Diário do Amapá - 19/09/2026

Enquanto isso… O Brasil ferve na campanha presidencial super polarizada, o STF se afoga emmágoas e vaidades de gente que nunca se explica e sempre culpa o outro, e para piorar, os funcionários dos Correios e da Caixa estão em greve emmilhares de cidades, com operação tartaruga em poucas agências que ficaram ativas, para sindicatos driblaremmulta da Justiça do Trabalho. Economia Pet Pesquisa na internet realizada pelo do Instituto Locomotiva e Instituto Caramelo, mostra que 90% dos brasileiros percebem aumento nos custos para manter o seu pet. O levantamento aponta que 56% dos tutores já deixaram de realizar algum cuidado com seu animal por questão financeira. Outros 14% dizem que isso ocorreu várias vezes. Entre as classes C, D e E, esse percentual chega a 62%. Foram ouvidas mil pessoas. Fufucou O TRE do Maranhão negou liminar que pedia a retirada do artigo “Fufucar: a miséria da política no Maranhão”, do jornalista Ed Wilson Araújo, com críticas ao ex-ministro e hoje candidato Senado André Fufuca (PP-MA). O ex-ministro desistiu da ação após a negativa. Ed Wilson publicou problemas da candidatura em 2010 do pai de Fufuca, a deputado estadual no Maranhão, com registro anulado por prestação de contas. Bala do Kim Um mistério ronda o Rio de Janeiro. Há mais de ano a Polícia Federal e a Polícia Civil não sabem como chegaram à cidade munições para fuzis fabricadas na Coréia do Norte, da ditadura de Kim Jong-Um. São milhares já recolhidas em operações contra o tráfico e milícias. Vai ter café? O staff próximo de Flávio Bolsonaro não tem expectativa, mas espera que a qualquer momento os irmãos Marinho – os mais poderosos da mídia – o chamem para um aprazível café no Cosme Velho. Há precedente. Em 2018, quando Jair Bolsonaro se elegeu, o trio tentou um approach na transição do Governo. Paulo Guedes foi quem marcou o encontro, mas Jair chegou antes e detonou tudo com sua verborragia. O novo nome O nome do desembargador do TJ fluminense Ricardo Couto, governador-tampão do Rio de Janeiro, ganhou força no Palácio do Planalto como potencial indicado ao Supremo Tribunal Federal após a recente reunião do presidente Lula da Silva com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. Por variados motivos. Além de ser um nome de peso e respeitado no judiciário, Couto involuntariamente atendeu ao projeto político de Lula e Eduardo Paes – seu candidato ao Palácio Guanabara – ao sentar e ficar na poltrona do Governo, afastando qualquer possibilidade de os bolsonaristas da ALERJ lá colocarem Douglas Ruas – adversário de Paes – que teria votos na Assembleia para o mandato temporário. Couto também tem a simpatia de industriais, de três ministros do STF e STJ, e até um grande banqueiro nacional. É a ala carioca mandando seu recado. O consórcio é forte. Mas principalmente porque Alcoumbre bateu pé: não vai aceitar nova indicação do AGU Jorge Messias ao STF. A conferir se queima a língua. A Justiça Eleitoral já indeferiu cerca de 1,2 mil registros de candidaturas às eleições gerais de outubro. De acordo com dados do sistema de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 335 registros indeferidos de- finitivamente e 869 que ainda podem ser contes- tados por meio de recursos às instâncias superio- res. O levantamento do TSE mostra que o des- cumprimento de requisitos formais previstos na legislação eleitoral é o principal motivo dos inde- ferimentos. Na sequência, aparecem a falta de condições de elegibilidade, ilegalidades na con- venção partidária e a ausência de incompatibili- zação com o cargo público. Segundo o tribunal, cerca de 99% dos pedidos de registro de candidatura já foram analisados pela Justiça Eleitoral em todo o país. Ao todo, foram apresentados 20,9 mil pedidos. Eleições O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro. Serão eleitos deputados federais, deputados estaduais e distritais, governadores, senadores e o presidente da República. O segundo turno está marcado para o dia 25 e poderá ocorrer nas disputa para os cargos de go- vernador e presidente. A segunda votação será realizada caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, excluídos os votos em branco e os nulos. ■ TSE Justiça Eleitoral rejeita cerca de 1,2 mil registros de candidatura A taxade analfabetismoentre as pessoas com deficiência, de 15 a 29 anos, era 12,2% em2022, ou seja, 12 vezes maior do que aquela registrada entre os sem deficiência nesta faixa etária (1%). Os dados, do Censo Demográfico de 2022, fo- ram divulgados nesta sexta-feira (18), pelo InstitutoBrasileiro deGeografia e Estatística (IBGE). “Sabe-se que, historicamente, elas têm uma taxa de analfabetismo mais elevada do que as pessoas sem deficiência. Parte dessa diferença decorre da maior concen- tração de pessoas com deficiência entre os idosos, gerações menos escolarizadas do que as gerações atuais. Contudo, esse enfoque nos jovens consegue acrescentar que a desigualdade entre as pessoas com deficiência e semdeficiência não se resume só à questão geracional”, destaca a pesqui- sadora do IBGE Luanda Botelho. Os dadosmostramque o analfabetismo é maior entre aqueles com dificuldades as- sociadas às funções mentais (40,4%) e aqueles commais de umtipo de deficiência (34%). No entanto, mesmo entre os tipos de deficiência commenor taxade analfabetismo do grupo - aquelas comalguma dificuldade de enxergar (3,5%), - ela é mais do que o triplo daquela observada entre as pessoas sem deficiência. As demais taxas são de 10% entre as pessoas comdificuldade de ouvir, de 23,3% entre aquelas comdificuldade de caminhar ou subir escadas (23,3%) e de 31,3% entre aquelas com dificuldade de pegar objetos pequenos (31,3%). Acesso à educação A frequência escolar é menor também entre as pessoas com deficiência. As taxas eram de 92,6% para as crianças de 6 a 14 anos e de 79,5% para os jovens entre 15 e 17 anos. Os índices são inferiores aos observados entre aqueles sem deficiência: 98,4% para crianças de 6 a 14 anos e 85,4% para jovens de 15 a 17 anos. Aqueles com deficiência profunda, ou seja, que não conseguem de forma alguma escutar, ouvir, pegar objetos ou caminhar, eramosmenos incluídos no sistema escolar. Nesse grupo, os índices de frequência eram de 82,3% para crianças de 6 a 14 anos e de 65,6% para jovens de 15 a 17 anos. Acessibilidade Segundo o Censo Escolar 2025, as escolas combanheiro acessível representa- vam 57% do total, aquelas com sala de re- cursos multifuncionais eram 30% e as que possuíam profissional de apoio, 26,2%. As escolas compelomenos umdesses recursos eram 78,5%. Havia, no entanto, diferenças entre as duas redes. A rede privada tinha mais ba- nheiros acessíveis: 64,4% contra 54,8% na redepública. Já a redepública tinha vantagens em relação à existência de profissional de apoio: 32,8% das escolas, contra 4,6% na rede privada. Em relação às salas de recursos multi- funcionais, que são espaços equipados e destinados ao atendimento escolar espe- cializado, a estrutura estava presente em 34,5% das escolas da rede pública, contra 15,2% nas privadas. ■ IBGE ANALFABETISMO ENTRE JOVENS E ADULTOS COM DEFICIÊNCIA É 12 VEZES MAIOR V Foto/ Paulo Pinto/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 19 DE SETEMBRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=