Diário do Amapá - 30/09/2026

| NOTA 10 | DIÁRIO DO AMAPÁ QUARTA-FEIRA | 30 DE SETEMBRO DE 2026 14 ■ Escola Castro Alves realiza 4ª Feira Pedagógica, Científica e Cultural em Macapá “ENCANTOS DE MACAPÁ” OGoverno do Amapá apoiou, no sábado, 26, a realiza- ção da 4ª Feira Pedagógica, Científica e Cultural da Es- cola Estadual Castro Alves, em Macapá. Com o tema “Encantos deMacapá”, a programação reuniu cerca de 312 es- tudantes do 3º ao 9º ano, distribuídos em 14 turmas. Cada turma apresentou umprojeto desenvolvido ao longo do ano letivo, com temas relacionados à história, à cultura, ao esporte, à música e ao patrimônio da capital amapaense. Segundo a diretora Nilza Oliveira, a proposta buscou am- pliar o conhecimento dos estudantes e valorizar a identidade local. “Escolhemos o tema Encantos deMacapá para fortale- cer o conhecimento e valorizar a história da nossa cidade, a cultura, a economia, o esporte e a arte”. Entre os trabalhos apresentados estavam maquetes da Fortaleza de São José deMacapá, de igrejas e de outros pontos históricos. Ana Clara, de 13 anos, explicou a escolha da For- taleza. “É uma representação deMacapá. É uma coisa que re- presenta Macapá, então por isso que a gente fez. É um símbolo de Macapá”. Emanuele Vitória, de 11 anos, contou como foi a produção das maquetes da igreja e de outros pontos turísticos apresen- tados no projeto. “Agente pensou: ‘vamos fazer.’ Aí o professor deu as folhas com as imagens e fizemos cada uma delas”. O esporte também fez parte da programação. Marynna Nunes Braga, de 12 anos, apresentou uma pesquisa sobre diferentes modalidades esportivas praticadas na capital. “Representa os esportes que estão em Macapá, por exem- plo, futebol, ciclismo e corrida. O nosso trabalho é falar sobre os esportes e sobre o que isso pode trazer de bene- f ício para o ser humano”. A música amapaense foi abordada por Rafael Victor, de 13 anos, em um trabalho sobre diferentes períodos da pro- dução musical local. “O nosso tema é o resgate da música amapaense durante as décadas. Cada um de nós vai apre- sentar uma década específica”. Além dos 14 projetos, a feira contou com apresenta- ções culturais e venda de comidas típicas, reunindo estu- dantes, professores, familiares e a comunidade escolar. ■ ● G raduado em letras portu- guês/francês, mestre em his- tória social e professor de literatura, Luís Carlos de Santana está no mercado editorial com mais uma obra, ‘O túmulo do candango desconhecido,’ publicada pela editora amapaense O Zezeu. Luís Carlos de Santana, como es- critor assina Luís Fulano de Tal, in- clusive com conquista do Prêmio de Literatura Projeto Nascente da USP/Abril Cultural, no ano de 1995, com a obra a ‘Noite dos Cristais.’ O autor também escreveu ‘O tú- mulo do soldado desconhecido,’ em 2017, ‘Tu tá doido, nêgo?,’ em2021, e ‘Memórias de um policial,’ também em 2021. Agora, em 2026, está com O túmulo do candango desconhe- cido. Luís Carlos de Santana, o Luís Fulano de Tal, é pernambucano de nascimento. Depois de atuar como professor em São Paulo, veio para o Amapá ao passar em concurso da Unifap. Hoje, é professor de francês emOiapoque. O túmulo do soldado desconhe- cido é prefaciado por Rodison Ro- berto Santos, de São Paulo. Sobre a obra, ele diz: “Quem tem o coração mole que o torne forte para ler este livro”. Rodison acrescenta: “Não é de histórias doces não. Há até rapadura, que é doce, nomeio das comidas dos filhos do Nordeste, no entanto, a vida, contada aqui nestas páginas, é tão dura quanto o pedaço de melaço de cana das querenças de sabores dos vários lugares anortinados do Brasil”. Luís é neto de candangos, nome dado aos trabalhadores braçais na construção da capital do Brasil. Ele percorreu as cidades-satélites e peri- ferias do Distrito Federal para resga- tar depoimentos de quemsobreviveu aos andaimes e repressões, como o trágico episódio da GEB, a Guarda Especial de Brasília. Os editores do livro, Silvio Car- neiro e Lulih Rojanski, dizem que o Túmulo do candango desconhecido é convite para olhar além dos palá- cios e enxergar os rostos daqueles que, após erguerem a capital federal, foramdela expulsos, restando apenas a poeira do estradão e a dignidade de quem não aceita ser esquecido. ■ LITERATURA FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa NOTA 1 OBRA LITERÁRIA MOSTRA ROSTOS DOS CONSTRUTORES DE BRASÍLIA “Gostei muito do que nos foi apresentando, toda a estrutura operacional e cooperação, porque na Guiana é diferente, nós não temos esse sistema integrado entre a justiça e o sistema de segurança pública”. CHRISTELLE PELAGE Policial nacional da França RINALDO MARTINS Secretário de Saúde “É de extrema importância esse reconhecimento com a certificação ONA para os servidores da saúde do Amapá. Além da UEI, já tivemos a UPA Zona Sul recebendo a certificação e vamos trabalhar ainda mais. Parabenizo todos os profissionais que participaram desse processo e o Governo do Amapá, que sempre acreditou na saúde do nosso estado”. “Nosso objetivo é oferecer um atendimento humanizado, compreendendo a mulher em sua totalidade e direcionando cada caso aos serviços adequados. Essa troca de experiências é fundamental para compartilhar conhecimentos, fortalecer a rede de proteção e ampliar a eficácia do enfrentamento à violência contra a mulher” FRASES DA SEMANA NALVA GOMES Coordenadora da Casa da Mulher Brasileira “A infraestrutura digital também pode reduzir distâncias no atendimento à população, como por exemplo o uso da conectividade em serviços de telemedicina, com exames realizados no interior e analisados por especialistas em outras cidades”. FREDERICO SIQUEIRA Ministro das Comunicações “Hoje, a Casa da Mulher Brasileira reúne importantes órgãos de segurança pública, inclusive internacionais, da Martinica e da Guiana Francesa, para tratar sobre a violência contra a mulher. O Amapá, muito bem representado pelos servidores da segurança pública, traz inovações e experiências, como o botão do pânico, para garantir mais segurança às mulheres amapaenses”. EMERSON SILVA Diretor-presidente do Iapen

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