao longo dos 35 anos do Poder Judiciário ama- paense. O museu possui preservação e catalogação permanente por meio de servidores especializados em Museologia e História, e seu acervo reúne documentos que ajudam a re- velar como a Justiça funcionava no território amapaense antes mesmo da criação do Estado. Um dos destaques é o Livro de Notas nº 01 da Vila de Mazagão, considerado o documento mais an- tigo catalogado, com registros entre 1841 e 1846. O material conecta o Judiciário atual a uma história de quase dois séculos. O acervo tam- bémpossui um raro livro de registro com a “classificação dos escravos li- berados pelo fundo de emancipa- ção” da Vila deMazagão, entre 1872 e 1884. Os documentos permitem pes- quisar e discutir temas como a es- cravidão no Amapá, processos de liberdade e desigualdades que fazem parte da formação histórica do ter- ritório, além de preservar as histó- rias das pessoas que viveram naquele período. Para o museólogo do Judiciário amapaense, Michel Ferraz, oMuseu Histórico é um local de preservação da memória institucional e de refle- xão sobre o papel do Judiciário na sociedade amapaense. “Esse museu é umesforço do Tribunal, tanto para torná-lo uma vitrine da memória institucional quanto para ser um es- paço pensado para refletirmos sobre a atuação desse Judiciário e suas configurações na sociedade ama- paense ao longo da história”. Embora o Tribunal de Justiça do Amapá seja uma instituição jovem, o acervo preservado pelo museu resgata as bases da organização ju- diciária no território, que remetem à antiga Comarca de Macapá, criada em 1841. “Buscamos resga- tar as bases que remetem à antiga Comarca de Macapá. O trabalho tem sido reunir documentos, obje- tos e elementos que ajudem a con- tar um pouco mais dessa história”, afirmou o servidor responsável pelo espaço. ■ MUSEU HISTÓRICO DO TJAP GUARDA REGISTROS QUE AJUDAM A CONTAR A HISTÓRIA DO AMAPÁ “A Feira do Sebrae é uma grande oportunidade. O Vale do Jari vem crescendo e trouxemos quatro artesãos este ano, com peças de R$ 10 a R$ 600, como luminárias de fibra de bananeira”. JOSELI ANDRADE Expositor KARINA ALFAIA Sec. municipal de Educação “Assim que assumimos a gestão da educação municipal, uma das primeiras escolas que visitei, foi a EMEF Sandra Lobato. Essa instituição conta com uma margem de matrículas muito elevada e as crianças estavam sem estudar desde janeiro, pois estavam matriculadas, porém o prédio anexo não tinha condições de receber esses alunos”. “O número de projetos submetidos mostra a força e a capacidade dos nossos pesquisadores. São 62 propostas para 20 bolsas, o que demonstra que existe uma demanda qualificada e um ambiente científico cada vez mais preparado no Amapá” FRASES DA SEMANA GUTEMBERG SILVA Diretor-pres. da Fapeap “Estamos fazendo uma feira que se expandiu naturalmente. Os empreendedores do Vale do Jari compreenderam a importância de se qualificar, de se preparar, estudar para empreender, aprender a empreender. Essa é a máxima que estamos levado à frente durante a nossa gestão”. JOSIEL ALCOLUMBRE Presidente do Sebrae “Com a união entre os recursos naturais do Amapá, apoio governamental e inovação industrial, o projeto coloca a Região Norte no centro da transição energética e do avanço tecnológico da mobilidade elétrica no Brasil”. MAMEDE BARBOSA Secretário de Mineração FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa NOTA 1
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