Diário do Amapá - 25 e 26/10/2026
Voto evangélico A conferir a partir de domingo. Mas dados de 2024 nas capitais commais de 60 templos evangélicos por 100 mil habitantes, partidos de esquerda registraram desempenho menor no 2º turno. Mostrou pesquisa de Helcimara Telles, Rafael Fonseca e Paulo Gracino Junior, no livro “Eleições Municipais e o que elas antecipam para 2026” (FGV Ed.), em que analisam como o crescimento das igrejas afeta as eleições. Frango vetado Após a Malásia e México suspenderem a compra de frango brasileiro, o Ministério da Agricultura realiza ações de resposta ao foco da doença de Newcastle, vírus que afeta aves silvestres e domésticas, identificado em criação de perus de corte em Nova Itaberaba (SC). Foi declarado estado de emergência zoossanitária por 60 dias nos municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim, em SC. EV no voto Propostas para ampliar o acesso a carros elétricos podem pesar nas urnas para 65% dos motoristas, e 59% preferem candidatos que incentivem o uso desses veículos, segundo o Instituto Locomotiva. A visão positiva sobre esses veículos une eleitores de campos opostos: 79% dos eleitores de esquerda e 79% dos de direita consideram que eles não melhoram a qualidade de vida nas cidades. Foram ouvidos 1.300 condutores. Faltam os votos Enquanto tentam manter a foco para o 2º turno, aliados de Flávio Bolsonaro (PL) no Rio de Janeiro reconhecem a força que o presidente Lula da Silva (PT) ganhou com o Exército do Lula no canal do WhatsApp, comandado pelo deputado André Janones. “Lula tem trabalhado muito”, reconhece um bolsonarista. Na ALERJ, onde o PL é maioria, a confiança em Flávio é grande. Porque nem todo internauta é um eleitor. Bancada & STF O que circula no meio político sulista: A bancada paranaense no Senado (Filipe Barros (PL), Deltan Dallagnol (Novo) e Luís Felipe Cunha (PL)) pretende converter sua força política das urnas para o Judiciário. Caso Flávio Bolsonaro seja eleito, o trio sugerirá Luiz Guilherme Marinoni para uma das futuras vagas da Corte. Marinoni é um dos grandes nomes do direito processual civil e constitucional do País. Lunus 2.0 ? A furada A busca e apreensão num hangar de Brasília onde fica o jatinho do advogadoWiller Tomaz, ligado ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), foi tiro n’água. As fotos e vídeos vazados para a mídia (não se sabe ainda por quem) de uma operação estritamente da Polícia Federal foram seguidas de uma insinuação de descoberta de sala-cofre sigilosa, commáquinas de contar dinheiro. O cômodo, com porta-cofre, estava vazio. Ocorre que o hangar foi usado antes deWiller por táxi aéreo que transportava malote de bancos com dinheiro, daí a destinação da sala. Mas o episódio da PF – que teria recebido uma suposta denúncia anônima – cheira a arapongagem. O caso lembra a operação da PF de março de 2002 que abateu em plena decolagem a pré-candidatura de Roseana Sarney (então governadora do Maranhão) à Presidência da República. Ela abdicou da disputa após flagrante de centenas de maços de notas de R$ 50 no total de R$ 1,3 milhão num cofre na Lunus, empresa dela e do marido Jorge Murad em São Luís. O dinheiro não era declarado. No caso deWiller, não havia um centavo no chão, de acordo com as imagens vazadas. Mas tem gente que apostava tudo nessa Lunus 2.0. E m 2025, os cartórios de notas brasileiros registraram 153.267 atas notariais, documento que pode ser utilizado para comprovarmensagens, publicações e outras evidências de bullying e cyberbullying. O volume é o maior da série analisada, iniciada em 2016, e representa crescimento de 4% emrelação às 147.303 atas realizadas em2024. Esses documentos são medidas importantes no enfrentamento às agressões pre- senciais e virtuais: a preservação de provas. O levantamento, realizado pelo Colégio Notarial do Brasil –Conselho Federal (CNB/CF), reúne os dados dos Tabelionatos deNotas do país. Os números abrangemdocumentos utilizados para diferentes finalidades, entre elas a comprovação de agressões, ameaças e ofensas no ambiente digital. Em cinco anos, o total anual de atas notariais passou de 91.116, em2020, para 153.267, em 2025, avanço de 68,2%. Na comparação com 2016, quando foram registrados 63.860 documentos, o cresci- mento chegou a 140%. Como solicitar Para solicitar uma ata notarial, o interessado pode procurar um cartório de notas ou consultar as opções de atendimento pela plataforma digital e-Notariado. O tabelião verifica o conteúdo apresentado e descreve formalmente os fatos cons- tatados. O documento pode reunir data, horário e local da consta- tação, identificação do solicitante e descrição detalhada dos fatos, além de imagens e registros de arquivos de áudio ou vídeo. O valor do serviço segue a tabela de emolumentos de cada estado. Para utilizar o e-Not Provas, o acesso é feito comCertificado Digital Notarizado, que pode ser solicitado gratuitamente pelo e-Notariado. A coleta ocorre dentro da própria plataforma, e o serviço de autenticação é cobrado conforme a tabela estadual. “Os cartórios de notas são aliados do cidadão no enfrenta- mento ao bullying e à perseguição digital. A ata notarial trans- forma essas situações em provas concretas, garantindo às vítimas os meios necessários para buscar seus direitos e res- ponsabilizar os agressores”, afirma o presidente do Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), Eduardo Calais. ■ LEVANTAMENTO Bullying: cartórios têm recorde de atas que podem comprovar agressões O eleitor que vai trabalhar no dia da eleição tem o direito de se ausentar do serviço para exercer o direito ao voto, sem prejuízo de salário. A regra está prevista no artigo 234 da Lei eleitoral e em uma resolução complementar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de 2026. As normas asseguram à pessoa que precisar trabalhar ou prestar ser- viço a terceiros no dia da eleição o di- reito de se ausentar pelo tempo ne- cessário ao exercício do voto. O pe- ríodo de ausência precisa levar em conta o tempo gasto com o desloca- mento para ir e voltar da seção eleitoral e o tempo na fila de votação, se hou- ver. A regra também vale para traba- lhadores que não são obrigados a votar, como maiores de 70 anos e jo- vens entre 16 e 18 anos. Tentar impedir o exercício do voto é crime eleitoral, que pode ser punido com detenção de até 6 meses e pagamento de multa. O TSE orienta que, quem for tra- balhar no próximo dia 25, combine de forma antecipada com o emprega- dor um horário para ir até à sua seção. Voto em outro município Caso o eleitor vote em uma cidade diferente daquela em que trabalha, ele tem direito a se ausentar do tra- balho no dia da eleição e a falta não pode ser descontada do salário. Trabalhadores convocados para atuar como mesários também podem se ausentar do trabalho e têm direito a folgas dobradas em relação aos dias que ficou à disposição da Justiça Elei- toral. Assédio Eleitoral no Trabalho Pressionar um trabalhador para votar ou deixar de votar em um de- terminado candidato é crime eleitoral que pode ser punido com reclusão e multa. Essa coação pode vir de chefes e superiores hierárquicos e vale para trabalhadores celetistas, terceirizados, estagiários e servidores. Ela ocorre, por exemplo, quando o chefe ameaça demitir o funcionário ou fechar a empresa caso um dos can- didatos perca a eleição ou pede ao funcionário para gravar vídeo de apoio político. Coações sutis como promessas de vantagem para induzir o voto tam- bém são passíveis de punição. Quem sofrer assédio eleitoral pode fazer denúncia ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e aos ministérios Público do Trabalho (MPT) e Eleitoral (MPE). ■ EXERCÍCIO DO VOTO BULLYING: CARTÓRIOS TÊM RECORDE DE ATAS QUE PODEM COMPROVAR AGRESSÕES V Foto/ Joédson Alves/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 25 E 26 DE OUTUBRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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