Diário do Amapá - 03/10/2026
A produção da indústria brasileira recuou 0,6% em agosto deste ano, na comparação comomês anterior. Os dados da Pesquisa Indus- trial Mensal foram divulgados nesta sexta-feira (2), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em julho, a indústria havia regis- trado variação positiva de 0,1%. No entanto, o setor teve perdas de 1% em maio e de 1,6% em junho. Segundo o pesquisador do IBGE André Macedo, nos últimos quatro meses, a produção industrial acumula uma perda de 3,1%, que reduz os ganhos de 4,3% acumulado no primeiro quadrimestre do ano. Os resultados, de acordo comMa- cedo, mostram uma perda de dina- mismo da indústria no segundo qua- drimestre. Umdos fatores que explicam esse comportamento da indústria é a taxa de juros mais elevada, de acordo com ele. “A política monetária com essa ca- racterística mais restritiva, embora te- nha já sido observado cortes nessa taxa de juros, mas ainda assim em pa- tamares elevados, tem impactos diretos sobre os níveis de inadimplência não só de empresas, mas também de fa- mílias, sobre os níveis de endivida- mento. Tem um comprometimento muito grande em relação à renda dis- ponível das famílias e também faz com que as empresas adiem suas decisões de investimento”, afirma o pesquisa- dor. Macedo diz que embora haja um mercado de trabalho mais resiliente no país, “com um número recorde de pessoas ocupadas e crescimento na massa de rendimentos, ainda assim essa questão do comprometimento na renda das famílias e do adiamento das decisões de investimento por parte das empresas ajudam a entender muito essa característica de perda do setor industrial”. De acordo comMacedo, a indústria encontra-se 1,3% acima do patamar pré-pandemia, ou seja, de fevereiro de 2020, mas 15,6% abaixo do ponto mais alto da série histórica da Pesquisa In- dustrial Mensal, atingido em maio de 2011. Na comparação com agosto do ano passado, a indústria caiu 1,2%. Na média móvel trimestral, a perda é 0,7%. No entanto, nos acumulados do ano e de 12 meses, a produção industrial apresenta altas de 0,8% e de 0,6%, res- pectivamente. Dezesseis dos 25 ramos industriais pesquisados pelo IBGE tiveram queda na passagemde julho para agosto deste ano, com destaques para as atividades de produtos do fumo (-23,4%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%) e indústrias extrativas (-0,7%). Entre as nove atividades que apre- sentaram aumento na produção, des- tacam-se produtos alimentícios (1%), produtos diversos (8,4%), produtos químicos (0,9%) e metalurgia (0,8%). As quatro grandes categorias eco- nômicas da indústria apresentaram re- cuo de julho para agosto deste ano. As principais quedas foram observadas entre os bens de consumo semi e não duráveis (-1,7%) e os bens de consumo duráveis (-1%). Os bens de capital, ou seja, as má- quinas e equipamentos usados no setor produtivo caíram 0,6%, enquanto os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor pro- dutivo recuaram 0,2%, no período. ■ PRODUÇÃO INDUSTRIAL CAI 0,6% DE JULHO PARA AGOSTO, DIZ IBGE O dólar subiu quase 1% em comparação com o real nesta quinta-feira (1º). Amoeda dos Estados Unidos ganhou força no exterior emmeio à aversão ao risco pro- vocada pelas tensões no Oriente Médio e pela alta do pe- tróleo. Na bolsa, o Ibovespa avançou, apoiado principalmente pelas ações da Petrobras, apesar da cautela de investidores diante do cenário internacional e da proximidade do primeiro turno das eleições. Principais números Dólar à vista: R$ 5,224 (+0,97%); • Ibovespa: 187.197,46 pontos (+0,46%); • Petróleo tipo Brent: US$ 102,31 (+4,37%); • Petróleo tipoWTI: US$ 92,87 (+2,71%). • Dólar em alta Odólar comercial encerrou a sessão comalta de 0,97%, a R$ 5,224. A cotação chegou a R$ 5,169 na mínima, às 9h40, e atingiu R$ 5,240 na máxima, pouco antes das 14h. No ano, a divisa acumula queda de 4,83%. O movimento acompanhou a valorização da moeda americana no exterior. O índice DXY, que mede o desem- penho do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, avançou 0,58%, aos 102,040 pontos, após atingir máxima de 102,207. Oambiente internacional foimarcadopela preocupação com os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio. O avanço do petróleo também reforçou as preocupações coma inflação e ajudou a sustentar a busca por ativos con- siderados mais defensivos. Bolsa avança O Ibovespa fechou o primeiro pregão de outubro em alta de 0,46%, aos 187.197,46 pontos. A valorização foi sustentada principalmente pelas ações da Petrobras, que foram beneficiadas pela forte alta do petróleo. Omovimento ocorreu mesmo com a cautela dos investidores diantedoambiente externoedaproximidade do primeiro turno das eleições. O índice encerrou setembro comalta de 5% e acumula valorização de 16,2% no ano. O volume financeiro desta quinta-feira foi de R$ 26 bilhões. Nos Estados Unidos, o S&P 500, das 500 maiores em- presas, fechou em alta de 0,19%. Os mercados também acompanharam o comportamento dos títulos do Tesouro estadunidense e os efeitos da valorização do petróleo sobre as expectativas para a inflação e os juros. (Com informações da Reuters) ■ CÂMBIO Dólar fecha acima de R$ 5,22 em dia de mal-estar global ● PESQUISA V Foto/ Rovena Rosa/Agência Brasil FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 SÁBADO | 03 DE OUTUBRO DE 2026
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