Diário do Amapá - 09/09/2026

CIDADES QUARTA-FEIRA | 09 DE SETEMBRO DE 2026 10 |CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa O Amapá ocupa a segunda posi- ção entre os estados da Ama- zônia Legal com o menor número de focos de calor registrados no período de 1º de agosto a 8 de se- tembro. Do total de 11.938 ocorrên- cias detectadas na região, apenas 0,8% estão localizadas no território ama- paense. Apesar da baixa concentração do estado no cenário regional, oGoverno do Amapá mantém atenção redo- brada para o período mais crítico da estiagem. Dados acompanhados pela Sala de Situação da Secretaria de Es- tado do Meio Ambiente (Sema), por meio do “Painel do Fogo Amapá”, mostramque, entre 1º de agosto e 8 de setembro de 2026, foram registrados 90 focos de calor, contra 16 nomesmo intervalo de 2025 e o crescimento de aproximadamente 462,5% no período comparado. O Governo do Estado vem inten- sificando as ações integradas de pre- venção, monitoramento e resposta às queimadas e aos incêndios florestais. Entre as principais ferramentas está o Painel do Fogo Amapá, desenvolvido para fortalecer a atuação da Sala de Si- tuação coordenada pela Sema. A plataforma faz parte dos recur- sos tecnológicos, informações de sen- soriamento remoto e dados de diferentes bases, incluindo registros do InstitutoNacional de Pesquisas Es- paciais (Inpe) e informações do Ca- dastro Ambiental Rural (CAR). O cruzamento desses dados per- mite acompanhar a distribuição espa- cial dos focos, identificar áreas priori- tárias e fornecer informações estraté- gicas às equipes responsáveis pela prevenção, fiscalização e combate. “Comomonitoramento contínuo, conseguimos identificar rapidamente onde os focos estão ocorrendo e reu- nir informações territoriais que aju- dam a orientar as equipes de campo. Essa tecnologia amplia nossa capaci- dade de prevenção, melhora o plane- jamento e contribui para uma resposta mais rápida e eficiente”, explica Mar- cos Almeida, diretor de Desenvolvi- mento Ambiental da Sema. Prevenção e combate Em 2026, a Sema autorizou a con- tratação de 62 guarda-parques, que receberam capacitação para atuar nas Unidades de Conservação estaduais e apoiar as ações de prevenção e res- posta durante o período de maior risco de incêndios florestais. As atividades fazem parte de uma estratégia integrada que reúne órgãos estaduais e federais, incluindo a Ope- ração Amapá Verde – Protetor dos Biomas, a Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), o Instituto Brasileiro doMeio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). ■ ATÉ 20 DE SETEMBRO O potencial turístico do Vale do Jari, no sul do Amapá, é um dos principais destaques da Feira de negócios, realizado pelo Governo do Estado em parceria com o Sebrae. O evento encerrou neste domingo, 6, no Terminal Rodoviário. Empreendedores festejaramos dias de vendas. No segmento do turismo, a participação ativa das agên- cias de viagens tem sido determinante para redefinir rotas, atrair investimentos e fortalecer o potencial turístico do sul do Amapá. “O turismo é algo novo no Vale do Jari, mas o Amapá vive um momento de maior valorização do setor. Laranjal do Jari tem como principal cartão-postal a Cachoeira de Santo Antônio, além de 26 comunidades”, reforçou a em- preendedora da agência Jari Tur, Tassia Paixão. Com a base no turismo comunitário, a Cooperativa da Cachoeira de Santo Antônio, formada por 26 lideranças fe- mininas, e atuando há três anos na Cachoeira, Padaria, Qui- lombo São José e Iratapuru, toda a região do Alto do Jari, teve seu espaço na Feira de Negócios. “A cachoeira ao lado, o turismo vibrando na nossa frente, e nós, invisíveis e abandonados. Decidi continuar a luta do meu pai, e hoje reunimos 26 cooperadas (80% da comunidade). Oferecemos restaurante, conquistamos o 3º lugar no concurso da Abrasel em Macapá com nosso pudimde castanha e firmamos parceria com a agência Vale Jari para impulsionar o turismo local”, destacou a presidente da cooperativa, Patrícia Farias, de 29 anos. ■ SUCESSO A lunos das escolas municipais Ana Cristina Ramos Brito e Escola Amapá assistiram, neste sábado, 5, ao espetáculo teatral “Catarina queria ser gente”, no Tea- tro SESI. A programação integra o projeto “Em Cartaz – Arte e Cultura Amapaense”, promovido pelo Serviço Social da Indústria (SESI) para aproximar a comunidade escolar da produção artística local. A programação reuniu os estudantes para uma experiên- cia fora do ambiente escolar. Para parte das crianças, a ati- vidade também marcou o primeiro contato com um teatro e com uma apresentação de artes cênicas. A iniciativa permi- tiu que os conteúdos trabalhados em sala fossem relaciona- dos a uma vivência cultural. O espetáculo acompanha a personagem Catarina em uma jornada por diferentes fases da vida, a partir de um encontro com o Tempo. A narrativa aborda temas como sonhos, es- colhas e a construção da própria identidade.Para a presi- dente do Conselho Municipal de Educação de Macapá, Rosylene Cunha, a atividade amplia as experiências de aprendizagem para além da sala de aula. ■ Feira de Negócios fortalece empreendedorismo e o potencial turístico do Vale do Jari AMAPÁ TEM SEGUNDO MENOR NÚMERO DE FOCOS DE CALOR ENTRE OS ESTADOS DA AMAZÔNIA LEGAL EM 2026 “PAINEL DO FOGO AMAPÁ” A os 7 meses de vida, Aurora Isabela Garcia passou por um procedimento delicado para o controle do glaucoma congênito no Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (Hcal), em Macapá. O atendimento contou com o suporte da nova estrutura tecnológica do serviço de Oftalmologia, que recebeu equipamentos que ampliam a precisão e a segurança em procedimen- tos de maior complexidade. A mãe, a cubana Thalia Garcia, de 24 anos, perce- beu que um dos olhos da filha , à época com 4 meses, estava visivelmente diferente, tanto no tamanho quanto na coloração. A família buscou atendimento particular e recebeu o diagnóstico de glaucoma congênito. Depois disso, procurou a rede pública estadual, e a Aurora passou a ser acompanhada pela equipe especializada do Hcal. Desde o diagnóstico, Aurora vem recebendo acompanhamento especializado para o controle da doença e a preservação da visão. Para reduzir a pressão ocular, a bebê foi submetida a uma “ciclofotocoagulação”, proce- dimento que usa um laser para atingir uma parte do olho chamada corpo ciliar, reduzindo a produção do líquido que circula dentro do olho e, assim, ajudando a diminuir a pressão ocular. “Sou muito grata por todo o cuidado com a minha filha. Quando descobrimos o glaucoma, ficamos muito preocupados, mas encontrar uma equipe preparada e poder fazer o tratamento aqui no Amapá nos trouxe muita esperança”, agradece Thalia. ■ NOVOS EQUIPAMENTOS Estrutura do HCAL é ampliada para cirurgias oftalmológicas delicadas Alunos de escolas municipais participam de programação cultural no Teatro SESI

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