Diário do Amapá - 09/09/2026

Expectativa$ O Brasil espera ansioso – por diferentes motivos, cada cidadão com o seu – pela estreia do filme “Dark Horse”, a cinebiografia hollywoodiana (com uma penca de atores estrangeiros conhecidos), que custou, pelo citado mas não explicado, quase R$ 100 milhões. Mas no vaivém de versões, falta um personagem falar, e segue calado: o que tem a dizer o ator Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro? Gostou? Não gostou? NFS-e de bilhões Estudo realizado pela plataforma Qive mostra que cerca de 40,4 milhões de Notas Fiscais de Serviço Eletrônicas (NFS-e) movimentaram R$ 277,3 bilhões entre janeiro e junho deste ano no Brasil. O setor de serviços liderou em valor, com R$ 71,2 bilhões, enquanto a Indústria somou R$ 44 bilhões. São Paulo concentrou 40% das emissões das notas e R$ 107,6 bilhões em serviços contratados. Brasil da vaquinha O presidenciável Renan Santos (Missão) se mantém em 1º na Vaquinha eleitoral online, que arrecada doações. Com 27.636 doadores, ele ganou até ontem R$ 1,78 milhão. Marcel van Hattem (Novo-RS), que concorre ao Senado, é o 2º com R$ 929 mil de 10.932 pessoas. Em 3º aparece Jones Manoel (PSOL- PE), candidato a deputado federal, com R$ 595 mil e apoio de 11.856 pessoas. Queimou a língua Na reta final da campanha, o presidente Lula queimou a língua e vai perder votos dia 4 por causa do pronunciamento em rede nacional, há dias, em defesa do STF. É o que mostram qualitativas de partidos. A defesa da Corte foi entendida como uma proteção ao ministro Alexandre de Moraes e seus sérios problemas. O staff caça a bruxa da ideia: O petista puxou para si e para dentro do Governo um problema que era do STF. Fique na cela Entre os numerosos credores – de milhão a centenas de milhões e bilhões – do “banqueiro” Daniel Vorcaro está um nome da máfia milanesa que mora no Brasil. Plantando… colhe Um personagem poderoso do mercado, que evita holofotes, apareceu com as duas mãos – uma em cada lado – na campanha presidencial. O jovem Erasmo Carlos Battistella, controlador do grupo BSBios – maior produtor de biodiesel da América Latina e ex-sócio da Petrobras no setor – doou R$ 500 mil para cada uma das campanhas do presidente Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. É aquela história: a exemplo de magnatas que fazem negócios bilionários, não é bom escolher um lado. Sobre doações de pessoas às campanhas, até ontem Lula conseguiu R$ 660 mil, menos da metade do que alcançou Flávio (R$ 1,46 milhão). Há casos curiosos de ambos os candidatos. A professora Mayra Cristina da Luz Pádua Guimarães doou 40 mil ao petista, e no lado bolsonarista aparece o head global da Mayer Brown Energy, o carioca Alexandre Chequer, que vive nos EUA, com R$ 120 mil. E segue a caravana. A educação brasileira segue com desempenho muito inferior ao de países desenvolvidos, mas a diferença caiu ao longo das últimas duas décadas. É o que apontam os mais recentes resultados do Programa Inter- nacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), referente ao ano de 2025, divulgados nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Aplicado a cada três anos pela entidade, o Pisa avalia os conhecimentos de estudantes na faixa de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências. Com os resultados de 2025, que se mantiveram estáveis em relação a 2022, o Brasil segue no grupo abaixo da média dos países da OCDE nas três disciplinas. Foram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. Nesta mesma ordem, a média de 23 países da OCDE ficou em 466 (leitura), 469 (matemática) e 486 (ciências). Cada 20 pontos equivalem a um ano escolar. Em matemática, por exemplo, o Brasil está com cerca de 4,6 anos de atraso em relação aos membros da OCDE. A distância, no entanto, já foi bem maior, quando se comparam os dados entre os anos de 2006 e 2025. A diferença de desempenho em relação à média dos países da OCDE diminuiu de 102 para 58 em leitura (redução de 44 pontos), de 131 para 92 em Matemática (39 pontos) e de 113 para 77 em Ciências (36 pontos). O estudo do ano passado envolveu 760 mil estudantes de 91 países. O Brasil participou da pesquisa com 30.140 estudantes. O perfil dos participantes brasileiros avaliados foi composto por 72,4% de estudantes oriundos de escolas da rede estadual, sendo a quase totalidade (96,9%) delas localizada em áreas urbanas. Cerca de 84,7% estavam ma- triculados na 1ª ou 2ª série do Ensino Médio na época das provas, aplicadas entre abril e maio de 2025. Nesta edição, o foco foi o letramento dos alunos em ciências, com o maior número de itens aplicados. Foi em ciências, aliás, que a nota do Brasil mais evoluiu na comparação com o ciclo anterior de avaliação (2022), saltando de 403 para 409 pontos. ■ PISA Brasil reduz diferença para países ricos no desempenho escolar O ministro André Mendonça, re- lator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (8) afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de suas funções. Mendonça também afastou preven- tivamente o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. Oministro atendeu a pedido do partido Novo. O ministro justificou a urgência da medida diante do que disse ser a “su- perlativa gravidade” e “ilicitude” da di- vulgação de “relatórios de inteligência” da PF pelo ministro Alexandre de Mo- raes, também do Supremo. O movimento ocorre após Moraes ter tornado público, na semana passada, um relatório da PF em que se sugere um possível direcionamento das inves- tigações do caso Master contra desafetos políticos de Mendonça. O documento, contudo, não é assinado nem possui o cabeçalho da PF. “Inicialmente, verifica-se que o ‘do- cumento’ é apócrifo, sem timbre ou qualquer outro símbolo gráfico capaz de lhe empregar o mínimo grau de legi- timidade e confiabilidade, inviabilizando qualquer conferência quanto à sua au- toria e data de elaboração”, destacou Mendonça. "[O episódio] impõe a adoção de providências imediatas para evitar que as prerrogativas da magistratura, da ad- vocacia pública e da própria atividade policial continuem sendo vilipendiadas”, escreveu o ministro. A Agência Brasil busca posiciona- mento da Polícia Federal. Até o mo- mento, a corporação não se manifestou. Monitoramento sistemático Mendonça destacou ainda que o re- latório em questão faz ele próprio o alerta de que suas “inferências” são “sem valor probatório”. O ministro cita of ício assinado por Andrei Rodrigues dando conta de que ao menos seis relatórios do tipo foram produzidos tendo Mendonça como alvo, os quais teriam sido recebidos pelo di- retor-geral da PF entre os dias 3 e 31 de agosto de 2026. “Ou seja, ao menos há mais de 30 dias este relator tem sido monitorado pela Polícia Federal. Trata-se de moni- toramento ilícito deMinistro da Suprema Corte do país, o que por si só revela a gravidade da situação”, escreveu. Em sua decisão, o ministro esmiúça o teor do relatório divulgado por Moraes e aponta para o fato de que o próprio documento afirma se tratar de conjec- turas que não autorizariam “providências formais”, mas sugere a continuidade do monitoramento e coleta de informações tendo Mendonça como alvo. “Importa registrar que este relator foi submetido a monitoramento siste- mático por parte da inteligência da Polícia Federal”, escreveu o ministro. ■ MONITORAMENTO SISTEMÁTICO MENDONÇA AFASTA ANDREI RODRIGUES DA DIREÇÃO-GERAL DA POLÍCIA FEDERAL V Foto/ Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUARTA-FEIRA | 09 DE SETEMBRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=