Diário do Amapá - 15/09/2026
O s empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta final apresentada pelo banco e decidi- ram manter a greve nacional, iniciada na quinta-feira (10). A paralisação segue por tempo indeterminado, enquanto as enti- dades sindicais buscam retomar as nego- ciações. Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos trabalhadores votaram contra a proposta em assembleia encerrada às 23h desta sexta-feira (11). O principal ponto de divergência é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. A proposta apresentada pela instituição previamudanças nomodelo de custeio e nas regras de coparticipação. Justiça Antes da votação, a Caixa afirmou que a proposta era final e indicou que po- deria recorrer à Justiça do Trabalho caso fosse rejeitada. O banco deve avaliar o ingresso de umdissídio coletivo, instrumento utilizado para que a Justiça do Trabalho estabeleça condições para solucionar o impasse entre empregados e instituição. Apesar da rejeição, a Caixa afirmou que mantém o diálogo aberto com as en- tidades representativas dos trabalhadores e que pretende buscar um entendimento. Origem A paralisação começou na quinta-feira (10), depois que os trabalhadores rejeitaram uma proposta anterior para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Con- traf-CUT), mais de 90% das bases sindicais haviam rejeitado o texto anterior apre- sentado pela Caixa. Em São Paulo, Paraná e outras regiões, agências amanheceram fechadas no início da greve. Os caixas eletrônicos continuaram disponíveis. Proposta rejeitada Entre os principais pontos oferecidos pela Caixa estavam: prêmio de R$ 3 mil por empre- • gado; pagamento, em 18 de setembro, • do salário reajustado, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do Super Caixa e do prêmio; aumento de 6,5% para 8% do li- • mite de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa; antecipação da parcela da Caixa • referente à 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030; pagamento de valores relativos • ao PAMS a partir de 2027; R$ 236 milhões em ações de pre- • venção à saúde a partir de janeiro de 2027; criação de grupos de trabalho • para discutir melhorias na eficiência do plano e novas fontes de financia- mento. A proposta tinha validade até ontem (11). Saúde Caixa As mudanças no plano de saúde con- centraram a maior parte das divergências. Entre as regras propostas estavam: contribuição dos empregados de • 2,3% a 4,1% sobre o salário-base, con- forme a faixa etária; cobrança de R$ 480 a R$ 660 por • dependente, de acordo com a idade; aumento do teto anual de copar- • ticipação de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil por grupo familiar; limite de 9% para o grupo fami- • liar; criação de um piso de R$ 50 por • beneficiário; cobrança de 13 mensalidades; • aumento de R$ 75 para R$ 150 • no valor da consulta em pronto-so- corro, fora do teto; isenção de coparticipação em • atendimentos por telemedicina; recadastramento anual obrigató- • rio. A proposta tambémprevia uma janela de 90 dias para adesão de titulares que atualmente estão fora do plano. Após o cancelamento, porém, não seria possível retornar ao Saúde Caixa. ■ BANCÁRIOS REJEITAM PROPOSTA DA CAIXA E MANTÊM GREVE NACIONAL PARALISAÇÃO V Foto/ Valter Campanato/Agência Brasil ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 TERÇA-FEIRA | 15 DE SETEMBRO DE 2026
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