Diário do Amapá - 04 e 05/10/2026
Mickey no Brasil As têxteis que querem fabricar produtos licenciados da Disney podem usar no pedido de autorização a auditoria que já fizeram no Programa ABVTEX, do varejo de moda. Quem viabiliza é a ABNT Certificadora, da Associação Brasileira de Normas Técnicas: traduz o relatório e emite Declaração de Fidelidade, que atesta que a versão corresponde ao original. A Disney homologou o protocolo em 2020, mas a decisão final ainda é dela. Ponto Final Até ontem à noite, o e-Gov, aplicativo oficial do Governo – que sabe tudo da sua vida mas nem sempre te ajuda – não funcionava há 48 horas para assinaturas digitais em muitos celulares do País. Com aviso de site em manutenção. Nutricionista na FAO Algo inédito na FAO, onde o Governo sempre priorizou políticas de combate à fome. A presidente do Conselho Federal de Nutrição, Manuela Dolinsky, compõe comitiva brasileira que participa da plenária do Comitê de Segurança Alimentar Mundial da entidade, braço da ONU para alimentação. Entre 19 e 23 de outubro, em Roma. É a 1ª vez que a entidade dos nutricionistas é convidada para compor o quadro técnico. Aposta no 2ºT A diferença entre Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) caiu drasticamente nos últimos dias da campanha na disputa pelo Governo do Rio de Janeiro. Mesmo não tendo conseguido alçar Ruas a governador no mandato-tampão, o PL tem uma coisa só emmente: levar a disputa para o 2º turno e apostar no apoio de Flávio Bolsonaro (em alta no Rio) para virar contra Paes, candidato de Lula no Estado. Novo submarino O Submarino “Almirante Karam” concluiu a 1ª imersão estática no complexo de Itaguaí, no litoral do Rio. Ainda não é o submarino nuclear, mas prova que a Marinha avança para se manter a maior potência da América Latina. “O procedimento avaliou o comportamento do submarino na água e permitiu a verificação de parâmetros importantes para a continuidade”. Comandante é o Capitão de Corveta Leandro Amaral. Sobre viciados Na esteira da proibição das .bet por canetada de Lula da Silva, o presidente não levou em conta o sério trabalho que as plataformas legalizadas – que pagaram concessão de R$ 30 milhões, cada – fazem (ou faziam, até há dias) em parceria com o Ministério da Saúde no combate à ludopatia (o vício em jogos). Só este ano, foram mais de 170 mil atendimentos online no teleatendimento Meu SUS Digital direcionado a atender viciados nas apostas. Os dados são oficiais do MS passados à Coluna ontem. Um salto tremendo em relação aos 3.892 atendimentos entre os anos de 2022 e 2025. “As consultas são feitas por videochamadas de forma sigilosa e segura, sem julgamentos, em um ciclo inicial de até dez sessões. Depois, o usuário passa por nova avaliação para definir a continuidade do seu cuidado ou o encaminhamento para atendimento presencial”, informa o Ministério, ainda sem números divulgados sobre o atendimento presencial. Ainda segundo o MS, o Governo já capacita 40 mil profissionais da saúde para este tipo de atendimento. A Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu nesta sex- ta-feira (2) a inconstitucionalidade de dispositivos das leis que legalizaram a exploração das apostas de quota fixa, as chamadas bets. Na manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), o órgão pediu que a Corte declare incompatíveis com a Constituição as leis 13.756 de 2018 e 14.790 de 2023. A solicitação foi protocolada na ação na qual a Procurado- ria-Geral da República (PGR), apontou, em 2024, que as leis não protegem os apostadores. O relator da ação é o ministro Luiz Fux, que solicitou manifestação da AGU. A norma de 2018 instituiu a modalidade de apostas on- line. A lei de 2023, chamada de Lei das Bets, regulamentou as apostas virtuais. A AGU citou diversos malef ícios provocados pelas bets, como o endividamento das famílias, desproteção de crianças e adolescentes, impactos na economia formal e aumento de 140% nos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) a pessoas com transtornos provocados pelo vício em jogos. “As razões acima expostas evidenciam que o regime nor- mativodas Leis nº 13.756/2018 enº 14.790/2023 era extensamente falho, contemplando uma liberalidade exploratória que não pôde ser compatibilizada coma proteção adequada de direitos fundamentais de primeira importância, como a dignidade hu- mana, a saúde pública e o mínimo existencial”, defendeu o órgão. Fimdas Bets Além da ação promovida pela PGR, também tramita no STF um processo em que a plataforma de bets defende a reto- mada das apostas. AAssociação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Ins- titutoBrasileiro de JogoResponsável (IBJR) pedirama derrubada da medida provisória que, na semana passada, proibiu a ex- ploração e publicidade dos jogos on-line. De acordo com as regras estabelecidas pela norma, as pla- taformas têm até o dia 5 de outubro para pagar o saldo rema- nescente aos apostadores. Apartir de 6 de outubro, os sites e aplicativos de bets serão totalmente bloqueados. ■ APOSTAS VIRTUAIS AGU pede ao STF que declare inconstitucionais leis das bets O s mais jovens não conhecem a experiência de chegar à seção de votação, receber um papel com os nomes dos candidatos, marcar os es- colhidos à caneta e depositar o papel dobrado emuma urna de lona. Encerrado o período de votação, a população espe- rava dias para saber quem seriam os novos deputados, senadores, governadores e presidente da República. Este ano, se completa 30 anos da maior revolução eleitoral no Brasil, a urna eletrônica. Não é exagero dizer que a urna ele- trônica é motivo de orgulho para o Brasil. Enquanto países desenvolvidos ainda vo- tam em papel e aguardam vários dias pelo resultado, o Brasil conhece seus eleitos empoucas horas, ainda nomesmo dia do pleito. E tudo por meio de um sis- tema eletrônico seguro, como garante o próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As décadas de voto em cédulas ex- puseram várias fragilidades. A apuração era manual e levava dias, o que abria es- paço para fraudes. Uma das fraudes co- nhecidas há mais de 30 anos foi o da “urna grávida”. Era o nome dado quando cédulas já preenchidas eram colocadas emuma urna antes de iniciado o processo de votação. A revolução na Justiça Eleitoral co- meçou em 1995. Especialistas de vários órgãos, entre eles as Forças Armadas, Ministério da Ciência e Tecnologia eMi- nistério das Comunicações, participaram do desenvolvimento da urna eletrônica. A urna eletrônica estreou nas eleições municipais de 1996 e foi batizada de Co- letor Eletrônico de Votos, ou apenas CEV. Ainda é seu nome oficial, embora não seja muito usado. Naquele ano, a utilização do sistema eletrônico foi parcial, em caráter de teste. A partir das eleições municipais do ano 2000, todos os eleitores do país votaram eletronicamente. Ao longo dos anos, a urna foi passando pormelhorias, aumentando sua segurança e inserindo recursos para o usuário. Em 1998, a urna passou a mostrar a foto de todos os candidatos. Em 2002, foram instituídos a cerimônia pública de lacração dos sistemas e o teste de inte- gridade. Em 2004, os códigos-fonte dos sistemas começaram a passar por audi- toria. Em 2006, foi o início da identificação biométrica, que seria implantada em larga escala anos depois. Em 2022, a urna teve sua capacidade de processa- mento aumentada em 18 vezes e ganhou tela sensível ao toque no terminal do mesário. Neste ano de 2026, 30 anos após seu nascimento, a urna eletrônica continua trazendo inovações. Sua tela vai apresentar um intérprete de Libras indicando o voto nulo, branco, a legenda e uma barra de progresso da votação na parte superior do painel. A urna também informará ao eleitor quantos dígitos são esperados para cada cargo, assim como o progresso da votação. ■ VOTAÇÃO E APURAÇÃO URNA ELETRÔNICA COMPLETA 30 ANOS DE REVOLUÇÃO NAS ELEIÇÕES DO BRASIL V Foto/ Paulo Pinto/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 04 E 05 DE OUTUBRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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