Diário do Amapá - 06 a 08/09/2026

..e sua pequenez Neoaliado de Lula da Silva por interesses ainda não revelados, e ao defender Alexandre de Moraes e não pautar seu impeachment, mostra o nada que é. IA nas empresas A IA já é prioridade para 86% das empresas brasileiras em 2026, mas só 29% têm políticas claras para seu uso, aponta pesquisa da Alina, plataforma de gestão de pessoas, com 51 empresas. Apesar de 75% incentivarem a tecnologia, apenas 39% dizem que os funcionários sabem como aplicá-la e 43% oferecem treinamento. “É preciso transformar a prioridade em políticas efetivas para as equipes”, afirma Marcel Hwa, CEO da Alina. IA em casa Um recorte do relatório “Estado da Segurança Física 2026”, da Genetec, mostra que 78% dos usuários finais respondentes no Brasil projetam ambientes cloud ou híbridos para a segurança física nos próximos cinco anos. O movimento acompanha a adoção de novas tecnologias: 77% já implementaram ou planejam implementar a IA. A pesquisa foi realizada emmodo online e ouviu 7.368 profissionais de segurança física. Cegueira interesseira.. Vamos lembrar ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP), quem ele é? Num País sério, estaria cassado e ou preso. Alcolumbre parece um vereador de quinta categoria que não merece o Senado, inventado e posto na poltrona pelo então ministro Onyx Lorenzoni para ser um “pau mandado” do presidente Jair Bolsonaro. Já foi capa da “VEJA” por denúncia de rachadinhas no gabinete quando deputado. Follow the money Pelo menos dois grandes bancos (um estrangeiro e outro nacional) contrataram um grande escritório de peritos e detetives para rastrear os bilhões de reais que Daniel Vorcaro diz ter para reembolso. Essa turma que levou calote – de bilhões também – não quer esperar a boa vontade do “banqueiro” preso. Aliás, com sangue nos olhos, os investidores vão atrás de cada centavo, até de imóveis dados como presentes. Gonezinho O advogado Ciro Soares, amigo próximo do PGR Paulo Gonet, era a ponte entre ele e Vorcaro, revelam as mensagens amigáveis (até demais) no inquérito da PF. Certo dia ele pede que o “banqueiro” inclua o filho de Gonet na farra do uísque & charuto em Londres. O surgimento de Gonezinho conota que o PGR estava com inveja da prosperidade de Moraes junto ao banco… Cadê o CNJ? Ministro do STF Edson Fachin, presidente. Ministros do STJ Benedito Gonçalves e Mauro Campbell, Corregedores. Ronaldo Araújo Pedro na Ouvidoria. Conselheiros: Kátia Arruda, Jaceguara Dantas da Silva, Andréa Cunha Esmeraldo, Paulo Régis Botelho, Fabio Francisco Esteves, Ilan Presser, Noemia Porto, Silvio AmorimJúnior, Carlos Vinícius Alves Ribeiro, Marcello Terto, Ulisses Rabaneda, Daiane Nogueira de Lira, Rodrigo Badaró. Essa é a turma do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) responsável por analisar e julgar a conduta de juízes e ministros de altas Cortes, e que até agora não soltou um “a” a respeito do publicizado potencial conflito de interesses entre Alexandre de Moraes, ministro do STF, e o banqueiro Daniel Vorcaro, cujos vínculos entre eles foi pela advogada Viviane Barci. Apesar desse aparato todo, o CNJ avisa que o STF “não está sujeito aos procedimentos de sua competência”. Mas não se trata aqui da instituição: e a pessoa do ministro e seus atos? E segue a blindagem. D iante do crescimento expressivo do número de elei- tores com algum tipo de deficiência f ísica ou difi- culdade motora, a Justiça Eleitoral estruturou uma série de iniciativas que permitem a esses cidadãos e cidadãs exercer o direito ao voto com autonomia e dignidade. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que o eleitorado com alguma deficiência aumentou quase 14 vezes (ou 1.290%) em 16 anos, saltando de 141.690, em 2010, para os atuais 1.970.165. Sobre as candidaturas, a base de dados do tribunal só informa a evolução dos últimos quatro anos, período no qual o pedido de registros passou de 489 para 524. Transporte Com o Programa Seu Voto Importa, instituído em fe- vereiro de 2026, pela Resolução 23.753, a Justiça Eleitoral se compromete a viabilizar, no dia da eleição, mediante pedido prévio, transporte especial gratuito para eleitores que enfrentam dificuldades para chegar aos locais de votação devido a algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida. O transporte será viabilizado pelos tribunais regionais eleitorais (TREs) em suas respectivas unidades federativas, por meio de acordos de cooperação técnica. Para o primeiro turno, em 4 de outubro, os interessados têm até o dia 14 de setembro para formalizar o pedido presencialmente, em um cartório eleitoral, ou por meio dos canais de atendimento informados no site do TRE responsável pelo local de vota- ção. A solicitação pode ser entregue pelo próprio eleitor ou eleitora, ou por seu procurador legal, curador ou apoiador. Também será necessária autodeclaração ou documentação que comprove a deficiência ou a dificuldade de locomoção. O TRE de São Paulo, por exemplo, informou, nesta sexta-feira (4) que o serviço será disponibilizado em mais de 300 cidades do estado, contemplando pessoas com defi- ciência e que apresentarem dificuldade para se movimentar, incluindo idosos, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e pessoas obesas. ■ MOBILIDADE Justiça Eleitoral garante transporte e urnas adaptadas para PCD N ascida em uma família grande em Manaus, Kalyane Ribeiro não ima- ginava que teria dificuldades para engravidar. Mas, aos 32 anos, após um ano e meio de tentativas, ela passou pela perda gestacional precoce, uma interrupção in- voluntária da gravidez que pode ocorrer até a 20ª semana da gestação. “Eu sempre falo para as pessoas que quando a gente passa por uma perda ges- tacional, mesmo que seja precoce, a gente entra em um buraco. Parece que a gente abre uma porta para um lugar com poucas pessoas dentro, e as pessoas que estão do lado de fora não conseguem saber o que tem lá”, disse. O cuidado e a atenção com a saúde mental após a perda gestacional, como a vivida porKalyane, são ainda negligenciados, segundo a Federação Brasileira das Asso- ciações de Ginecologia e Obstetrícia (Fe- brasgo).NesteSetembroAmarelo, campanha nacional de conscientização sobre a pre- venção ao suicídio no Brasil, a associação chama atenção para a questão. Muitas vezes, a perda gestacional é ne- gligenciada por familiares, amigos e até mesmo por profissionais de saúde, conta Kalyane. “As pessoas do mundo real, aqui fora, elas não querem saber. Você só escuta um ‘você vai ter que tentar de novo, vai dar certo.’ Sóque não é uma questãode substituir o filho, né? A gente não tá procurando um substituto”, diz. Trauma Aperda gestacional constitui umevento traumático e exige acolhimento e assistência especializada, ressalta o vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em As- sistência aoAbortamento, Parto e Puerpério da Febrasgo, o obstetra Romulo Negrini. "Independentemente da idade gesta- cional, a perda pode provocar tristeza pro- funda, sensação de vazio, culpa, ansiedade, dificuldade para dormir, irritabilidade e perda do interesse pelas atividades do dia a dia. Sofrer intensamente nesse momento é uma reaçãohumana esperada enão significa, por si só, que a mulher tenha desenvolvido uma doença psiquiátrica", diz Negrini. De acordo com o obstetra Eduardo Felix Martins Santana, entre 15% e 20% das gestações não evoluem. O integrante da Comissão da Febrasgo e professor da Universidade Federal de SãoPaulo (Unifesp) e do curso de Pós-Graduação do Hospital IsraelitaAlbert Einstein ressalta anecessidade de apoio durante o luto. “É umdesafio passar por isso e é muito importante que a mulher não passe por isso sozinha”, enfatiza Santana. A psiquiatra Andréa Cristina Galastri, professora do Instituto de EducaçãoMédica (Idomed), acrescenta que questões hormo- nais que fazem parte do processo da perda também impactam a saúde mental. As al- terações hormonais duram cerca de 15 dias, de acordo com a médica. “Os hormônios aumentam durante a gravidez e no pós-parto damulher. Os hor- mônios são para manter a placenta, para manter o feto viável. Então, quando amulher tem a perda da gestação, os hormônios também caem. Então, junto à queda hor- monal, que seria igual a uma TPM [tensão pré-menstrual], só quemaior, tema questão da sensibilidade da perda”, explica. ■ SAÚDE SAÚDE MENTAL APÓS PERDA GESTACIONAL REQUER ATENÇÃO DE PROFISSIONAIS V Foto/ Tomaz Silva/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO A TERÇA-FEIRA | 06 A 08 DE SETEMBRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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