Diário do Amapá - 28/10/2026
O Banco Central (BC) infor- mou nesta terça-feira (27) que "não vê risco relevante" para a estabilidade financeira do país, apesar da piora dos indicadores de crédito das famílias. Segundo o Relatório de Estabi- lidade Financeira referente ao pri- meiro semestre de 2026, o sistema financeiro continua comníveis con- fortáveis de capitalização e liquidez, além de capacidade de resistir a ce- nários adversos. Odocumentomostra que os ati- vos problemáticos das famílias, in- dicador que reúne operações com atraso ou sinais de dificuldade de pagamento, aumentarame atingiram omaior nível desde 2012 na maioria das modalidades de crédito. De acordo com o BC, a inadim- plência foi o principal fator respon- sável por esse movimento. A autoridademonetária também informou que o comprometimento da renda das famílias com o paga- mento de dívidas alcançou o maior nível dos últimos 21 anos. As estimativas do banco apontam que a pressão sobre a capacidade de pagamento dos consumidores deve continuar ao longo do segundo semestre. Resiliência Apesar desse cenário, o BC avalia que o Sistema Financeiro Nacional permanece resiliente. As provisões constituídas pelas instituições fi- nanceiras seguem compatíveis com as perdas esperadas, enquanto os testes de estresse de capital e de li- quidez indicamque os bancos man- têmcapacidade de enfrentar cenários econômicos adversos. O relatório aponta ainda desa- celeração do crédito para famílias e empresas, em linha com os juros elevados e a atividade econômica mais moderada. Segundo o BC, as instituições financeiras tambémvêm demonstrando maior cautela na concessão de empréstimos. Confiança Pesquisa feita pela autoridade monetária mostra que 73% das ins- tituições financeiras consultadas es- tão muito ou totalmente confiantes na resiliência do sistema. As principais preocupações apontadas foram o risco fiscal e a possibilidade de aumento da ina- dimplência em um ambiente de juros elevados por umperíodo pro- longado. Na avaliação do Banco Central, o aumento do endividamento de famílias e empresas exige cautela adicional na oferta de crédito. O órgão informou que estudamedidas voltadas aos segmentos de maior risco para reduzir situações de su- perendividamento e fortalecer a sus- tentabilidade do crédito no país. ■ BANCO CENTRAL DIZ QUE ESTABILIDADE FINANCEIRA NÃO ESTÁ EM RISCO CRÉDITO DAS FAMÍLIAS V Foto/ Rafa Neddermeyer/Agência Brasil FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 QUARTA-FEIRA | 28 DE OUTUBRO DE 2026 O mercado financeiro brasileiro teve um dia de forte turbulência nesta segunda-feira (26), após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no se- gundo turno das eleições presidenciais. O dólar fechou em alta de 8,21%, a R$ 5,403. O Ibo- vespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, recuou 13,88% e atingiu os 176.608,23 pontos. Durante a manhã, a bolsa acionou o mecanismo de circuit breaker, que interrompe temporariamente as negociações diante de quedas acentuadas. Principais números do dia: Dólar: R$ 5,403 (+8,21%); • Máxima do dólar: R$ 5,6049 durante a manhã; • Ibovespa: 176.608,23 pontos (-13,88%); • Mínima do Ibovespa: 169.516,43 pontos, recuo • superior a 17%. Dólar em outubro: alta acumulada de 4,40%. • Ibovespa em outubro: queda acumulada de • 5,22%. Ibovespa em 2026: valorização acumulada de • 9,61%. Dólar tem disparada histórica O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 8,21%, cotado a R$ 5,403. Foi a maior valorização per- centual diária da moeda americana desde 13 de janeiro de 1999, período marcado por mudanças no regime cambial brasileiro. Durante a manhã, a divisa chegou a R$ 5,605, ultra- passando a marca de R$ 5,60. Ao longo do dia, porém, perdeu força e recuou para a faixa de R$ 5,40, em um movimento de realização de lucros (venda de dinheiro para embolsar ganhos) e entrada de recursos de expor- tadores que aproveitaram a alta para internalizar divi- sas. O resultado eleitoral alterou as posições que inves- tidores haviam montado antes da votação. Parte do mercado esperava a vitória de Flávio Bolsonaro, que havia liderado o primeiro turno, e precisou ajustar suas estratégias após a confirmação da reeleição de Lula. O Tesouro Nacional também atuou no mercado por meio da recompra de títulos públicos. Apesar da disparada diária, a moeda estadunidense ainda acumulava queda de 1,57% em 2026. (Com informações da Reuters) ■ CIRCUIT BREAKER Dólar sobe 8,21%, e bolsa cai 13,88% após reeleição de Lula ●
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