Diário do Amapá - 15/09/2026

CEOsTur O Brasil deve movimentar US$ 35,8 bilhões em viagens corporativas em 2026, crescimento de 13,8% em relação ao ano anterior, segundo a Global Business Travel Association (GBTA), e será tema do Academia Flow Summit, no dia 18/9, no Fairmont Copacabana (RJ). O encontro reúne especialistas para discutir como a IA, as estratégias e os fatores humanos estão redesenhando o setor. Insc: academiaflowsummit.com.br . Ponto Final A grande verdade no STF é que eles perderam a vergonha na cara. Não admitem erros, não abrem mão de cargos e benesses, e apontam culpados para todos os lados, menos dedos para a própria consciência. E a culpa vai sobrar para a sociedade que cobra a moralidade. Aguardem. Aldeia Maracanã Deve ser desfeita a promessa de compra e venda do terreno da Aldeia Maracanã (ao lado do estádio), antigo Museu do Índio, realizada em 2013 entre a Conab – detentora do espaço – e o Governo do Rio de Janeiro. O acordo previa pagamento de R$ 60 milhões pelo Estado, que quitou pequena parte do valor. Em posse da União, a intenção é transformar a Aldeia em reserva indígena. Lá vivem 14 famílias de diferentes etnias. Mais mercado Organizada pelo Ministério da Agricultura, a auditoria presencial realizada pela autoridade sanitária da Indonésia, ocorrida entre junho e julho, habilitou 21 frigoríficos brasileiros para exportação de carne e miúdos bovinos para o país asiático. O total de estabelecimentos autorizados a atender os indonésios saltou de 52 para 73. Os novos liberados para a exportação são do AC, GO, MT, MS, PA, PE, RS, RO, SP e TO. Voto & mercado A poucas semanas das eleições, o presidente Lula dosa sua agenda por cálculo eleitoral, explorando temas a taxação das blusinhas e o fim da escala 6×1, mas evitando desgaste com temas espinhosos. Segue fora da pauta, para citar um caso, a dragagem do Rio Tapajós na região Norte, autorizada pela Marinha e pela SEMAS, paga pelo setor privado para manter a navegabilidade do Arco Norte e conter o custo do frete. Queimando a língua Não bastassem as acusações de Jair Bolsonaro sobre a legitimidade e segurança das urnas eletrônicas – que o levaram à cadeia – agora é o presidente Lula da Silva (PT) quem queima a língua a 20 dias da eleição. Repercutiu muito mal no Tribunal Superior Eleitoral – das hostes aos ministros, dos técnicos aos juízes auxiliares – a fala do presidente, há dias em Teresina, citando risco de “falcatrua” na eleição e cobrando lisura no procedimento. Piauí é a terra natal do ministro presidente do TSE, Cássio Nunes – indicado por Bolsonaro. Até ontem, não há registro de que nenhum presidente vá enviar comitivas para acompanhar a eleição no Brasil – tampouco os Estados Unidos, a quem Lula sugere que pode influenciar no pleito. O TSE confirma que pelo menos sete organizações internacionais de renome vão acompanhar em Brasília a totalização das urnas, entre elas comitivas da OEA, Parlasul e União Europeia. U ma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (14) aponta umcenáriopreocupante: as condições e as características do trabalho jornalístico, aliadas ao constante assédio e ao baixo apoio social, expõemos profissionais de imprensa do Brasil a uma série de potenciais problemas de saúde mental. Produzido pela Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho (Fundacentro) com o apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o estudo Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil aponta a urgência de empregadores, entidades de classe e formuladores de políticas públicas reconhecerema gravidade da situação e atuarempara promover umambiente de trabalho mais seguro, justo e saudável para os profissionais da catego- ria. Quase metade (48%) dos 257 jornalistas brasileiros recru- tados via amostragem para responder a um questionário online afirmaram sofrer com sintomas de insônia. O percentual é superior à média nacional registrada no relatório Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Brasil) 2006-2024, do Ministério da Saúde, que registra média entre 28,7% (emNatal) e 38% (emMaceió). Trinta e seis por cento dos entrevistados tambémrelataram episódios típicos de umquadro de ansiedade, enquantometade dos entrevistados (50%) disse enfrentar quadro de depressão. Desses últimos, 9% elencaram sintomas de depressão severa e 16%, extremamente severa. Além disso, 21,5% dos que responderam ao questionário revelaram consumir bebidas alcoólicas em consonância com padrões de frequência e de quantidade que sugerem o uso de risco (18,7%) ou nocivo (1,6%). Além disso, as respostas de 1,2% dos entrevistados indicam uma provável dependência. Analisando outros estudos, Bruna Balarotti e ElaineCristina Marqueze, as responsáveis pela pesquisa apresentada durante reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Con- gresso Nacional, destacam que o dinamismo e, consequente- mente, o estresse, são características intrínsecas ao jornalismo que expõem os profissionais a riscos psicossociais. ■ INSÔNIA Assédio e sobrecarga ameaçam saúde mental de jornalistas, diz pesquisa O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta segunda-feira (14) o sigilo sobre umprocesso que trata da rede de pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A medida foi tomada após determi- nação do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Mais cedo, a Procurado- ria-Geral daRepública (PGR) havia opinado pela retirada do sigilo que ainda vigorava sobre o processo. Fachin, por sua vez, havia sido acionado pelo ministro Alexandre de Moraes, que em of ício disse ser essencial a quebra do sigilo da petição sobre os pagamentos de Vorcaro antes do julgamento marcado para terça-feira (15). Amanhã, o plenário decidirá sobre a abertura de investigação sobre Moraes. Com a nova retirada de sigilo, o STF derrubou o segredo judicial sobre 54 linhas de investigação derivadas da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro. Julgamento No julgamento de terça, os ministros devem se debruçar sobre um relatório da Polícia Federal (PF) que traz 52mensagens que os investigadores dizem ter sido en- viadas por Vorcaro a Moraes, com quem o ex-banqueiro demonstra ter relação pró- xima. O material foi recuperado do celular apreendido de Vorcaro. Asmensagens fo- ramenviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, dia em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. Nas mensagens, Vorcaro aparenta compartilhar com Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o es- critório da advogada Viviane Barci deMo- raes, esposa doministro. Emoutro trecho, o ex-banqueiro busca informações sobre a operação da PF para prendê-lo. As res- postas do interlocutor não puderam ser resgatadas, informaramos investigadores. O relatório veio à tona no início de setembro, quando o sigilo sobre omaterial foi retiradopeloministroAndréMendonça, relator do caso Master no Supremo. O ato desencadeou uma crise sem prece- dentes na Corte, com embate entre os ministros. A PGR pediu ao Supremo a anulação do relatório, devido a supostas irregulari- dades na sua produção. Segundo o órgão, o relator não poderia ter autorizado o avançodas investigações sobre umministro do Supremo semter informado ao plenário previamente. Reação Em resposta, Moraes divulgou o que disse ser um “relatório de inteligência” da PF segundo o qual haveria direcionamento das investigações do caso Master por Mendonça, com objetivo de atingir desa- fetos políticos. Odocumento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que omaterial foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. ■ INVESTIGAÇÃO MENDONÇA RETIRA SIGILO DE PROCESSO SOBRE REDE DE PAGAMENTOS DE VORCARO V Foto/ Banco Master/Divulgação ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 15 DE SETEMBRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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