Diário do Amapá - 22/09/2026

Pacto Global O Pacto Global da ONU – Rede Brasil realizou a 5ª edição do SDGs in Brazil, em Nova York. Reuniram- se mais de 200 empresários e autoridades para apresentar resultados em clima, governança, anticorrupção e direitos humanos. A quatro anos do prazo da Agenda 2030, a intenção é demonstrar a transição dos compromissos corporativos para dados reais e rastreáveis, posicionando a sustentabilidade como estratégia de resiliência. Prêmio iCS As inscrições para a 2ª edição do Prêmio iCS de Economia e Clima foi prorrogada. Os interessados em participar têm até o dia 2/10 para se cadastrarem. Promovida pelo HUB do iCS e ANPEC, a iniciativa reconhece estudos que ampliem o conhecimento sobre os impactos econômicos das mudanças climáticas no País. Os três melhores trabalhos receberão prêmios de R$ 20 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente. Do armazém Com dificuldade do País em guardar suas safras, o Governo finaliza proposta para reorganizar as regras dos Centros Logísticos e Industriais Aduaneiros (CLIAs) e criar o A2, modelo de armazém alfandegado, com possibilidade de migração dos portos secos e CLIAs. A advogada Marcela Bocayuva afirma que “estabelecer regras estáveis significar criar segurança jurídica e atrair investimentos”. E melhora a infra logística. É só o Poder No que conota desespero eleitoral pela sua reeleição, o presidente Lula da Silva (PT) mete no bolso do brasileiro a tentativa se manter no Palácio. O que se descobre é que o projeto é de Poder, não de Estado: o reajuste do Bolsa Família e a distribuição de “canetinha emagrecedora” no SUS, a duas semanas do pleito, vão custar perto de R$ 130 bilhões de despesas em quatro anos. No País que já tem déficit nas contas públicas. Xerifão (ou não) Xerifão judicial do Rio de Janeiro, o desembargador do TJ-RJ Ricardo Couto mostra a que veio no mandato tampão de governador: reestruturou as contas e contratos do Estado, cortou 1.800 comissionados políticos, mas curiosamente a folha salarial aumentou R$ 169 milhões na gestão. Manteve subsídios para a poderosa Fetranspor e patrocínio milionário para projetos culturais de um grande grupo de mídia parceiro. Freio no bolso Capital do maior PIB per capita do País, e meca do mercado imobiliário nacional, Brasília tornou-se um termômetro de como está o setor da casa própria – e hoje há um claro freio no segmento. Com a alta Selic (13,75%) e bancos dificultando empréstimos, parte da população parou de comprar, e outra usa um “teto” menor para o investimento. Pesquisa Loft/Offerwise mostra que 50% dos moradores de Brasília que pretendem comprar um imóvel nos próximos 12 meses planejam gastar entre R$ 351 mil e R$ 800 mil (o que é desejado também por 71% dos vendedores). O mercado está tão parado que a Coluna descobriu três situações: uma construtora tem quase R$ 600 milhões em imóveis travados para vender. Outra passou a oferecer bancar custos de ITBI e registro do imóvel. E uma terceira, de alto padrão, oferece um carro elétrico zero km na garagem para quem adquirir o apartamento. O levantamento da Loft/ Offerwise também aponta que 75% dos vendedores estão dispostos a conceder desconto e 63% aceitam reduzir até R$ 50 mil do valor do imóvel. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) sus- pendeu nesta segunda-feira (21) o julga- mento do dissídio coletivo da greve dos Correios. A análise do caso será retomada na pró- xima quinta-feira (24), às 15h30. Os ministros acataram questão de ordem for- mulada pelo ministro Vieira de Mello Filho, presi- dente do TST, para que os sindicatos que repre- sentam os trabalhadores possam se manifestar, no prazo de 48 horas, sobre novos documentos que pedem o reconhecimento da abusividade da gre- ve. "Os documentos foram juntados na sexta à noite e no sábado. Não houve controvérsia sobre os documentos. Nós estaríamos em desapreço ao devido processo legal, porque estaríamos funda- mentando uma decisão em documentos não exa- minados pela parte contrária", justificou. O movimento grevista teve início na última quinta-feira (10). Segundo a Federação dos Traba- lhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), a deflagração ocorreu após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo. Na semana passada, o TST determinou a ma- nutenção de 80% do efetivo de trabalhadores dos Correios durante a greve da categoria. O presidente entendeu que o serviço prestado pelos Correios é essencial e que a greve pode impactar nas eleições. Após a deflagração da greve, a estatal informou que acionou um plano de continuidade de negócios para garantir as entregas. ■ JUSTIÇA TST suspende julgamento de dissídio da greve dos Correios O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo admi- nistrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecuti- vos. Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de aban- dono de cargo. Eduardo Bolsonaro integrava o qua- dro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados. Perda do Mandato Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil emmarço de 2025 para morar nos Esta- dos Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara. Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afas- tamento para exercício de mandato ele- tivo, com efeitos retroativos a 19 de de- zembro de 2025, e determinou seu re- torno imediato às atividades como es- crivão. Atuação nos EUA Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções eco- nômicas previstas na Lei Magnitsky. Segundo o STF, as iniciativas busca- vam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investi- gações e processos judiciais. Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro. O placar da votação foi de 4 votos a 0. Na mesma decisão, o colegiado de- terminou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal. Por unanimidade, os ministros acom- panharam o entendimento da Procura- doria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-pre- sidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. ■ PROCESSO ADMINISTRATIVO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA DEMITE EDUARDO BOLSONARO POR ABANDONO DE CARGO V Foto/ Marcelo Camargo/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 22 DE SETEMBRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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