Diário do Amapá - 16/09/2026

Hackers do bem A contratação de ex-hackers está entre as estratégias de empresas brasileiras para a área de cibersegurança. É o que mostra o CIO Report 2026 da Logicalis, que ouviu 100 instituições nacionais sobre o tema, sendo que 30% delas dizem contratar este tipo de profissional. O uso de redes sociais, como o TikTok e o Instagram, e comunidades digitais para recrutamento de profissionais é opção para outros 35% dos entrevistados. Ponto Final A Coluna é a favor da volta da Organização Social e Política do Brasil (OSPB), Educação Moral e Cívica, e Hino Nacional obrigatório em todas as escolas do ensino público e privado. Acordo nuclear A Associação Brasileira de Atividades Nucleares formalizou Memorando de Entendimento com a Associação Nuclear da Turquia para desenvolvimento, implantação e uso civil da energia nuclear. O termo tem validade de três anos. O objetivo é integrar cadeias de suprimentos dos países e estimular o comércio bilateral, investimentos conjuntos, eventos setoriais, e alianças industriais e de medicina nuclear. Doaçõe$ A ministra Gleisi Hoffmann (PT) devolveu os R$ 50 mil antes doados por Paulo Bernardo Silva, seu ex marido e ex-ministro das Comunicações no Governo Dilma Rousseff e do Planejamento de Lula. Surpreendentemente, Gleisi doou depois a si mesma os R$ 50 mil, segundo registro no site do Tribunal Superior Eleitoral. Freio de Ruas As recentes pesquisas mostram o candidato do PL ao Governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, ainda longe do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD). Nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, Ruas se viu prejudicado pelas decisões judiciais que mantiveram o desembargador Ricardo Couto no Palácio Guanabara, na vaga deixada pelo ex- governador Cláudio Castro. Para os bolsonaristas, essa manobra foi crucial para segurar o potencial do direitista na corrida estadual. A grande jogada Será a vitória (de Pirro) de Alexandre de Moraes? A depender do que ocorrer na sessão de hoje no Superior Tribunal Federal (STF). O presidente Edson Fachin puxou para a presidência da Corte (não para ele) os inquéritos da roubalheira contra aposentados do INSS, do escândalo do Banco Master e do futuro do Moraes no Tribunal. Se Fachin não redistribuir atá o fim do ano as relatorias, os três inquéritos caem nas mãos de… Moraes em fevereiro, o futuro prudente do STF por dois anos. Olho nessa jogada! U ma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (14) aponta umcenáriopreocupante: as condições e as características do trabalho jornalístico, aliadas ao constante assédio e ao baixo apoio social, expõemos profissionais de imprensa do Brasil a uma série de potenciais problemas de saúde mental. Produzido pela Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho (Fundacentro) com o apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o estudo Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil aponta a urgência de empregadores, entidades de classe e formuladores de políticas públicas reconhecerema gravidade da situação e atuarempara promover umambiente de trabalho mais seguro, justo e saudável para os profissionais da catego- ria. Quase metade (48%) dos 257 jornalistas brasileiros recru- tados via amostragem para responder a um questionário online afirmaram sofrer com sintomas de insônia. O percentual é superior à média nacional registrada no relatório Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Brasil) 2006-2024, do Ministério da Saúde, que registra média entre 28,7% (emNatal) e 38% (emMaceió). Trinta e seis por cento dos entrevistados tambémrelataram episódios típicos de umquadro de ansiedade, enquantometade dos entrevistados (50%) disse enfrentar quadro de depressão. Desses últimos, 9% elencaram sintomas de depressão severa e 16%, extremamente severa. Além disso, 21,5% dos que responderam ao questionário revelaram consumir bebidas alcoólicas em consonância com padrões de frequência e de quantidade que sugerem o uso de risco (18,7%) ou nocivo (1,6%). Além disso, as respostas de 1,2% dos entrevistados indicam uma provável dependência. Analisando outros estudos, Bruna Balarotti e ElaineCristina Marqueze, as responsáveis pela pesquisa apresentada durante reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Con- gresso Nacional, destacam que o dinamismo e, consequente- mente, o estresse, são características intrínsecas ao jornalismo que expõem os profissionais a riscos psicossociais. ■ INSÔNIA Assédio e sobrecarga ameaçam saúde mental de jornalistas, diz pesquisa O sministros KássioNunesMarques eDiasToffoli, doSupremoTribunal Federal (STF), declararam-se im- pedido e suspeito, respectivamente, para participar do julgamento sobre a possível abertura de uma investigação inédita contra umde seusmembros, oministroAlexandre de Moraes. Nesta terça-feira (15), o plenário do STF analisa um relatório da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF) que vinculaMoraes ao ex-banqueiroDaniel Bueno Vorcaro, dono do antigo Banco Master. Asessão extraordinária foimarcada pelo presidente do Supremo Tribunal Fe- deral (STF), ministro Edson Fachin. Segundo Marques, seu impedimento ocorre em virtude do impacto do julga- mento sobre a eleição presidencial de ou- tubro, tendo em vista ser ele o atual presi- dente doTribunal Superior Eleitoral (TSE). Emdiscurso antes do início da votação, Marques argumentouqueocargo impediria que ele proferisse um voto que possa ter impacto sobre a corrida presidencial. Ele destacou ainda não ter julgado “nenhum caso ligado ao Master” e ter votado pela manutenção da prisão preventiva de Vor- caro. Já Toffoli, por sua vez, recordou já ter se declarado suspeito para julgar qualquer procedimento ligado ao caso Master em abril, após o surgimento de um relatório da Polícia Federal (PF) que sugeria ligação entre ele e Vorcaro. Oministro, que à época era relator do casoMaster, alegoumotivo de foro íntimo e negou outrosmotivos para sua suspeição, que frisou ser diferente de um impedi- mento. “Me senti na obrigação também de preservar a Corte, de manifestar a minha suspeição por motivo de foro íntimo. Não impedimento. Por motivo de foro íntimo. Para não constranger e não ter algum tipo de viés de constrangimento à Corte”, jus- tificou Toffoli. Após as falas de Nunes Marques e Toffoli, a sessão plenária seguiu com um apartedoministroFlávioDino, que suscitou questões preliminares a serem discutidas antes do início do julgamento. Em seguida, o decano do Supremo, ministroGilmarMendes, começou a apre- sentar argumentos relativos à legitimidade deMendonça para ter permitido que a PF avançasse em investigação sobre um dos membros da Corte, sem comunicar ao plenário. AConstituição da República e o Regi- mento Interno do STF preveem que cabe somente ao plenário da Corte processar e julgar um de seus membros. Filho Em sua fala, Nunes Marques negou ainda que seu filho, o advogado Kevin Nunes Marques, tenha interesses vincu- lados ao Master, conforme noticiado pela imprensa nos últimos dias. “Meu filho nunca prestou serviço ao banco nem nunca foi remunerado pelo banco”, afirmou oministro. “Quanto a isso eu tenho a absoluta isenção, e a sua isenção está calcada e comprovada nos votos que proferi”, acrescentou Nunes Marques. ■ SESSÃO EXTRAORDINÁRIA MARQUES SE DECLARA IMPEDIDO, E TOFFOLI SUSPEITO EM JULGAMENTO NO STF V Foto/ Valter Campanato/Agência Brasil & Rosinei Coutinho/STF ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUARTA-FEIRA | 16 DE SETEMBRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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