Diário do Amapá - 16/09/2026
| NOTA 10 | DIÁRIO DO AMAPÁ QUARTA-FEIRA | 16 DE SETEMBRO DE 2026 14 ■ Cartórios, a memória escrita do Amapá MEMÓRIA Quando alguém procura um cartório para tirar uma certidão de nascimento, registrar um casamento, reconhecer uma assinatura ou for- malizar a compra de um imóvel, dificilmente ima- gina que está entrando em contato com uma instituição cuja história atravessa séculos. Mais do que locais destinados à emissão de do- cumentos, os cartórios guardam uma parte signi- ficativa da memória da sociedade. No Amapá, essa dimensão histórica ganha um significado aindamaior. Livros antigos preservados nos cartórios de Macapá e de outros municípios permitem reencontrar nomes, famílias, proprieda- des, casamentos, negócios e acontecimentos que ajudam a reconstruir a trajetória do território. Ahistória tambémestá nos livros dos cartórios EmMacapá, umdos mais importantes acervos históricos está ligado ao 1º Of ício de Notas, conhe- cido como Cartório Jucá. Pesquisas realizadas pela Universidade Federal do Amapá identificaramesse cartório como omais antigo da cidade, com livros de notas que remon- tam ao século XIX e documentos relacionados à vida civil e econômica de Macapá. Esses livros são muito mais do que simples do- cumentos administrativos. São testemunhos de uma época emqueMacapá ainda era uma pequena cidade amazônica, muito distante da estrutura ur- bana que surgiria décadas depois. Em suas páginas estão registradas relações co- merciais, propriedades, contratos, casamentos e outros acontecimentos que ajudam o pesquisador a compreender como a sociedade macapaense se organizava. Entre os registros históricos existentes no antigo 1º Of ício estão documentos do século XIX, inclusive um registro de casamento da- tado de 1876. ■ ● RODA DE CONVERSA A literatura LGBTQIAPN+ produzida no Amapá é o ponto de partida para uma roda de conversa com estudantes do ensino médio da Escola Esta- dual Maria Ivone de Menezes, no bairro Perpétuo Socorro, nesta quinta-feira, 17, a partir das 16h45. O encontro terá a participação do poetaiago Soeiro e integra as ações do Clube de Leitura Cuir, projeto de extensão da Universi- dade do Estado do Amapá (Ueap). Coordenado pelo professor Lu- ciano Mendes Duarte Júnior, o projeto é vinculado ao Colegiado de Letras e ao Centro de Línguas da UEAP. “O Clube é um espaço de difusão da bibliodiversidade e de promoção da literatura LGBTQIAPN+, onde buscamos ampliar a presença de diferentes vozes autorais nos espaços de for- mação de leitores, que é a escola”, destaca o coordenador do projeto. Convidado desta edição, iago Soeiro é jornalista e poeta, atua no cenário literário ama- paense desde 2009. É declamador, integrou os grupos livres Poesia na Boca da Noite e Poema de Quinta, além de ser cofundador do grupo lítero-musical Poetas Azuis, criado em 2011 e dedicado à populariza- ção da poesia por meio da fala, do canto e da internet. Com 17 anos de trajetória lite- rária, iago possui um livro pu- blicado, participação em coletâneas e experiência em even- tos literários no Amapá e em ou- tros estados brasileiros. Entre eles estão o Off Flip, no Rio de Janeiro (RJ); Flima, em Alagoas (AL); FLIU, na Bahia (BA); e o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), em Pernambuco (PE). “Como homem negro e gay, es- crever sempre foi meu ato de liber- dade e também de minha própria compreensão de mundo, e poder compartilhar um pouco da minha poesia com estudantes do ensino médio é uma grande oportunidade de mostrar o meu trabalho e quem sabe também incentivar novos es- critores e leitores”, destaca o poeta. A presença do poeta no projeto coloca os estudantes em contato direto com uma autoria ama- paense contemporânea, permi- tindo conhecer seu processo de criação, sua trajetória na literatura e as possibilidades de produção e circulação da poesia a partir da Amazônia. ■ CLUBE DE LEITURA CUIR APRESENTA OBRA DE THIAGO SOEIRO EM ESCOLA PÚBLICA “A ideia é aproximar quem produz conhecimento de quem desenvolve negócios e de quem possui capacidade de investir e transformar pesquisas em soluções aplicáveis à sociedade”. EDIVAN ANDRADE Sec. de Ciência, Tecnologia e Inovação LUIZ CARLOS Ex-deputado federal “Cada reencontro me faz lembrar por que vale a pena trabalhar pela nossa gente. Quando um recurso chega à comunidade, quando ajuda o produtor, melhora a saúde ou cria uma oportunidade, a gente entende que política precisa ter resultado na vida das pessoas. Tenho orgulho do que fizemos e muita disposição para fazer ainda mais pelo Amapá”. “Essa comemoração foi preparada para valorizar não apenas a história desse importante patrimônio de Macapá, mas também todas as pessoas que fazem o Mercado Central acontecer todos os dias”. FRASES DA SEMANA MANUELE FLEXA Diretora-presidente da MacapáTur “O trabalhador hoje não tem lazer e não tem descanso. Ele não fica com a família. Então, essa escala 5 por 2 vai beneficiar o nosso trabalhador. Nós temos que estar atentos para que o dinheiro do petróleo traga benefício para o Amapá, para o povo do Amapá. Vai com cara e coragem e disposição, porque eu sou um homem trabalhador e não é isso que vai me intimidar. Nós vamos para cima”. HÉLIO PALHETA Candidato ao Senado “O serviço recebe os pacientes em um fluxo no qual eles são referenciados tanto da rede hospitalar quanto da Atenção Primária. A partir daí, passam por um protocolo de atendimento para o acompanhamento contínuo. Nós fazemos a educação em saúde para que esse usuário tenha autonomia e segurança na troca, além de capacidade para identificar se algo estiver errado e retornar para reavaliação”. GENILZA MONTE Enfermeira especialista FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa NOTA 1 EVANDROLUÍZ DA REDAÇÃO
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