Diário do Amapá - 24/10/2026

Voto evangélico A conferir a partir de domingo. Mas dados de 2024 nas capitais commais de 60 templos evangélicos por 100 mil habitantes, partidos de esquerda registraram desempenho menor no 2º turno. Mostrou pesquisa de Helcimara Telles, Rafael Fonseca e Paulo Gracino Junior, no livro “Eleições Municipais e o que elas antecipam para 2026” (FGV Ed.), em que analisam como o crescimento das igrejas afeta as eleições. Frango vetado Após a Malásia e México suspenderem a compra de frango brasileiro, o Ministério da Agricultura realiza ações de resposta ao foco da doença de Newcastle, vírus que afeta aves silvestres e domésticas, identificado em criação de perus de corte em Nova Itaberaba (SC). Foi declarado estado de emergência zoossanitária por 60 dias nos municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim, em SC. EV no voto Propostas para ampliar o acesso a carros elétricos podem pesar nas urnas para 65% dos motoristas, e 59% preferem candidatos que incentivem o uso desses veículos, segundo o Instituto Locomotiva. A visão positiva sobre esses veículos une eleitores de campos opostos: 79% dos eleitores de esquerda e 79% dos de direita consideram que eles não melhoram a qualidade de vida nas cidades. Foram ouvidos 1.300 condutores. Faltam os votos Enquanto tentam manter a foco para o 2º turno, aliados de Flávio Bolsonaro (PL) no Rio de Janeiro reconhecem a força que o presidente Lula da Silva (PT) ganhou com o Exército do Lula no canal do WhatsApp, comandado pelo deputado André Janones. “Lula tem trabalhado muito”, reconhece um bolsonarista. Na ALERJ, onde o PL é maioria, a confiança em Flávio é grande. Porque nem todo internauta é um eleitor. Bancada & STF O que circula no meio político sulista: A bancada paranaense no Senado (Filipe Barros (PL), Deltan Dallagnol (Novo) e Luís Felipe Cunha (PL)) pretende converter sua força política das urnas para o Judiciário. Caso Flávio Bolsonaro seja eleito, o trio sugerirá Luiz Guilherme Marinoni para uma das futuras vagas da Corte. Marinoni é um dos grandes nomes do direito processual civil e constitucional do País. Lunus 2.0 ? A furada A busca e apreensão num hangar de Brasília onde fica o jatinho do advogadoWiller Tomaz, ligado ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), foi tiro n’água. As fotos e vídeos vazados para a mídia (não se sabe ainda por quem) de uma operação estritamente da Polícia Federal foram seguidas de uma insinuação de descoberta de sala-cofre sigilosa, commáquinas de contar dinheiro. O cômodo, com porta-cofre, estava vazio. Ocorre que o hangar foi usado antes deWiller por táxi aéreo que transportava malote de bancos com dinheiro, daí a destinação da sala. Mas o episódio da PF – que teria recebido uma suposta denúncia anônima – cheira a arapongagem. O caso lembra a operação da PF de março de 2002 que abateu em plena decolagem a pré-candidatura de Roseana Sarney (então governadora do Maranhão) à Presidência da República. Ela abdicou da disputa após flagrante de centenas de maços de notas de R$ 50 no total de R$ 1,3 milhão num cofre na Lunus, empresa dela e do marido Jorge Murad em São Luís. O dinheiro não era declarado. No caso deWiller, não havia um centavo no chão, de acordo com as imagens vazadas. Mas tem gente que apostava tudo nessa Lunus 2.0. O número absoluto de eleitores com 70 anos ou mais que foi às urnas no primeiro turno de 2026 aumentou 43% em relação a 2022. A variação foi calculada em uma análise de microdados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), realizada pelo Movimento Voto 70+ em conjunto com o centro de pesquisa Data8. Os pesquisadores apontam que esse crescimento foi res- ponsável pelo aumento do número de eleitores que compare- ceramno primeiro turno de 2026, que chegou a 125,2milhões, contra 123,7 milhões em 2022. O voto é facultativo para cidadãos com 70 anos ou mais, assimcomo para analfabetos e jovensmaiores de 16 emenores de 18 anos. Mais da metade compareceu Nas últimas eleições gerais, havia 14,89milhões de eleitores com 70 anos ou mais e 6,13 milhões foram votar. Já em 4 de outubro de 2026, 8,77 milhões compareceram, entre os 17,25 milhões de 70+ que estavam aptos. “É a primeira vez, desde 2014, que mais da metade desse eleitorado vota”, afirmou a idealizadora do Movimento Voto 70+ e cofundadora do Data8, Cléa Klouri. Em números absolutos, os idosos com mais de 70 anos contribuíram com 2,64 milhões de votos a mais em 2026, o que representamais que os 2,2milhões de eleitores de Brasília, por exemplo. Por outro lado, entre os menores de 70 anos, o número de votantes caiu de 117,59 milhões em 2022 para 116,51 milhões neste ano ─ um recuo de 1,07 milhão. Isso aconteceu mesmo que o universo de eleitores aptos tenha se mantido praticamente estável: 141,56 milhões em 2022 e 141,49 milhões em 2026. Eleitorado decisivo Cléa Klouri destacou, em entrevista à Agência Brasil, que esse eleitorado ganha ainda mais importância em um pleito tão acirrado e pode decidir a eleição. “É importante dizer o poder que eles têm de mudar o ponteiro da eleição. É uma quantidade grande de pessoas e são votos que devem contribuir para que essa eleição seja demo- crática”. ■ ELEIÇÕES Primeiro turno contou com 43% mais eleitores de ao menos 70 anos O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reiterou nesta sexta-feira (23) a decisão em que liberou as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) a divulgarem, por conta própria, seus sigilos bancários, fiscal e telefônico, conforme acordo assinado entre os candidatos. Na decisão, Mendonça disse que não cabe ao TSE fiscalizar “desafios” lançados pelas campanhas dos presidenciáveis. Ontem, Mendonça decidiu que as campanhas não precisamde uma decisão da Corte para liberarem os sigilos. Contudo, as campanhas de Lula e Flávio continuaram com a intenção de solicitar ao TSE amediação da divulgação dos sigilos. Os presidenciáveis entregaram procurações para viabilizar a divulgação das informações. No entendimento do ministro, as no- vas manifestações não vão mudar sua decisão sobre o caso. "Se o propósito é a transparência, que ela seja exercida desde já, por iniciativa dos respectivos titulares. Quem quer abrir o sigilo de informações bancárias, fiscais, telefônicas e de gastos com cartão corporativo, abre e publica, sem subter- fúgios. Trata-se de transparência ativa, que dispensa a intermediação desta Cor- te", afirmou. Entenda O candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou, no domingo passado (18) que irá abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, bem como de seus familiares, desde que o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), fizesse o mesmo. Lula, candidato à reeleição, enviou na terça-feira (20) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um requerimento auto- rizando que fossem levantados seus si- gilos. No dia seguinte, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) enviou à Corte Eleitoral autorização para o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, desde que o candidato Lula ampliasse o alcance do levantamento de seus sigilos, com a divulgação de dados deMarco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, os registros de entrada da empresária Ro- berta Luchsinger no Palácio do Planalto, os sigilos de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula, entre outras con- dições. Logo depois, a coordenação da cam- panha de Lula afirmou que o candidato havia aceitado as condições do adversá- rio. Na quinta-feira (22), o senador Camilo Santana (PT-CE), integrante da campanha de Lula, apresentou um termo assinado pelos candidatos à Presidência da Repú- blica em que autorizam a abertura do si- gilo bancário, fiscal e telefônico de ambos. Odocumento foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e seria analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso na Corte Eleitoral. Oministro AndréMendonça decidiu que as campanhas poderiam divulgar os sigilos conforme acordo assinado entre os candidatos. ■ TSE MENDONÇA REITERA QUE LULA E FLÁVIO PODEM ABRIR SIGILOS POR ATO PRÓPRIO V Foto/ Carlos Moura/SCO/STF ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 24 DE OUTUBRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=