Diário do Amapá - 21/10/2026

| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUARTA-FEIRA | 21 DE OUTUBRO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA A escalada da violência, os saques ao comércio e a deterioração do poder de compra expõem os limites de um governo incapaz de conciliar a pesada estrutura fiscal francesa, a qualidade dos serviços públicos e a preservação da ordem. A França volta a enfrentar uma crise que ultrapassa as barricadas e as vitrines destruídas. Os acontecimentos de outubro de 2026, marcados por manifestações contra o custo de vida, protestos estudantis, confrontos com policiais e saques a estabelecimentos comerciais, expõem uma ferida política cada vez mais profunda: a distância entre aquilo que o Estado cobra da sociedade e aquilo que consegue entregar em troca. O presidente Emmanuel Macron, no poder desde 2017, vê sua autoridade política submetida a mais uma prova decisiva. Quando milhares de cidadãos protestam, comerciantes fecham as portas por medo de saques e o governo precisa recorrer a restrições localizadas de circulação para restabelecer a tranquilidade, já não basta repetir promessas de reformas ou invocar a ne- cessidade de sacrif ícios. É preciso demonstrar capacidade de governar. As manifestações mostraram cenas graves de violência em Paris e em outras cidades francesas. Reportagens do Le Monde documentaram lojas saqueadas, vitrines destruídas, incêndios e ataques contra policiais. Comerciantes relataram prejuízos expressivos e dificuldades para proteger os pró- prios estabelecimentos. O governo francês anunciou medidas para restabelecer a ordem, incluindo restrições loca- lizadas de circulação e o reforço da resposta ju- dicial. A dimensão da crise levou as autoridades a discutir também medidas de apoio aos comer- ciantes atingidos pelos saques e pelas depreda- ções. É necessário fazer uma distinção elementar, frequentemente obscurecida pelo debate político: protestar é um direito; agredir policiais, intimidar cidadãos, incendiar edif ícios e saquear lojas são atos que exigem res- ponsabilização individual. Uma sociedade democrática não pode exigir respeito às instituições enquanto tolera que grupos violentos transformem as ruas em territórios de intimidação. Tampouco pode aceitar que o pequeno comerciante, o funcionário que depende do transporte público ou a família que precisa circular pela cidade se tornem reféns de conflitos que não provocaram. A violência não é uma política econômica. O saque não aumenta salários. A destruição de uma loja não reduz o preço dos alimentos. E atacar um policial não melhora as condições de ensino. ■ Macron perde autoridade enquanto o contribuinte paga a conta Uma sociedade democrática não pode exigir respeito às instituições enquanto tolera que grupos violentos transformem as ruas em territórios de intimidação. Tampouco pode aceitar que o pequeno comerciante, o funcionário que depende do transporte público ou a família que precisa circular pela cidade se tornem reféns de conflitos que não provocaram. GREGÓRIOJ.L. SIMÃO E-mail: gregoriojsimao@yahoo.com.br Radialista e estudante de Filosofia O Outubro é o mês do poeta e da poesia. No dia 20 de outubro comemora-se o Dia do Poeta, esse ser estranho e singular, iluminado, que vê a vida com o coração e a alma, e tenta passar essa visão a todos aqueles que tiverem sensi- bilidade para recriar a sua visão. E no dia 31, comemoramos o Dia Nacional da Poesia. Então quero enviar a minha homenagem a todos os bardos deste imenso Brasil e de todo o mundo, pois é das penas deles que flui a emoção e o sentimento dessa arte que se chama poesia. É o poeta que torna esse nosso mundo, tão belo e ao mesmo tempo tão conturbado, um pouco mais sensível, é ele que desnuda a alma para que a nossa alma seja menos dura , menos intolerante, mais solidária, mais humana, menos violenta. É o poeta que nos leva a contemplar o amor, que nos leva a pensar a paz, que nos lembra de que somos irmãos gêmeos da na- tureza e por isso mesmo precisamos amá-la e respeitá-la, para que ela nos proteja e não nos desampare. Precisamos comemorar esse dia fazendo e recriando versos, todos nós, pois o mundo atual, tão corrido e tão violento, precisa da singeleza e do lirismo da poesia. O ser hu- mano precisa cultivar a poesia, para não se deixar endurecer mais ainda, para não deixar de ser humano. Ao contrário do que alguns pensam, a poesia é necessária. Como deixar fluir a alma através das pontas dos dedos, a não ser pela criação de um poema? A poesia é sentimento, é emoção, é alma, é coração. Como sermos humanos sem tudo isso? A poesia é mágica, como já disse Quintana - e quem mais poderia dizê-lo? - como neste poema que toma a liberdade de transcrever: “Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês. Quando fechas o livro, eles alçam voo como de um alçapão. Eles não têm pouso nem porto: alimen- tam-se um instante em cada par de mãos e partem. E olhas, então, essas tuas mãos vazias, no maravilhado espanto de saberes que o alimento deles já estava em ti..." Que mais posso eu dizer? Rendo a minha homenagem a você, poeta, que não deixa morrer a poesia que existe, ainda, em nossas vidas. E viva a poesia mundial, e viva Quintana, e viva nós, poetas do mundo inteiro! ■ Mês do poeta e da poesia Ao contrário do que alguns pensam, a poesia é necessária. Como deixar fluir a alma através das pontas dos dedos, a não ser pela criação de um poema? A poesia é sentimento, é emoção, é alma, é coração. Como sermos humanos sem tudo isso? LUIZCARLOSAMORIM E-mail: lcaescritor@gmail.com Presidente do Grupo Literário A ILHA/SC

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